sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

De 2016

Em 2016, os meus filhos cresceram muito. Estão cada vez mais prontos para voar. As suas asas estão mais ágeis: estão espertos, desenrascadas, ficam sozinhos em casa, vão as compras e viveram as suas primeiras aventuras nas férias, sem os pais por perto. Estão mais confiantes e seguros. Acreditam, e eu também, que podem e conseguem. O Tiago tornou-se num bom aluno. Gosta de aprender e gosta de saber e não estou forçosamente a falar da aprendizagem convencional da escola. Sabe montar e desmontar coisas elétricas, podar uma videira, limpar uma piscina. Conhece as civilizações Maias e egípcias, preocupa-se com os animais em vias de extinção, etc. O Pedro continua a viver no mundo dele, a isolar-se dos outros, quando lhe apetece ou quando não está para fretes. Tornou-se num rapaz curioso e criativo nas artes plásticas. Os desenhos, os recortes e as colagens são o mundo dele. Entrou para a primária e a professora fez-me um perfil um pouco diferente do filho cá de casa. É inseguro, chora nas aulas e diz que o mano é que sabe fazer e ele nem por isso. Estamos todos a trabalhar para que ele saia da sombra do irmão. Estou confiante que ele se liberte dessa ideia do que o mano é que é o maior. Em 2016, trabalhámos para isso. Está quase a perceber que são os dois os maiores!
Em 2016, tive, como sempre, um mês de agosto fantástico, rodeado das pessoas certas e que me fazem bem. As gargalhadas no mar quente com a Carolina, quando penso nelas, emocionam-me de tão genuínas e libertadoras que foram. Os "cá vai bomba" e gargalhadas dos miúdos também. E a água quente? Maravilha! E a festa da terra, os mergulhos na água fria! Que bom! 
Também deixei de fazer fretes e de estar com pessoas que coiso. Afastei-me de muita muita gente. Tornei-me mais fechada com os outros. Deixei de ter referências no meu local de trabalho. Deixei de me preocupar em agradar a todos. Deixei de ter pessoas com quem até se estava bem mas a quem faltava uma coisa ou com quem não conseguia construir uma ponte sólida. Mas depois, há aqueles sempre presentes que te bastam tanto.
Em 2016, corri muito, 874 km. Descobri que me estruturo, que me organizo e que me torno numa pessoa mais segura e também mais convencida quando corro. Fortaleci não só os gémeos e as coxas mas também a cabeça e o ego. Em 2016, participei em várias provas, de 10km, 15km, 21km e 28km. Retenho a corrida 1°de maio porque fui sozinha, sem a minha parceira, e cheia de energia e o trail dos 28 km que foram absolutamente desafiantes e difíceis. Veio comprovar do que nada é certo e que mesmo que se queira desistir, pois não, não se desiste. 
Em 2016, li 15 livros. Emocionei-me com uns e embirrei com outros. Pelo meio, descobri a best-seller italiana que me deixou sempre indecisa e que me fez oscilar de opinião ao longo de 4 volumes: é bom, é chato, parece uma novela, é um vício! 
Descobri a família Gallagher e fiquei fã deles todos. Apaixonei-me também pela série Narcos e pelas representações fantásticas de todas as personagens. Vi alguns filmes mas só recordo dois ou três e nem sei como se chamam. 
Em 2016 fui madrinha de casamento da minha prima e fui convidada para ser madrinha das duas filhas do meu primo. Fiquei orgulhosa. 
Fomos mais vezes à terra porque sinto que precisamos de raízes, de dizer "somos daqui". Sei que os meus filhos sentem a mesma coisa, uma certa pertença, quase uma vontade de dizer "isto é tudo nosso!".
O pai cá de casa fez 40 anos, o que me fez recordar que estou com ele há uma vida. Já percorremos um longo caminho, tropeçámos, chegámos mesmo a cair mas continuamos a seguir em frente, lado a lado, de mãos dadas, com os nossos filhos por perto. 
Fomos a Évora passar o Carnaval e o dia que passamos em Mourão é recordado com saudade porque foi perfeito e cheio de gargalhadas. O Pedro está sempre a dizer que quer lá voltar, ainda não sabe que não se volta aos lugares onde fomos muito felizes! 
Em 2016, a Elsa partiu e achei este mundo um lugar injusto e triste. E por falar num lugar triste, é incontornável dizer que 2016 foi um ano de horrores, ao qual não consegui fugir: as imagens que nos chegam da guerra da Síria são um exemplo entre outros igualmente chocantes. Mas foi também em 2016 que vi uma amiga deixar um lugar confortável num emprego bem remunerado e ir para a Grécia ajudar os refugiados. Ela é a prova que apesar das imagens e das palavras de ódio que encheram  2016, há sempre uma luz de esperança na humanidade.
Em 2016, fiz as pazes com o futebol graças à seleção. Tal como (quase) todos os portugueses, vibrei com a  vitória de Portugal no Europeu e vi, creio, todos os vídeos que havia na net sobre a seleção. O salto que dei para o colo do pai cá de casa, quando ganhámos, fica gravado na minha memória. Acho que foi mais do que uma vitória, foi sentir que éramos capazes e cresceu dentro de mim um sentimento do que era capaz também eu de conseguir seja o que for. Afinal, quando queremos muito, conseguimos.
Sim, 2016 foi isso tudo é mais, com certeza. 2016 rimou com determinação, esperança e confiança.


No museu do Aljube...

IDE visitar o museu da Resistência que é muito muito bom. Quisemos deixar a nossa mensagem. 
(Adoro a do Pedro.)

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Quando é que sabes que o pai cá de casa não quer mais nenhum filho? - continuação do post anterior

Quando comentas com ele que giro que é estarmos com um bebé na cozinha e ele responde "sim,sobretudo porque sei que os pais o vêm buscar logo à noite",sem qualquer vontade de fazer uma gracinha mas porque sente mesmo o que diz. 

Ou

Quando lhe dizes com a afilhada ao colo,  "olha nós com uma menina, que giro" e ele reponde "eu com um bebé aos 40 e transformar o escritório num ginásio. Era bonito mas não, seria apenas a crise dos 40!"
E para rematar, saca do trunfo "e foste correr hoje? Ias correr com um bebé todos os dias, não é?" E não o disse mas li nos olhos dele um "I rest my case".

