sábado, 30 de abril de 2011

Done

Tiago já está inscrito no pré-escolar. Aviaram-me que em princípio não ia conseguir vagas porque faz 4 anos em Novembro. Saí de lá a pensar que lindo pais é o nosso que diz uma coisa e faz outra. Escola para todos a partir dos 3 anos, pois sim...Cambada, pá.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Revolução - por uma mercado de trabalho mais flexível

Cá estou eu, camaradas, a responder ao apelo lançado aqui.

Eu no meu trabalho.
Era uma vez uma rapariga que conseguiu subir à custa de muito trabalho e de muitas horas perdidas por lá. Em dois anos, conseguiu quase duplicar o seu salário e já tinha uns cargos de maior responsabilidade. E depois, estragou tudo, resolveu engravidar. De um momento para o outro, perdeu um terço do seu salário e foi encostada à box. Literalmente. Era ver os outros a trabalhar e eu, nada. Não me atribuíram nada.
Um ano e pouco depois, a rapariga resolveu engravidar outra vez. Ouviu coisas muito feias da entidade patronal, coisas como "isso é péssimo para nós, muito mau...". Voltou a ser encostada à box, com nova redução salarial. Ganhou juízo e ficou de baixa...
Hoje, ganho muito menos do que já ganhei em tempos mas trabalho das 10h00 às 16h00. É verdade que trago quase sempre muito trabalho para casa mas não me importo. Pedi para me reduzirem o meu horário e não entrar às 8h00 como outrora. Acederam. Será que tenho de dizer que são porreiros, pá?! Não sei...Perdi dinheiro mas ganhei tempo com os meus filhos. Acho que é uma melhor recompensa.
O meu ideal seria estar a 100% em casa com os meus filhos. Acho que os filhos têm de estar com os pais e não entregues a terceiros. Infelizmente, é uma coisa que não consigo pôr em prática. Acho que muitos problemas da nossa sociedade são o resultado da ausência dos pais na vida dos filhos... Aqueles depósitos de crianças são uma ***** (não sei como adjectivar) da vida moderna... Trabalho porque preciso de dinheiro. Não me realizo no trabalho. Nem sei muito bem o que isso significa!

Quando tenho os putos doentes e tenho de faltar, eles reviram os olhos;quando oiço histórias de mulheres que engravidam e são deslocadas para outros locais de trabalho a 60/80 km (e conheço tantas assim), quando se recusaram a dar-me redução de horário de amamentação, penso: não nos lixem, não nos quilhem, não nos fodam! Revolução de mentalidades, já!

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Representações e afins VI

O Tiago começou "a jogar com as letras" no Word.

Escreve "Tiago" à maneira dele. Na última linha, onde há dois -m's (?), disse-me que estava a escrever mamã. Resolvi escrever a palavra para ele ver como é. Disse-me que não podia ser porque o -a é de Tiago e não de mamã...


[Sim, o ecrã do meu portátil está um nojo!]

quinta-feira, 21 de abril de 2011

O pai cá de casa: agora é a minha vez.

O pai cá de casa é um pai presente. Eu acho que ele poderia fazer mais. Ele acha que faz mais do que digo/penso.
O pai cá de casa chega tarde, às 19h15. Sei que para muitos, isso não é tarde mas para mim, que gosto de ter toda a gente jantada às 19h30, é tarde. Quando chega (salvo raras excepções), os putos já tomaram banho, o jantar já está pronto e o Pedro por vezes está a comer. Sai-me do pêlo. Tal como de manhã. Acordo-os, trato deles e levo-os à creche. Podíamos mudar o sistema mas isso implicaria deixá-los mais cedo na escola ou jantar mais tarde. Sim, sou obsessiva com as horas.
O pai cá de casa arruma a cozinha. Quando o Benfica joga, arruma-a no intervalo. Arruma também os brinquedos dos filhos, a reclamar que o menino Tiago e o menino Pedro foram dormir sem os arrumar. Ameaça que um dia, vai pôr tudo no lixo. Garganta, está visto.
Aos fins-de-semana, cozinha ele ou eu. Depende do petisco. Ele faz coisas boas e elaboradas. Eu desenrasco qualquer coisa comestível.
Quando precisa, o pai cá de casa passa as suas camisas a ferro . Cose um botão quando necessário. O jeito dele na costura já lhe valeu o título de "fada do lar". É a admiração de muitas tias que o elogiam mas que nas costas, me criticam. E que me repetem vezes em contas, "não sabes a sorte que tens! "
Não muda fraldas aos filhos, de livre e espontânea vontade, quando estou em casa. Nunca toma a atitude. Assumiu que era tarefa minha, só pode. Quando estamos juntos, no fds, não se lembra de lhes dar banho ou de lhe dar o lanche. Faz apenas quando lhe digo. Mas não gosto de lhe dizer. Ainda vivo na ilusão, referida pela Mme Pirulitos, de que "ele teria de fazer por ele, sem eu pedir. E ainda mais fazê-lo por prazer, por imenso prazer, quase aos pulinhos de tão contente que estava de cuidar dos filhos, arrumar a casa, dar banho aos putos, dar-lhes de comer, mudar cocós. Tudo e tudo e tudo." Um dia, hei-de crescer e tornar-me numa tirana!
O pai cá de casa brinca q.b. com os putos. Alega que tem trabalho. Eu também tenho mas deixo-o para depois das 22h00. Opta, demasiadas vezes para o meu gosto, por um filme. É atento e gosta que as regras sejam cumpridas pelos filhos. Ao fim-de-semana, dedica-lhes mais tempo.
O pai cá de casa é bricoleur. Dos bons. Conserta tudo. O micro-ondas avariou-se. Ele abriu,-o analisou-o, comprou a peça et voilá, como novo. É assim com tudo, a minha avó costuma dizer "que lhe nasce tudo das mãos". Também, diz "reclamas de barriga cheia!. Devias ter um como os outros."
Ando sempre nesta encruzilhada: ele faz muita coisa, acho que poderia fazer muito mais. Quero sempre muito mais. Queria mais ajuda ao final dos dias. É uma loucura (como qualquer casa) fazer jantar, aguentar as birras de cansaço dos putos, dar de comer, orientar as coisas. Ai de mim que o critique porque levo sempre com o "nem sabes a sorte que tens". Como se a partilha das coisas em casa não existisse. Apenas a mulher submissa que tem de fazer tudo resignada e que não pode pedir mais. O caralho!


