sexta-feira, 26 de junho de 2009

mais do mesmo

Quando entramos na creche, ele quis sair de lá, e puxar-me para a porta. Desatou a chorar. Peguei-o ao colo e agarrou-se ao meu pescoço. Foi tão difícil tirá-lo de lá. Fez uma força descomunal. Ele gritava como nunca.
Custou-me tanto sair de lá e deixá-lo nesse estado...
O que vale é que amanhã é sábado!

quarta-feira, 24 de junho de 2009

ainda estou a encaixar a coisa

Depois de informar a entidade patronal da minha gravidez, recebo, num tom seco e áspero, esta resposta: "Outra vez sra dra! É complicado para a escola. Parabéns para si mas é muito difícil para nós."Virou-ma as costas e foi-se. Não me deu tempo de dizer nada.

terça-feira, 23 de junho de 2009

é o papá

É o que diz o Tiago quando ouve o pai a chegar de mota (que faz questão de acelerar para que não haja dúvidas).

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Estreias

Ainda temos estreias.
Ontem, comeu carne de porco pela primeira vez.
Ontem, estava a fazer uma birra, agarrei nele e ele, a chorar/gritar, deu-me um estalo, um a sério. O puto estava com uma fúria... Instintivamente, dei-lhe nas mãos e disse-lhe "não faz isso". Eu sei que é um pouco estúpido bater (nem que seja nas mãos) numa criança para lhe fazer entender que não se deve bater... Enfim, tenho de afinar as coisas...
Pergunto: o que se faz nessas alturas?

domingo, 21 de junho de 2009

Constatação

Na praia, é mais fácil encontrar uma mulher com as mamas de fora do que um bebé com a pila de fora. Pensando bem, só o meu é que andava todo nu...
É estranho e reflecte a mudança dos tempos.

sábado, 20 de junho de 2009

Má ideia

Foi má ideia ir almoçar fora, ao restaurante. Há meses que não ia e acho que não volto lá com o Tiago nos próximos tempos. Naquele, especificamente, acho que nunca mais...
Foi mau! Não, foi péssimo! Realmente, onde é que tínhamos a cabeça quando nos lembramos de lá ir?
Ele resolveu enfiar as mãos na sopa, fazer uma birra para sair da cadeira, deitar-se no chão e tentar partir um prato da mesa ao lado. Tivemos de tudo.
Nós conseguimos comer num tempo record de 10 minutos e saímos, envergonhados e a pensar que nunca mais!

sexta-feira, 19 de junho de 2009

do rebento que anda fora (post lamechas)

O Tiago anda com pouco apetite. Continua a acordar à noite e agora é uma luta para o adormecer...
Não quer andar com fralda. Suponho que seja do calor. Tenta tirá-la e por vezes, consegue. Por vezes, tiro-lhe a fralda mas é chato porque acaba sempre por fazer xixi no chão. Pior mesmo é que ele gosta de água e gosta de chapinhar naquilo. Resultado: um nojo. E se eu não notar logo, é ver pegadas de xixi pela casa toda...
Já diz mais coisas, sendo que repete até a exaustão a palavra "papá".
Percebe tudo, enfim quase tudo.
Imita os sons dos animais e imita os seus gestos (macaco, tigre, elefante, cão, gato, cavalo, vaca e gato).
Não me deixa jantar em paz. Quer o meu colo ou quer que eu vá brincar com ele. Puxa-me com força e torna-se chato nessas alturas.
Já toma banho de chuveiro, como os grandes.
É meigo como tudo e dá-nos abraços e beijos.
Quer que eu me sente no chão para lhe ler os livros. O livro preferido dele é o livro "caras da mamã" e imita a mãe assustada e faz festas no bebé doente.