4

Ontem, fiquei o dia toda com as minhas primas/afilhadas. Uma tem 4 anos e a outra tem 9 meses. Pediram-me para ficar com elas e nem hesitei, que estamos cá para ajudar os nossos.
Mas estava nervosa com a mais pequena, com receio de fazer as coisas mal, de já não ter pedalada ou mesmo de já não ter jeito. 
 E depois, relembrei-me do que me tinha esquecido:
- com um bebé em casa, não consegues fazer mais nada sem ser tratar dele; 
- ter um bebé em casa que come bem é uma benção e meio caminho andado;
- adormecer um bebé com sono pode ser deseperante, sobretudo à noite;
- deitar-se ao lado de um bebé é maravilhoso; 
- mudar a fralda a um bebé gorducho dá-te uma vontade grande e quase irracional de dar beijos nas pregas das coxas.
- ter um bebé numa espreguiçadeira, no meio da cozinha, é coisa para te deixar com um sorriso no rosto;
- quando se está sozinha em casa com crianças, tens de as levar à rua, como se faz com os cães, para apanhar ar e oxigenar o cérbero!

Senti o olhar de admiração de algumas pessoas, como quem diz "uau, tem 4 filhos" e o olhar de julgamento "louca, 4 filhos!". Mesmo. Houve uma senhora de idade que me disse "que corajosa"! Eu aceitei o elogio e calei-me (até porque fui corajosa ao sair com 4 miúdos tão pequenos sozinha!)! 

domingo, 25 de dezembro de 2016

Calendário do Advento - dia 24

Procurem na árvore.

(Na oliveira do jardim, tinham as três atividades e tinham também a primeira pista para uma caça ao tesouro cujo prémio final era um vídeo personalizado do pai natal. Ver a cara deles a ouvir o pai natal a falar deles é maravilhoso e emocionante. Emocionante e cómico foram as duas atividades feitas depois do jantar...)

sábado, 24 de dezembro de 2016

Calendário do Advento - dia 23

Tirar uma foto nas máquinas de foto tipo passe.

[Muito bom]

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Quando é que sabes que tens filhos crescidos III

Quando ficam sozinhos em casa, três dias seguidos, enquanto vamos trabalhar. 

Calendário do Advento - dia 22

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Antecipámos a consoada!


Jantámos hoje na casa dos meus pais. Comeu-se polvo assado com batatas a murro e hortaliça, claro. Bebeu-se muito vinho e vinho do Porto* especial de corrida, de 1977, e  claro, comeu-se bolo-rei.   Recebemos prendas e tirámos fotos. Estreitámos ainda mais os afetos.

*A minha avó, em momentos de festa, bebe um cálice de vinho de Porto. Hoje não fugiu à tradição, já que festejámos o Natal. Sim, hoje, foi noite de Natal na casa dos meus pais. Não estaremos juntos no dia 24 ou no dia 25, mas não faz mal. Afinal de contas, o Natal é quando uma família quer e quisemos que fosse hoje! Tão bom!

Calendário do Advento - dia 21

Colocar um apontamento de Natal na entrada do prédio.

 

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Calendário do Advento - dia 20

Cada um faz um boneco de neve. (O pequeno é o do Pedro e o maior é do Tiago!)

Calendário do Advento - dia 19

Dar um abraço às pessoas que gostamos. 

domingo, 18 de dezembro de 2016

Calendário do Advento - dia 18

Ver as iluminações da cidade.

Calendário do advento - dia 17

Dormir numa cama gigante perto da árvore de natal.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Bilhete do Tiago

Tivemos reunião da primária e encontrei este bilhete do meu filho entre duas fichas. 
Que bom!

Calendário do advento - dia 16

Cantar músicas de Natal ao pequeno-almoço.

[Com direito a tudo: viola, vozes (des)afinadas e dança.]

(E adivinhem quem chegou atrasado à escola? Mas enfim, vá, no último dia de escola, who cares?! )

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Calendário do Advento - dia 15

Há pessoas que têm pouco. Vamos ajudá-las a passar um Natal melhor.

(Recolha de alimentos para o bairro 6 de maio organizada pela escola deles).

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Calendário do Advento - dia 14

Ouvir músicas de Natal ao jantar. 

[Invariavelmente, acabou connosco a dançar e pular, no meio da cozinha, a nossa música oficial de Natal: All I Want for Christmas da Mariah Carey. Adoro a ideia de dançar sempre com eles quando ouvimos essa música.]

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Calendário do Advento - dia 13

Enviar um vídeo de natal a alguém especial.
(Quiseram enviar ao pai, quando estávamos a regressar da escola.)

Da minha ingenuidade

Durante o jogo Benfica-Sporting, a câmara filma JJ que nesse preciso momento está a dizer um valente palavrão. 
O Tiago vira-se para o pai e diz "disse foda-se" como quem comenta o tempo frio que se sente. O pai pedagogo que consegue ter dentro dele durante um derby repreende o filho, blá blá blá, que isso não se diz, blá blá blá, que temos de saber que há linguagem que não ... and só on.
E tu Tella Marie, o que disseste ou fizeste? 
Nada, não fiz nem disse nada.
Estava apenas em estado de choque com a palavra proferida. 
Juro, juro mesmo, que tinha a certeza que o meu filho não conhecia tal palavra.
 Juro, juro mesmo, que pensava que ele nunca a tinha ouvido. 
Juro, juro mesmo, que pensava que mesmo que eventualmente a conhecesse, jamais a diria num tom super normal, como quem diz "o Sporting, coitado, está sempre a perder!"
Juro, juro mesmo, que continuo a pensar que ele não sabe, por vezes, o que diz.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Calendário do Advento - dia 12

Jantar à luz das velas. 
[E ano após ano, continua a ser um dos jantares mais serenos ]

domingo, 11 de dezembro de 2016

Calendário do Advento - dia 12

Ver um filme de Natal e comer pizza na sala!


(Só que o calendário do Advento não sabia que hoje era dia do benficaXsporting -realmente, dirão alguns. Decidiu-se então manter a pizza e substituir o filme pelo jogo.)

sábado, 10 de dezembro de 2016

Quando é que sabes que tens filhos crescidos? II

Quando vamos os quatro, num sábado à noite, ver um concerto dos Deolinda, ficar na primeira fila, encostados à grade, e curtir à brava. 