terça-feira, 19 de abril de 2011

Muito ou pouco

AVISO: Post a roçar a paneleirice e sem grande interesse.

Há perguntas às quais ninguém foge. Quem nunca teve de responder à pergunta "gostas mais da mamã ou do papá?"* que levante o braço! E num determinado momento da nossa vida, olhámos para os nossos pais e quisemos saber toda a verdade: afinal de contas, gostam mais de mim ou do mano?
Há pouco, o Tiago perguntou-me se gostava dele.
- Muito ou pouco?
- Muito, filho.
- E do Pedro, gostas?
- Gosto.
- Muito ou pouco?
- Muito.

Voltou à carga.
- Do Tiago, gostas muito?
- Gosto. Gosto muito. E do Pedro também gosto muito.
Pronto. Ficou satisfeito e calou-se.

Eu permaneci calada mas a pensar. Amo os meus filhos com a mesma intensidade mas de maneiras diferentes. Amo o Tiago de uma maneira ávida, que chega a doer e que não é muito saudável, emocionalmente saudável. Amo o Pedro de uma maneira mais tranquila, mais pura e mais saudável. Não consigo explicar melhor. É mais uma coisa que se sente do que se (d)escreve. Ou talvez não, mas eu não tenho grande jeito com as palavras.
Amo um pela sua meiguice. Amo outro pela sua força. Amo um pela sua perseverança. Amo outro pela sua ingenuidade. Amo um por ser crescido. Amo outro por ser bebé. Amo um por dizer "quero o teu sinal". Amo outro por encostar a cabeça ao meu ombro and so on...
[Eu avisei-vos que este post era de uma paneleirice pegada...]
Desta forma, constato que a minha mãe (como quase todas as mães) não me disse toda a verdade quando a confrontei com a minha pergunta. "Gosto de ti da mesma forma que o teu mano" é politicamente correcto mas não corresponde à verdade. Quando chegar a minha vez? Hei-de dizer exactamente a mesma coisa e acrescentar mais qualquer coisa como "tenho um coração grande onde cabem os dois". Gosto de paneleirices e floreado... . Si, hei-de dizer uma coisa dessas, sem detalhes, pormenores e afins. Complicam demasiado os relacionamentos.

* A gralha sabe a resposta e ousou dizer aquilo que muitos pensam!

Apelo

AQUI.

Surpresa

Encontrámos uma mochila que continha uma carteira, dinheiro, chaves e uma garrafa de água. Fui entregá-la à PSP*. Às 16h00, recebo um telefonema do rapaz , dono dos pertences. Ligou-me para me agradecer. Ficou, dizia ele, muito surpreendido por alguém se ter dado a esse trabalho, sobretudo nos dias que correm. Voltou a agradecer e desligou. Não tive tempo de lhe dizer que eu também estava grata e surpreendida pelo telefonema, pois nos dias de hoje, é raro alguém se dar a esse trabalho.
[ Ou não, e estamos todos a pensar mal a nossa sociedade..]


* O Tiago estava todo excitado por ir à PSP. Sentou-se à frente do polícia à espera. No fim da conversa, o senhor agente olha para ele e pergunta-lhe "Queres ficar cá?". O Tiago, assustado, respondeu logo " Não, não, hoje portei-me bem", levantou-se em menos de nada e direcção porta! Mega riso na esquadra!

domingo, 17 de abril de 2011

Parque da Costa

Estivemos naquilo que achamos ser o melhor parque infantil. Deviam ser todos assim. Tudo é de madeira e há inúmeras coisas: barcos de pirata, rappel, escalada, escorregas, carros e comboios, colchões elásticos, etc. O Tiago e o Pedro gostaram muito. Nós também.





Representações e afins V

Os primeiros ensaios foram complicados. Depois conseguiu escrever assim. Tinha de ter sempre um modelo. O A e o G deram luta.


Decidimos treinar. Ele achou, claro, uma seca.


O G está tão perfeito! Foi feito por mim!



Há uns tempos que escreve assim, sem modelos. Começa por uma letra qualquer, da esquerda para a direita, ou vice-versa. Também já aconteceu escrever de cima para baixo, ou vice-versa. Por vezes, o A está de pernas para o ar.

Ontem, na praia, agarrou numa cana e escreveu "iotag" na areia.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

domingo, 10 de abril de 2011

Leituras

Ao ler o livro "A mãe e Eu", o Tiago insurge-se com uma das ilustrações.
-Isso não é uma mamã! Tem óculos. É uma vovó.


- ...e o Pinóquio começou a dizer mentiras e o nariz dele ficou cada vez maior.
[pausa minha]
- Estás a ver Tiago, não podemos dizer mentiras porque é muito feio e porque o nosso nariz fica grande.
Tiago olha para mim e diz-me:
- Tu dizes mentiras. Tens um nariz grande!
[amo o meu filho!]