Enfim, é o máximo!

do rebento que cá anda dentro

Fui à minha primeira consulta e vi o seu minúsculo coração a funcionar. Já não me lembrava da sensação de olhar para o monitor e ver o que temos cá dentro! É bom! Continuo com muito sono e sinto-me muito cansada. A data provável do parto é dia 24 de Janeiro. A ver, vamos.
Agora sim, já tenho mais consciência da minha gravidez e estou desejosa que a minha barriga cresça. Há dias em que em que a barriga parece maior do que outros, sobretudo depois do almoço ou do jantar, mas às 9 semanas, é tudo ainda muito mini...


terça-feira, 16 de junho de 2009

Gostava que escrevesses um texto assim sobre mim...

Li esta crónica na revista actual do Expresso e projectei nas suas palavras a figura da mãe que quero ser, que queria ser, que tento ser. O artigo chama-se MÃE.

“A minha mãe era o absoluto da minha vida. (…) O amor, ao mesmo tempo lúcido e louco, que, em todos os instantes, nos entregava, a mim e à minha irmã, iluminou a nossa vida e é-nos agora um sol interior. Sabemos que o melhor que somos vem dela. (…) Em casa, era uma rainha sentada no seu trono, a quem toda a gente reconhecia e prestava homenagem. O meu pai adorava-a. As amigas adoravam-na. Os filhos e os amigos dos filhos adoravam-na. (…) Esta é a hora em que me lembro de todos os meus dias, desde o nascimento, pois ela está em todos eles. Às vezes, está neles mais do que eu. Guardo nos meus olhos o seu rosto belo. Nos meus ouvidos, a sua jovem voz. Guardo n meu coração a memória das suas mão. (…)
Aos 85 anos, estava activa e lúcida como poucos. Fazia a sua vida como sempre fizera. Há dois meses, uma dor numa perna revelou uma “fractura espontânea” (…) Sofreu muito durante este tempo. Hora a hora, sentia-se mais cercada. Dizia: “já não tenho lágrimas para chorar”. (…) Nesta primavera que se me tornou Inverno, a minha mãe morreu, e eu sei que a sua ausência põe fim ao meu reino. A partir de agora, estou no exílio, por mais feliz ou dourado que possa ser. A sua morte é, de todas as coisas do mundo, a que menos me é alheia: deu-se também em mim.”

José Manuel dos Santos


O texto acaba com o poema do Torga que podem ler aqui.


[sim, estou lamechas como tudo!!]





segunda-feira, 15 de junho de 2009

Na creche, iniciou-se hoje o primeiro dia de praia. O Tiago não vai. Acho-o demasiado pequeno para ir seja onde for com a creche, quanto mais à praia.
O único problema é que ele é o único menino que não vai à praia e que fica na creche. Os avós não podem ficar com ele esta semana e o meu pai (que teve outro ataque cardíaco há 15 dias) não está em condições de ficar com ele. Que tristeza!
Hoje de manhã, deixei-o lá mais tarde do que o habitual e foi estranho porque não estava lá ninguém. Tive 5 minutos à procura de alguém que ficasse com ele... Ai! mas que m*****! Não gostei muito.
Ah! e vomitou o almoço (coisa estranha). Disse-me a auxiliar que se calhar o Tiago tinha estranhado a auxiliar que tinha ficado com ele, uma vez que o meu menino não se dá assim, à primeira, com as pessoas.
Coitadinho do meu filho que teve 5 dias de férias em grande e que agora é deixado ao abandono na creche... é realmente o que sinto...

Digam-me uma coisa: na creche dos vosso filhos, a sala de um ano também vai à praia? e os meninos que não vão, o que lhes acontece?


Regresso

Custa tanto!

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Pequenas paneleirices que me deixam derretida e que, no fundo, não têm grande importância...

Depois de alguns minutos de silencio, fui à procura dele. Estava nessa cena! Sentado no adaptador para sanita e a ler, ou melhor, a folhear um livro!