 

Calendário do Advento - dia 10

Escrever ao pai natal.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Calendário do Advento - dia 9

Andar num carrossel.


(E houve uma louca aos gritos, a ter uma espécie de ataque de ansiedade, na roda gigante porque tem medo das alturas!)

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Calendário do Advento - dia 8

Fazer bolachas alusivas ao Natal e oferecer algumas aos vizinhos do 4° andar.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Calendário do Advento - dia 6

Deixa uma mensagem de Natal nas portas dos vizinhos. 


(Foi uma excitação muito grande para o Pedro descer as escadas do prédio pé ante pé para ninguém nos ouvir!)

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Calendário do Advento - dia 5

Abre a porta e debaixo do tapete está...

 

(Uau, que loucura encontrar um livro! Nem se questionaram de onde vem, como se tudo o que fosse ligado ao Advento fosse mágico! Nem lhes passa pela cabeça como somos nós!!!)

Calendário do Advento - dia 4

Tirar fotos em frente à árvore de Natal. 

sábado, 3 de dezembro de 2016

Quando é que sabes que tens filhos crescidos?

Quando, num sábado chuvoso, ficas no sofá a ver um filme para "crescidos", como diz o Pedro.
Vimos "Race", um filme que não é do outro mundo, mas que fala de jogos olímpicos, nazismo, corridas, coragem e determinação. 
Tivemos apenas de contextualizar as coisas (o que é o nazismo, o que é a segregação racial e quem é aquele gajo baixo de bigode) e responder às várias perguntas  (Mas porquê? Mas mataram os judeus? Mas o que são judeus? Nao gostavam de pretos?  Porquê? Etc.)

O Tiago adorou e qui dar 10 estrelas naquela coisa de votação online e tenho agora o Pedro a soltar no meio do corredor, como o Jesse fez no filme (e na realidade). 

Calendário do Advento - dia 3

Fazer um enfeite para a porta de casa

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Calendário do Advento -dia 2

Fazer um piquenique junto da árvore de Natal!

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Calendário do Advento - dia 1

Fazer a árvore de Natal

A mãe que há na professora e a professora que há na mãe

Uma das  (muitas) coisas difíceis que tenho de saber gerir é essa coisa da escola, que bem sabem, é muito mais complexa do que a amamentação!
Tenho sempre muito de mãe nos meus alunos:  percebo as suas zangas quando um funcionário ou até um professor lhes diz, num momento mais infeliz, num momento de maior desgaste, qualquer coisa menos simpática, sinto o cansaço deles depois de umas rondas desgastantes de testes e a frustração de terem dado muito do seu esforço para, por vezes, terem resultados aquém do investimento ou da expectativa. Sou a primeiro a dizer-lhes que não são apenas números nos testes, que têm um mundo dentro deles que é tão mais importante que um número num teste, que são a soma de várias vivências, experiências e aprendizagens e não, felizmente, apenas a média de dois testes. Acabo sempre por dizer-lhes que não somos, felizmente, uma tabela do Excel. É preciso lembrar-lhes, pois a minha escola, como muitas que por cá andam, pauta-se pela exigência e os miúdos mais sensíveis, menos focados, podem rapidamente perderem-se e perder a motivação pelo ensino.

Tenho sempre muito de professora nos meus filhos. Tive uma reunião com a professora do meu filho e comecei a dizer "acho que o Tiago é um aluno...". A professora, e bem, corrigiu-me "é um menino".
Exigo-lhe boas notas. Não quero, e é quase regra de ouro, que tenha notas abaixo do Bom, como se ele fosse apenas uma nota ou uma classificação, esquecendo-me de tudo o que digo e acredito. Quero que dê o seu melhor, achando que o seu melhor é aquele Bom. Hoje, saiu da escola em lágrimas porque o teste de português foi horrível. Não o acabou, não teve tempo de passar a composição do rascunho para a folha de teste, nem uma linha.  Sei que  tem um ritmo mais lento e em vez de arranjar soluções para o ajudar a ultrapassar este handicap, em vez de lhe dizer que na próxima, faz o teste com um relógio ao lado, que ainda há muitos testes pela frente, que passamos e a escrever textos juntos, com temporizador como se fosse uma bomba, que ele tem um mundo cheio de histórias para contar, saio-me com uma pérola "andas sempre a olhar pro dia de ontem, por isso não acabaste o texto!". Arrependi-me logo e pedi de imediato desculpas mas ele, sensível como é, ficou ainda mais triste. Que infeliz, I know. Digo uma coisa num sítio e atuo de forma diferente num outro, apesar de achar que tenho razão em ambos os casos (ou não, ou não).

A questão aqui é: como é que tenho menos de professora na mãe que há mim e menos mãe na professora que há em mim?

terça-feira, 29 de novembro de 2016

domingo, 27 de novembro de 2016

Aquele momento estranho ou cómico ou...

... em que uma colega te dá um saco com uma embalagem de tinta para pintar o cabelo dizendo "tinha lá em casa e pensei que pudesses precisar."!
Ahahaha
Mensagem recebida e .. apagada!

(Aliás,esqueci-me do dito saco numa sala de aula e quando me lembrei, tipo na aula seguinte com aquela turma, já tinha desaparecido!)

O primeiro bilhete escrito do Pedro

A primeira SMS com (muito) sentido do Pedro

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

domingo, 20 de novembro de 2016

Puzzles

Já acabámos o nosso primeiro puzzle de 1000 peças, feito em família, ao serão.

terça-feira, 15 de novembro de 2016

Coisas da vida

Estão a ver o caixa de óculos, o cromo que não joga nada e o gordo que ficam sempre pro fim quando os miúdos fazem equipa para jogar futebol?
Sim?
Pois bem, um deles é o meu filho!

É isso.

domingo, 13 de novembro de 2016

Run Tella, run!

