quinta-feira, 29 de setembro de 2016

A série do momento


Simplesmente brutal. 

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Por cá (para mais tarde recordar)

Andamos a jogar ao kemps (nome oficial do jogo, via wikipedia) mas ao qual chamamos "queimsss". É aquele jogo em que temos de ter as 4 naipes de cartas de mesmo valor e quando conseguimos, temos de  comunicar ao nosso parceiro através de sinais combinados e evitar o contra-queimesss dos adversários. Estão a ver? Um clássico*, certo?
Os sinais que temos são completamente hilariantes e chegamos a chorar de tanto riso. É um momento muito bom antes dos miúdos irem para cama.

*Eu sei, clássico, clássico, é jogar à sueca mas eu não atino e quem jogar comigo acaba invariavelmente por perder...

sábado, 24 de setembro de 2016

Sábado, 7h30

Levanto-me para ir correr e o Pedro já está a fazer os seus primeiros TPC na primária.
Ah, o entusiasmo da primeira vez!

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Dos gatos

O James apanhou o susto da vida dele na semana passada. Nós também, diga-se. Um episódio infeliz que envolveu drama, aventura e quase tragédia. Adiante.
Desde então, está muito focado em mim. Diria que está demasiado colado em mim. Tanto que me obrigou a estar uma hora deitada no sofá... Sacrifícios que uma pessoa faz pelos bichos pá...

domingo, 18 de setembro de 2016

Não sei se é bom ou mau

"Estamos quase a fazer o calendário do Advento! Que fixe!"

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Opiniões

O Pedro pediu-me para lhe comprar sumo para levar para o lanche da manhã da escola. Perante a minha recusa, argumentou "é que estou farto das tuas comidas com vitaminas" (ou seja fruta, muita, pão com fiambre, bolachas de água e sal, amendoins e pronto que ele começou a escola há uma semana).

Contava eu a história a uns colegas. Pareceu-me que um fez uma espécie de sorriso a uma outra como quem diz "que exagero" e uma terceira foi direta "mas qual é o mal do miúdo beber um sumo de vez em quando?". Fiquei parva a olhar para ela... Tipo, o açúcar, os E's e afins?

Mas agora, fico naquela...
Ah, a linha entre o radicalismo e o bom senso é ténue, não?

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

91 anos de ti, Aida.

A minha avó faz hoje 91 anos.
Fui ter com ela. Entrei no quarto com um bolo (travesseiro) e uma vela, a cantar-lhe os parabéns.
Ela vê mal, bastante mal. Mas reconheceu-me quando me aproximei e disse apenas "oh, a minha Tella" e senti todo o  carinho e amor num simples determinante possessivo. Minha querida avó, digo eu também agora, com a mesa carga afetiva. 
A minha avó, que não sabe dizer "amo-te", diz "minha" e é quanto basta. A minha avó, a quem eu digo "gosto tanto de ti" e que fica envergonhada e ri-se muito.

Hoje, mais em baixo por causa de uma queda, disse-me qualquer coisa como "tu dizes sempre que chego aos 100, mas não, não chego."
Mas chega, chega e vai ser uma festa, como ela própria me disse há tempos.

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Primeiro dia na primária - Pedro


Estamos só os dois em casa. O pai cá de casa está fora e o irmão continua de férias.

Adormecemos juntos. Quando o acordei, levantou o braço e com um sorriso lindo gritou "primeiro dia de primá-ri-a-a-a-!". 
Enquanto fui acabar o pequeno-almoço, foi vestir-se. Apareceu na cozinha a dizer que estava excitado e que ia ser o melhor aluno da sala. 
Na escola, seguiu a recomendação do mano, sentar-se na primeira fila. Chegou depois a sua Madalena que se foi sentar ao lado dele. 
Depois da foto da praxe para enviar ao pai, sussurrei-lhe umas frases nossas, uma mensagem que ele há-de guardar dentro dele para sempre - pelos menos assim espero. Abraçou-me e disse-me "adoro-te".
Tão diferente a entrada dele da do irmão. Com o Tiago, estava muito emocionada e ele também. Com o Pedro, estávamos muito felizes e orgulhosos. 
Tal como fiz com o irmão, deixei uma mensagem no estojo dele. 

domingo, 4 de setembro de 2016

Deles

As férias já passaram.
Já aqui escrevi o quão bom é o meu mês de agosto. Mas ainda não referi que neste mês eles cresceram muito, em todos os sentidos. Para além dos muitos centímetros que ganharam, estão autónomos e independentes. Tiveram uma liberdade como nunca tiveram. Andaram por aí, na ilha e na terra, com os amigos.Nem sempre sabia exatamente onde estavam e o que faziam. Isso deu-lhes uma certa esperteza, um à vontade com os outros e uma segurança incrível. Sentem-se capazes, não sei bem de quê -nem eles - mas sentem -se capazes de ir, como se percebessem que as asas servem para voar e que eles sabem como manuseá-las.
Cresceram tanto que os deixei sozinhos em casa, com telemóvel, durante duas horas. Eles aguentaram e eu, embora com muito receio, também aguentei, ligando-lhes de 30 em 30 minutos.

Vê-los crescer assim contenta-me, que eu não quero miúdos totós em casa.