Aqui onde está quase toda a gente

está-se muito bem! O Tiago delira com a água. Não tem medo de nada. Entra na água na boa e ri-se imenso quando as ondas passam por ele.
Nós temos de esquecer completamente os tempos em que íamos para a paria com os jornais e os livros e podíamos ficar deitados na areia. É uma pena! Confesso que tenho saudades de dar um mergulho e deitar-me ao sol a tostar...
É bom vê-lo a divertir-se e vê-lo tão feliz. É bom sim senhora!

terça-feira, 9 de junho de 2009

Vamos de férias

para o Algarve. Vai ser tão bom!

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Hoje, dia mundial do ambiente

A RTP2 transmitiu em simultâneo com 50 países um documentário sobre o planeta. Simplesmente genial. Enquanto as imagens desfilavam, só pensava no planeta que ia deixar aos meus filhos.
É preciso mudar. Para além das pequenas coisas que faço no dia a dia para ajudar a Terra, vou também aderir ao comércio justo a partir de agora.

Vejam no site da RTP porque vale mesmo a pena.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Segundos antes do banho

Abro a água da torneira. Ele deita-se no chão para que eu possa tirar as meias, calças e fralda. Levanta-se e tiro-lhe a t-shirt e depois é vê-lo, feito totó, a correr nu pela casa toda e a gritar uma espécie de "aaah aaah aah". Tenho sempre de ir atrás dele...
Exibicionista... será?

Diferenças

Na primeira gravidez, vivi intensamente todos os segundos. Desde o dia em que soube que estava grávida, fazia festas na minha barriga e inventava grandes filmes na minha cabeça. Nunca por nunca me esqueci que estava grávida.. Foi uma ideia sempre presente. Sempre. O Miguel quando chegava à casa, fazia festas na barriga e desde o primeiro instante falou com ele, chamando-o de bebezão.
Agora, até me sinto mal por não sentir nada... Que raio de mãe é que pareço ao escrever essa frase! Mas é verdade. Não tenho os mesmos cuidados com a alimentação, não leio artigos sobre o assunto, não participo em fóruns de mamãs, etc. E é sobretudo o sentimento de euforia que acompanhou a primeira gravidez que não está presente. Não estou com isso a dizer que não estou contente por ter mais um filho, não estou, simplesmente, a pular de alegria porque me esqueço que ele está a crescer no meu ventre. Esqueço-me que estou grávida. A culpa é do Tiago que absorve o meu tempo/preocupação/dedicação. Dizia no outro dia o Miguel, "este [Tiago] aqui faz-nos esquecer este que está aí dentro". Sem dúvida.
Talvez este sentimento vá mudar quando a barriga começar a crescer (se bem que me parece que está maior agora do que na primeira com o mesmo tempo) e quando ele/ela começar a dar pontapés.
Ah! e agora há cheiros que me deixam enjoada. Também é novidade.

[ Sei que há mais coisas a escrever sobre as diferenças mas a verdade é que não consigo muito bem exprimi-las. É mais uma coisa que se sente do que propriamente se diz.]

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Quem é que me vai aturar?!

Depois de publicar o post anterior, constatei que já comecei a fazer comparações ente os meus filhos, e logo com as gravidezes! PEURK! Vou ser uma seca! Quem é que me vai aturar?!


[pensando bem, mais vale fazer comparações agora do que mais tarde...pelo menos, os putos não percebem e não ficam com os dito complexos...]

Semelhanças

Lembro-me que aconteceu a mesma coisa na primeira vez. Em vez de ficar feliz por estar grávida, fiquei assustada, pondo em dúvida o meu desejo em ser mãe... E se desatei a chorar, foi mesmo de susto e não de felicidade...Adiante!
Desta vez, foi igual. Fiquei assustada e pensei "Ai! Ena...". Queria e quero ter mais um filho mas tive de confirmar com o pai para ter a certeza absoluta.
- ó môr, queríamos mesmo, mesmo ter mais um filho? É, não é?
Ok! certo, eu é que gosto de fazer dramas na minha cabeça!

Quanto às inseguranças, está tudo dentro do normal. Tudo muito idêntico à primeira... Agora no que diz respeito às outras coisas, não tem nada a ver!