Voltamos às provas. Hoje de manhã corremos 15km num trail em Mafra, na Tapada, mais precisamente.
Foi uma boa prova com subidas qb mas com descidas muito técnicas, no meio de um manto de folhas castanhas e de lama. O outono deu-lhe um toque ainda mais especial.
Durante 15km, estive sempre bem, a saborear o desafio, a ouvir a minha respiração e o som dos pássaros e a trocar sorrisos com algumas pessoas. Os trails fomentam uma certa cumplicidade entre os atletas e isso hoje agradou-me muito.
Tínhamos estipulado fazer a prova em menos de duas horas e fizemos, salvo erro, 1h49 porque nos perdemos. Se não fosse o pequeno desvio, tínhamos chegado, creio, antes de 1h45.

Olhando para as pessoas, na linha da partida, ainda pensei que fosse a última a chegar e mais uma vez, isso não aconteceu! Cruzámos a meta juntas e muito satisfeitas com tudo. Foi mesmo bom.

Mais uma vez, tive direito a uma mensagem do pai cá de casa que me sabe sempre bem.

Mais uma vez, sinto-me a maior! :)

sábado, 5 de novembro de 2016

Quando é que sabes que estás a ficar com uma certa idade?

Quando vais a um magusto na casa do Concelho da tua terra, com os teus filhos a acharem que é uma seca e tu a delirares por estares no meio das tuas raízes com amigos, familiares, conhecidos e pessoas da terra.

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Dos anos dele (ainda)

Foi um dia que o deixou bastante emocionado por três ocasiões.

1) O mano, o pai cá de casa e eu acordámos o aniversariante a cantar-lhe os parabéns. (Apesar das vozes desafinadas de todas àquela hora!). O abraço dado foi dos céus!

2) Na escola, quando abriu a lancheira, e viu os nossos bilhetes. Preferiu o do pai mas adorou os dois. "Fiquei de lágrimas nos olhos".

3) Quando lhe li o texto que escrevi sobre ele, no blog. (Omiti apenas a cena de não saber jogar à bola!). No fim, disse-me "obrigado", abraçou-me com força e com a fazer força para mão deixar cair as lágrimas.

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

O Tiago faz 9 anos

O meu Tiago é especial por variadíssimas razões, mas sobretudo porque foi ele que me tornou mãe. Com ele aprendi o que é o Amor na sua forma mais pura, animalesca e avassaladora. Com ele aprendi também que nunca se diz nunca no que diz respeito à maternidade e que apesar de pensarmos que não vamos conseguir, a verdade é que conseguimos.
Conseguir o quê?
Conseguimos ter um filho que está agora numa coisa à qual chamarei pré pré teen e que não vem à primeira, nem à segunda mas, vá lá, com muita sorte, vem à terceira; que fica amuado se repreendido; que dá por vezes respostas tortas; que embirra com o irmão apesar de o adorar; que é teimoso; que já fica no quarto a ouvir música nos phones e que pensa que já sabe muita coisa (e até sabe na verdade).
Conseguimos também ter um filho com um coração de ouro, que dá muito valor à família e aos amigos; que nos ama a todos incondicionalmente, que se emociona com filmes, que dá abraços tão apertados do nada porque sim; que é muito meigo; que faz conchinha comigo e que me diz "amo-te tanto mamã"; que fica com a cabeça encostada ao meu peito quando lhe leio uma história e que diz sempre "adoro -te" nesse momento, numa demonstração de felicidade; que encosta, às refeições, o rosto ao braço do pai cá de casa, numa clara manifestação de ternura.
Conseguimos ter um rapaz destemido e aventureiro, que trepa às árvores, sobe rochedos e colinas e salta fogueiras; um rapaz trabalhador que poda a videira, apanha frutos das árvores ou corta a relva; um rapaz que argumenta, discute e tem uma opinião; um rapaz curioso e cusco que quer inteirar-se sempre das nossas conversas.
Conseguimos também ter um rapaz que se apaixonou de vez pelo futebol e pelo Benfica, mas que joga mal à bola; um rapaz trapalhão, que cai, tropeça e bate com a cabeça no canto da mesa se necessário; um rapaz desorganizado que para se organizar precisa de dias; um rapaz que não sabe fazer resumos, que para contar uma coisa simples, faz 50 mil rodeios; um rapaz que sem saber tem as mesmas tendências políticas dos pais e que diz "25 de abril sempre" sem perceber bem o que é mas sabendo que é muito; um rapaz que acha uma seca estudar, que dá 30 mil erros ortográficos em cada frase mas que tem brio nas boas notas e que estuda para as ter; um rapaz que diz que gosta de matemática, adora Educação Física, detesta inglês e acha uma seca português.
Conseguimos também ter um rapaz que tem sentido de humor mas que chora por tudo e por nada, tendo uma Drama Queen dentro dele.
...
Conseguimos, está visto, uma das melhores coisas do mundo, um rapaz com defeitos e qualidades, mas que me enche toda cá dentro. Conseguimos ter um filho que é isso tudo e muito mais.
Somos uns felizardos em tê-lo como filho há 9 anos.

terça-feira, 1 de novembro de 2016

Então Tella, como correram as mini mini -férias?

Maravilhosas mas mais uns dias lá e começava a rebolar de tanto comer!

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

O salto

Ontem, fomos a uma festa da castanha e do mel cá na terra. Houve um magusto com uma fogueira no chão.
Vi crianças a saltar a fogueira. Achei perigoso e depois percebi que um deles era o meu mais velho.
Fiquei passada, que aquilo é perigoso mas no fundo, no fundo, orgulhosa do meu rapaz que teve a coragem de a soltar.
(O Pedro não soltou.)

[E mais uma vez, nestas mini -férias na terra, cresceram ainda mais.]

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Aquele momento em que és excluída das conversas dos teus filhos

O Pedro está (novamente) apaixonado. Foi contar tudo ao irmão: quem é, como a conheceu e como brincam.
Pedi-lhe para me contar também. Não quis. É um segredo dele e do mano. O mano, por sua vez, só me disse o nome dela e nada mais. "É segredo mãe!". Riam-se entre eles, numa grande cumplicidade, e o Pedro assim muito envergonhado agarrado ao meu pescoço a dizer "a sério, não te quero dizer nada..."!

Eu fiquei contente por partilharem momentos íntimos (lol) entre eles e curiosa com tanto segredo!

Ter um mano é uma das melhores coisas do mundo, sem dúvida.

domingo, 23 de outubro de 2016

Quando é que sabes que o verão acabou mesmo - parte III

Quando tens de estudar com o teu filho para os testes...

Quando é que sabes que o verão acabou mesmo? - Parte II

Quando recebes em dois dias 200 e poucos testes para corrigir, sabendo que dentro de três ou quatro dias, recebes mais 60. 


Coisas de dezembro em outubro

Já temos o nosso calendário!

sábado, 15 de outubro de 2016

Qundo é que sbaes que o verão acabou mesmo - parte I

Quando é que tu sabes que o verão acabou?
Quando voltas a fazer sopa!
(e será um non stop de sopas até ao próximo verão...)

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Da idade

Aquele momento em que um novo colega, com quase 30 anos, te trata na terceira pessoa do singular. 
Sabemos todos que o respeitinho é muito bonito e tal, mas pá, pareceu-me ter 50. 
Foi um choque ouvir (pela primeira vez) alguém dizer-me "posso deixar em cima da sua mesa e depois se não se importar, blá blá blá"!

Menos miúdo, que eu também sou uma jovem! 

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Da corrida de hoje

Na ilha, nas nossas caminhadas, falamos sobre corridas. A Carolina falou da associação que existe entre a corrida, a raiva e a raiva da raiva, uma teoria interessante que me faz muito sentido.
Hoje, ao correr, lembrei-me da nossa conversa e nunca mais tinha pensado nisso.
Hoje é o aniversário da Joana. Faria 40 anos.
E ela esteve sempre na minha cabeça. Correr com ela ali, com um céu fantástico, foi intenso.

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Contradições

Entrei num grupo de Paleo no FB onde até já posto dúvidas!
Eu não como carne há 4 anos!

Olá, eu sou a Tella e às vezes, não jogo com o baralho todo.

sábado, 1 de outubro de 2016

Das coisas que vivemos

Depois de um dia cheio, subimos a um ponto alto da serra da Lousã: Santo António da Neve.  Por lá corremos, saltámos, gritámos, aparválhamos e tiramos fotos (tudo isso também para espantar o frio: 8°C). Mas o auge veio depois... À saída, passou à nossa frente um veado. Fiquei histérica, feliz e emocionada. 15 minutos depois, ainda falava de como o universo, a natureza e afins podem ser fantásticos.
Sinto-me tão grata!

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

A série do momento


Simplesmente brutal. 

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Por cá (para mais tarde recordar)

Andamos a jogar ao kemps (nome oficial do jogo, via wikipedia) mas ao qual chamamos "queimsss". É aquele jogo em que temos de ter as 4 naipes de cartas de mesmo valor e quando conseguimos, temos de  comunicar ao nosso parceiro através de sinais combinados e evitar o contra-queimesss dos adversários. Estão a ver? Um clássico*, certo?
Os sinais que temos são completamente hilariantes e chegamos a chorar de tanto riso. É um momento muito bom antes dos miúdos irem para cama.

*Eu sei, clássico, clássico, é jogar à sueca mas eu não atino e quem jogar comigo acaba invariavelmente por perder...

sábado, 24 de setembro de 2016

Sábado, 7h30

Levanto-me para ir correr e o Pedro já está a fazer os seus primeiros TPC na primária.
Ah, o entusiasmo da primeira vez!

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Dos gatos

O James apanhou o susto da vida dele na semana passada. Nós também, diga-se. Um episódio infeliz que envolveu drama, aventura e quase tragédia. Adiante.
Desde então, está muito focado em mim. Diria que está demasiado colado em mim. Tanto que me obrigou a estar uma hora deitada no sofá... Sacrifícios que uma pessoa faz pelos bichos pá...

domingo, 18 de setembro de 2016

Não sei se é bom ou mau

"Estamos quase a fazer o calendário do Advento! Que fixe!"

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Opiniões

O Pedro pediu-me para lhe comprar sumo para levar para o lanche da manhã da escola. Perante a minha recusa, argumentou "é que estou farto das tuas comidas com vitaminas" (ou seja fruta, muita, pão com fiambre, bolachas de água e sal, amendoins e pronto que ele começou a escola há uma semana).

Contava eu a história a uns colegas. Pareceu-me que um fez uma espécie de sorriso a uma outra como quem diz "que exagero" e uma terceira foi direta "mas qual é o mal do miúdo beber um sumo de vez em quando?". Fiquei parva a olhar para ela... Tipo, o açúcar, os E's e afins?

Mas agora, fico naquela...
Ah, a linha entre o radicalismo e o bom senso é ténue, não?

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

91 anos de ti, Aida.

A minha avó faz hoje 91 anos.
Fui ter com ela. Entrei no quarto com um bolo (travesseiro) e uma vela, a cantar-lhe os parabéns.
Ela vê mal, bastante mal. Mas reconheceu-me quando me aproximei e disse apenas "oh, a minha Tella" e senti todo o  carinho e amor num simples determinante possessivo. Minha querida avó, digo eu também agora, com a mesa carga afetiva. 
A minha avó, que não sabe dizer "amo-te", diz "minha" e é quanto basta. A minha avó, a quem eu digo "gosto tanto de ti" e que fica envergonhada e ri-se muito.

Hoje, mais em baixo por causa de uma queda, disse-me qualquer coisa como "tu dizes sempre que chego aos 100, mas não, não chego."
Mas chega, chega e vai ser uma festa, como ela própria me disse há tempos.

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Primeiro dia na primária - Pedro


Estamos só os dois em casa. O pai cá de casa está fora e o irmão continua de férias.

Adormecemos juntos. Quando o acordei, levantou o braço e com um sorriso lindo gritou "primeiro dia de primá-ri-a-a-a-!". 
Enquanto fui acabar o pequeno-almoço, foi vestir-se. Apareceu na cozinha a dizer que estava excitado e que ia ser o melhor aluno da sala. 
Na escola, seguiu a recomendação do mano, sentar-se na primeira fila. Chegou depois a sua Madalena que se foi sentar ao lado dele. 
Depois da foto da praxe para enviar ao pai, sussurrei-lhe umas frases nossas, uma mensagem que ele há-de guardar dentro dele para sempre - pelos menos assim espero. Abraçou-me e disse-me "adoro-te".
Tão diferente a entrada dele da do irmão. Com o Tiago, estava muito emocionada e ele também. Com o Pedro, estávamos muito felizes e orgulhosos. 
Tal como fiz com o irmão, deixei uma mensagem no estojo dele. 

domingo, 4 de setembro de 2016

Deles

As férias já passaram.
Já aqui escrevi o quão bom é o meu mês de agosto. Mas ainda não referi que neste mês eles cresceram muito, em todos os sentidos. Para além dos muitos centímetros que ganharam, estão autónomos e independentes. Tiveram uma liberdade como nunca tiveram. Andaram por aí, na ilha e na terra, com os amigos.Nem sempre sabia exatamente onde estavam e o que faziam. Isso deu-lhes uma certa esperteza, um à vontade com os outros e uma segurança incrível. Sentem-se capazes, não sei bem de quê -nem eles - mas sentem -se capazes de ir, como se percebessem que as asas servem para voar e que eles sabem como manuseá-las.
Cresceram tanto que os deixei sozinhos em casa, com telemóvel, durante duas horas. Eles aguentaram e eu, embora com muito receio, também aguentei, ligando-lhes de 30 em 30 minutos.

Vê-los crescer assim contenta-me, que eu não quero miúdos totós em casa.

domingo, 28 de agosto de 2016

Quando os momentos felizes são do mais simples que há

Viemos passar o dia numa barragem, num sítio deserto.
Trouxemos manta de trapos, comida, livros e cá estamos os 4, sozinhos. Pousei agora o livro e oiço-os brincar na mata, num mundo imaginário e fabuloso onde entra um mestre de karaté, uma cabana construída por eles, um borrego a assar (e nota-se pela escolha da comida que estamos num sítio onde a chanfana é prato regional...), uma porta mágica e treinos para ser lutador.

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Coisas para as quais não tenho paciência e que já me fazem revirar os olhos e, nalguns casos, dar uma resposta torta

"Ó Tella, come um pouco de leitão".
"Ó Tella, e borrego, toma, vá, anda!"
"Ó Tella, carne não comes mas vá, só hoje, toma lá entremeada."

Enfim, e não percebem que 4 anos depois de deixar de comer carne, já não há paciência pra merdas dessas...

sábado, 20 de agosto de 2016

Meu querido mês de agosto


Agosto é olhar para o azul do céu e do mar, sentir os pés na areia fina, vivenciar o pôr do sol e ficar quase enfeitiçada por ele, ouvir as gargalhadas deles nas ondas, os "cá vai bomba", estar sentado à mesa e não ouvir nada sem ser os pássaros, sentir uma ligeira brisa que sabe deliciosamente bem, ler vários livros, deixá-los ir sozinhos com os amigos de verão e não saber onde estão,  correr na areia ou na serra, apreciando as várias paisagens e parar para absorver tudo o que nos rodeia, num silêncio apaziguador,  estar na terra e senti-la como nossa, estar numa cama de rede e pensar "ui que bom", mergulhar nas águas gélidas dos rios e sentir-se revigorada, caminhar pelos trilhos, na serra,  cheirar a terra e gritar lá no meio para expiar os nossos males, amarguras e raivas, sentir um sol quente na pele enquanto se lê nas fragas, ao som do rio, dos pássaros e das brincadeiras deles lá ao fundo, é reencontrar os amigos, é beber caipirinhas e imperiais mas comer sempre de forma saudável, é estar com a família, é bailar nos bailes de verão, é sossegar ânsias é carregar energias ao som do vento que bate nas folhas das árvores, é ter um mês que parece que não acaba, é sardinhas e melão, é o verde da serra que contrasta com o azul do céu, é o brilho das estrelas que nos fazem sentir pequenos e que me hipnotizam.
Agosto, o meu querido mês.

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Pergunta pertinente

Alguém com filhos consegue manter a toalha sem areia durante muito tempo?
Os meus são os únicos que me tiram do sério quanto a isso?

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Das férias

Estou novamente no sítio de sempre, com as pessoas de sempre.
Este sítio, a ilha maravilha como lhe chama a MaryQA, tem poderes. Estão a ver o Lost? Pois bem, aqui é assim também. Há umas ondas positivas a passar por nós, há momentos quase oníricos, há vontades que não se explicam e há crenças que é aqui o arranque de um ano bom, como disse a Carolina em 2015. E foi mesmo.
É aqui que passo férias com os meus filhos desde que nasceram e é aqui que eles têm uma total liberdade. Foi aqui que deixei de comer carne há 4 anos, que deixei de fumar e que comecei a correr há precisamente um ano.

domingo, 31 de julho de 2016

Do blog

O meu blog é aberto. Já o fechei uma vez mas para mim, faz mais sentido que esteja aberto. No entanto, este facto condiciona-me a escrita . Haverá colegas  a ler-me? A vizinha? A amiga da colega de quem nem gosto muito?
Posso falar abertamente da(s) professora(s) dos meus filhos? Posso contar aqui que uma delas enviou TPC para as férias e que me passei nessa reunião e disse que o meu filho não o faria porque está de férias!
Posso falar abertamente do local onde trabalho? Dos colegas mais próximos? Daquela colega que, irra, me enerva até mais não? Daquele familiar que, ó céus, é infelizmente meu familiar? Do que realmente sinto sem que alguém, um dia, me mande isso à cara?

Há muitos anos, ainda postava fotos nossas aqui, uma leitora cuja filha andava no mesmo infantário que o Tiago, reconheceu-me e disse "és a Tella, leio o teu blog". Foi assustador e foi o fim das fotos.

Às vezes pergunto-me se não devia acabar com este espaço, agarrar numa caneta e num caderno e continuar à moda antiga. Seria muito mais verdadeiro?

sábado, 30 de julho de 2016

Deles

Eles já andavam a pedir isso há muito tempo. Hoje acedi! Tenho dois rapazes com penteados à la CR7.

A lição de hoje é portanto "nunca digas nunca" ou acabas por engolir as tuas próprias palavras!

Dos meus filhos - post para reler dentro de alguns anos

Regressaram à casa depois de 4 semanas com os avós. A sogra tinha como objetivo engordar o Pedro e trabalhou muito para isso. Conseguiu. Nunca esteve tão gordo (dentro da sua magreza, claro!) como agora.
Mas dizia eu, que me perco nesta conversa de peso do Pedro - o trauma persiste - que eles regressaram felizes, crescidos, morenos, loirinhos, espertos, engraçados e tão afetuosos. Embora estivesse com eles todos os fins de semana, senti saudades. Por isso, hoje foi um dia em que os abracei muito, em que senti que estava (ainda mais) apaixonada por eles, uma espécie de coiso no peito, muito idêntico àquela onda de amor que nos atinge em cheio (e que nos deixa desnorteadas) quando nascem.
Que sorte que tenho em ser mãe deles, a sério. Enchem-me tanto.

[E sim claro, ainda não houve nenhuma birra nem nenhuma cena entre eles que me tira do sério! E sim, hão de fazer já amanhã e vou passar -me (ou não) mas agora, não interessa nada. ]

sexta-feira, 29 de julho de 2016

quinta-feira, 28 de julho de 2016

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Do Instagram

Aquele momento em que o Luíz Carvalho, fotojornalista da nossa praça e ainda por cima fotógrafo de um dos meus escritores preferidos*, faz um like numa foto minha no Insta!  
Estou histérica!
É isso.

 [* Manuel Alegre] 

 

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Constatação

Fomos festejar os 40 anos do pai cá de casa no sábado à noite. Deitámo-nos quase à hora que devíamos acordar (e ir correr, por exemplo) e sem grande doses de álcool, reparem. Hoje, 12h41, estou no trabalho mais morta do que viva, ainda.
Bolas. 

terça-feira, 12 de julho de 2016

CAMPEÕES! (Ainda sobre o Euro 2016)

Já toda a gente disse o que tinha a dizer sobre o Euro 2016, mas ainda assim e correndo o risco de ser repetitiva e cair nos vários clichés, também eu quer dizer o que sinto sobre o tema.

O futebol, para mim, assenta em crenças irracionais, completamente primitivas, superstições do arco da velha: a camisola n.10 tem de ser vestida; a sogra não pode sentar-se no sofá porque os adversários aproximam-se sempre, nessa hora, da nossa baliza; se eu fizer dois agachamentos seguidos agora mesmo, o perigo foge; se agarrar no meu Pedro e disser que vão marcar, eles marcam, porque uma vez resultou...and so on...
Domingo, às 20h00, depois de um arrepiante hino em que tivemos todos de pôr a mão no peito, em que ensinámos aos filhos que assim é que se fazia, senti que íamos ganhar. Porquê? Pela Elsa! A Elsa adorava, delirava, respirava futebol. E por ela, com ela, por causa dela, íamos ganhar, uma forma de repor um pouco de justiça com ela, de escrever um pouco mais certo por linhas hiper tortas. Partilho quase esta certeza com o meu grupo de amigas. Três dizem exatamente a mesma coisa, também elas pensaram a mesma coisa. Não há coincidências, não há. Uma crença irracional, mas quase palpável. 
O jogo é o que sabemos. Arranjaram forma de lixar o Cristiano e aí já era muita coincidência, Portugal vai ganhar pela Elsa e pelo nosso CR7. A borboleta (sim, aquilo não é uma traça, não me lixem!) é mais um símbolo. 
Foram vários gritos, várias caralhadas, vários agachamentos e o golo do Eder, que para mim, era gajo que não corria nada porque só o conhecia do último Mundial...
E que golo*, pá, o momento de gritos, de abraços, de lágrimas e de um salto meu para o colo do pai cá de casa como nunca houve. Os minutos seguintes vividos da mesma forma que os restantes portugueses...mas com agachamentos (não fosse o diabo tecê-las e ter de ir a penaltis...). Apito final. Campeões. Campeões. Campeões. 
Ronaldo levanta a taça e as lágrimas caem-me. Pela Elsa, por Portugal, pelo meu pai que foi trabalhar cabisbaixo depois da meia final contra a França em 1984, pelos milhares de imigrantes que chegaram à França nos anos 50/60 a viver nos bairros de lata onde o meu avô também viveu e que, cabisbaixos, foram trabalhar nos empregos que os franceses não queriam (nem querem agora), pelos imigrantes que são da segunda e terceira geração, que não sabem sequer falar a língua de Camões, apenas a de Voltaire, mas que se embrulham numa bandeira Lusa e que gritam "às armas, às armas" e pelo meu Pedro, a quem agarrei e disse "tens 6 anos mas vais lembrar-te sempre do dia em que viste a tua mãe e o teu pai loucos, aos gritos, felizes, o dia em que Portugal foi campeão", por todos nós que passamos a acreditar que sim, podemos.

E depois fomos para a rua que tamanho feito tem de ser partilhado, comentado e festejado em grupo. E relatado aqui.

*Quando o Eder recebe a bola, estava a fazer o meu segundo agachamento...True story

domingo, 10 de julho de 2016

GANHÁMOS

1984 foi vingado.
PORTUGAL ALLEZ!

sábado, 9 de julho de 2016

Hoje, é novamente um dia muito triste

Primeiro foi a Joana, a minha Joana, que não sendo minha, passou a ser depois de morta, vítima de um cancro.
Hoje, dia 8, foi a minha Elsa, a minha ruiva, a minha red, que não sendo minha, passa a ser minha depois da sua morte, também ela vítima de um cancro.
Também ela deixa um filho, sozinho e assustado. E a minha cabeça só pensa nessa criança.
E minha Elsa era uma força da natureza, uma mulher com pêlo na venta, uma mulher que dizia caralhadas, como eu. Era uma mulher que sempre foi em busca da sua felicidade. Teve dificuldade em encontrá-la. Caiu mil vezes mas levantou-se outras mil. Procurou, procurou e quando a encontrou, quando serenou, a vida pregou-lhe uma partida. Foi-se. Morreu.
Não há como embelezar a morte. Acabou-se. 
Hoje fui beber  com o pai cá de casa. Quis embriagar -me. O primeiro brinde foi feito por ele para ela.  O último foi feito no Botequim, na Graça, onde fui com ela pela primeira vez há uns anos e  onde me disse, numa fase da minha vida muito conturbada e louca, qualquer coisa como "Hoje decides tu. Tens de decidir e impor -te". 
A minha Elsa foi embora. A nossa Elsa foi-se. A ruiva do meu coração partiu e dói muito.
Hoje o meu coração está triste. O nosso coração está triste.
Também está revoltado. A sério, ó vida, fizeste isso já a duas amigas minhas e tens mais uma em lista de espera com cancro da mamã? A sério? A vida é assim injusta.
Caralho pá, caralho.

sexta-feira, 8 de julho de 2016

Julho - mês 7

...e apenas 7 livros lidos em 2016.
E por achar muito pouco e uma verdadeira vergonha, fui inscrever-me na biblioteca da zona. Os prazos deles obrigar-me-ão, de certeza, a ler mais.

quarta-feira, 6 de julho de 2016

As memórias que a bola me traz

(Faltam 32 minutos para o jogo Portugal-País de Gales)

Em 1984, tinha 6 anos e vivia em França.
Em 1984, Portugal e França defrontaram-se num jogo memorável.
Ali, em campo, era a nossa terra vs a minha terra. Não me lembro por quem torcia, nem nada disso. Lembro-me apenas do meu pai querer que Portugal ganhasse, para mostrar aos franceses que conseguíamos ser superiores a eles. O meu pai, que, naquela altura correspondia ao cliché do emigrante, trabalhava nas obras. Queria, sei-o agora, mostar que sim, podiam ser trolhas e vencê-los, um pouco como o outro, "que se foda ser emigrante e ter trabalhos desse género se ganharmos".
Num tempo em que as chamadas telefónica para Portugal eram caras, logo raras e curtas, vi os meus pais ligarem para a família em Lisboa a comentarem o jogo, a acreditarem que sim.
Lembro-me da alegria, dos pulos de contentamento da minha mãe, das lágrimas do meu pai, quando Portugal marcou o segundo golo , acho que já no prolongamento. E também me lembro da tristeza e das lágrimas quando a França deu a volta e ganhou.
Tenho presente o meu pai, ao telefone com o irmão ou cunhado, não me lembro, a desabafar, triste.
No dia seguinte, talvez mais cabisbaixo do que o normal, agarrou no seu farnel e foi trabalhar, subserviente como devia ser um "maçon portugais " en France.
Aquilo foi mais do que um jogo de bola, sem dúvida.

As memórias que a bola me traz ...

Lido algures na net

Um dos melhores hastags para honrar a seleção Portugal:

#jesuissafoda

E "a menina", hein, onde está?

Aqueles momentos em que te atendem, em diferentes estabelecimentos comerciais, com a expressão "E a senhora, o que vai desejar?"

Pfff

sábado, 2 de julho de 2016

Pedro & Tiago vintage


Último dia na infantil

Na quinta -feira, despedimo-nos da secção da infantil do colégio. Despedi-me emocionada da educadora e da coordenadora. Mas despedi-me sobretudo do espaço. Aquele sítio é fantástico. A dinâmica das educadoras, das auxiliares, de todos, é uma coisa que se sente. São toneladas de energias positivas, de sorrisos e de brincadeiras. Os nossos filhos entrem e saiem de lá sempre felizes. Sente-se a boa onda e contagia-nos. Não é uma escola perfeita (porque não existem) mas anda lá perto. Não tenho nenhuma reclamação, nada a apontar. Aliás, houve um dia, há pouco, em que o Pedro se magoou e perante a hipótese de ter fraturado o braço, decidimos levá-lo ao hospital. Um educador entrou no carro comigo e com o Pedro ao colo, dizendo "também vou" e a educadora dele também veio comigo, no seu carro, quase a escoltar-me. Gente fantástica.
Despedir-me de homens e mulheres que tratam tão bem dos meus filhos é coisa para me deixar com um nó na garganta.

Com isso tudo, o meu pequeno, o meu Pedrocas, o meu bebé, vai para a primária!
Já? Outch.

quinta-feira, 30 de junho de 2016

Euro 2016 - para mais tarde recordar

(Faltam 40 minutos para o jogo Portugal-Polónia).
O Pedro pareceu na sala vestido de super herói a dizer que Portugal vai vencer por 7 bolas a 4. Otimismo é coisa que não lhe falta, está visto.
O Tiago é mais contido: "1-0 para nós".
Eu fui vestir a minha camisola número 10, em honra do grande maestro. Por mim, 2-1.

quarta-feira, 22 de junho de 2016

A minha primeira meia-maratona

No sábado, corri a Lisbon EcoMarathon.
Os primeiros 4km foram muito difíceis (e estava ainda muito calor às 20h) e o resto da prova foi aborrecido. Sim, foi um trail sem nada de especial. Foi chato, apenas. Foi tão chato que ao km 18, fartei-me de correr e andei até ao km 20. Depois, resolvi fazer o último km a correr.
Mais uma vez, fiquei muito contente por ter chegado ao fim e por ter corrido ao lado da Carolina. Tudo isto é uma terapia.  O que nos dá força não é desconstruir a mãe, o pai ou o piriquito ou ainda reflectir sobre tudo e mais alguma coisa deitados numa chaise longue no psi. O que nos dá força é correr e chegar às metas.
Trust me! Been there!!

Gosto de viver perigosamente

Vestir calças brancas naqueles dias do mês!

[Sempre coisas tão interessantes a relatar e refletir!]

terça-feira, 21 de junho de 2016

Desabafo

Na minha sala, único sítio onde se vê TV, há um excesso de comandos. Pergunto-me sempre se nas outras casas também é assim. É?  Eu fico perdida. Nunca sei qual é o que liga /regula aTV, o candeeiro do teto, os candeeiros de canto, o som, a box kodi que está ligada ao pc/net, a box tdt ou ddt ou como se chama aquilo.
Raramente ligo a televisão, até porque quando o quero fazer, não sei qual o comando (há um comando frente e verso e tudo), quais os procedimentos (AV; HADcoiso;  aTV primeiro, depois o Pc e a box kodi? ) E com que comandos, senhores, que COMANDOS?!   É tipo "eh pá, esquece". Desligo tudo é pronto.

[A minha mãe resolvia a coisa, quando eu era miúda, dizendo "Tella, vai mudar de canal" e eu era o comando dela. Simples e prático.
Eu ainda não cheguei à fase de gritar "Tiago, liga-me a tv, não a caixa ou o disco ou a net. A RTP, somente a RTP. "
Que nervos senhores! ]