quinta-feira, 25 de maio de 2017

Da saga Run Tella, run

Hoje corri dois quilómetros, depois de dois meses de paragem obrigatória. Dois quilómetros hoje, dois meses depois dos vinte e dois quilómetros na meia-maratona. Dois quilómetros sem dor ou ardor no pé.
Uma alegria tão grande, tão grande que nem dá para explicar. Eufórica como se tivesse ganho sei lá o quê!
Eu que cheguei a pensar não voltar a correr nunca mais. O drama senhoras, o drama, sempre a acompanhar-me!

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Quando é que sabes que não vais para nova?

Quando comentas que vais estudar com o teu filho matemática e essa pessoa te pergunta se o teu filho está em Ciências ou Artes, se tem matemática A ou B. 

Quando no ginásio, um miúdo com 18 anos, mais coisa menos coisa, te aborda e te diz "peço desculpa minha senhora, estas chaves são suas?"
[morri um pouco com o "minha senhora"]
 

domingo, 14 de maio de 2017

39 anos

Hoje faço 39 anos.
A madeixa branca alarga-se e agora tende a deixar de ser madeixa porque os cabelos brancos resolveram espalhar-se um pouco por todo o lado  Continuo a viver com ela e a pensar que dá pinta, como da ao Cloney ou à Lagarde, e que é fixe assumi-los. As rugas em torno dos olhos também, embora, vá, não sejam ainda do outro mundo. Tento, através do desporto, que o corpo não se deixe arrastar pelo tempo que passa. Quero-o ágil e tonificado. Aí sim, quero enganar o tempo, correr para fugir dele. 
Este ano, ao contrário dos outros, não estou naquela coisa de "ah e tal, isso passa tão rápido, já é metade da minha vida e coiso". Sinto serenidade no ano antes dos -entas. 
Tenho 39 anos, dois filhos que me enchem muito, um pai cá de casa que está sempre ao meu lado e de quem me orgulho muito, dois gatos que me enchem tudo de pêlo mas que são parte da família, um mano e  uma sobrinha que assentaram, desde sempre, praça cá dentro, uns pais e uns sogros amigos que são avós importantes para os meus filhos, uma avó maravilhosa de 91 anos, por quem sinto um afeto cada vez mais forte e a Carolina, que não sendo família, o é. Ponto. Tenho amigos, poucos mas bons, com os quais rio, choro e converso. 
Sou uma felizarda. Tenho uma vida, que não sendo perfeita, com a graça do senhor, é fixe. La vie est un long fleuve tranquille. E isso, vale ouro, mesmo com 39 anos. Os números foram sempre demasiados valorizados, essa é que é essa. 
Venham outros 39 que cá estou para lhes mostrar que são um nada. 

sábado, 6 de maio de 2017

Quando é que sabes que não vais para nova?

Quando o teu pai, quando lhe dizes a idade que vais fazer (!), te responde de volta, com toda a seriedade: "Estás velhota filha! Já não és nenhuma jovem!"

sábado, 29 de abril de 2017

Quem não corre, vai pro ginásio do bairro

Na verdade, este post podia ter vários títulos. Ei-los aqui:

[Quem não quer perder o bichinho do desporto, vai pró ginásio do bairro.]
[Quem se sente a descompensar, vai pró ginásio do bairro.]
[Quem engordou 2,8 kg num mês, vai pró ginásio do bairro.]
[Quem tem receio de perder a capacidade de correr o que corria, vai pró ginásio do bairro.]
[Quem sonha com uma barriga lisinha lisinha, vai pró ginásio do bairro.] 
[Quem quer ser fit e saudável, vai pró ginásio do bairro.]
[Quem quer ter 40 anos mas parecer 30, vai pró ginásio do bairro.]
[Quem tem uma fascite plantar (filha da mãe), vai pró ginásio do bairro mas não faz passadeira.]

Qualquer título serve, é só escolher.

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Quando é que sabes que tens filhos crescidos? IX

Quando o teu mais velho recusa tomar banho contigo porque tem vergonha!
 [da mãe, vergonha da mãe! Pfffff!]

quinta-feira, 13 de abril de 2017

Aquele momento em que a tua rica sogra* te diz...

... "Tella, estás mais gorda. Reparei logo quando te vi! Tens de voltar a correr!"

[Buaaaah! Ela tem razão!]

*O título não é sarcástico. A minha sogra é como uma mãe para mim.

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Da vida no campo ou das nossas férias no sítio de sempre.

Acordam e vão jogar bola para o centro (campo de futebol); vão brincar às escondidas ou à apanhada no meio do carvalhal; ficam com os pés gelados no rio a apanhar pedras e a atirá-las para longe, fazendo ricochete; imaginam navios nas fragas do rio; vão sozinhos para todo o lado. 
São 20h12 e eles ainda não chegaram à casa. Foram jogar novamente futebol e esquecem as horas. 
Tão bom. 

quinta-feira, 6 de abril de 2017

A lesão

Os exercícios recomendados pelo médico (e pelos meus colegas de Educação Física) para curar o meu pé são tramadas. Nunca pensei que passar uma bola de golfo na planta do pé pudesse ser do demo ou que alongar o pé contra uma parede durante um minuto fosse muito mais lixado do que fazer a prancha. 
Só me ocorrer um hastag: #ohfodase

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Ficha de autoavaliação do Tiago

"Eu acho que devo melhorar na ortografia, estar com mais atenção e não ter tanta preguiça. Mas eu acho que devo dizer à Margarida que é uma ótima professora e que me ajuda muito."


segunda-feira, 3 de abril de 2017

A nossa gata

Teve alta no dia em que fez 4 anos. Está murcha, assustada, esta hiper magra e come pouco. Está nhô nhô. Suponho que seja normal. Também estaria nhô nhô se me retirassem um rim. 
Confesso que fico sempre com medo de chegar à casa e de a encontrar inanimada. 
Para a semana, vamos de férias e leva.os pela primeira vez a gata connosco.
(Sim, tornei-me numa pessoa que fala muito de gatos, que gasto rios de dinheiro com eles, que lhes tira montes de fotos e que os transporta por aí...)

O que queres ser quando fores grande?

O Pedro sempre gostou de clichés! 

domingo, 2 de abril de 2017

Da saga "Run Tella, Run"

Ando a receber mensagens de uma aplicação de corrida a dizer que "a sua saúde é prioritária, movimente-se". Abri a dita cuja e comecei a ver as minhas  estáticas e fiquei grrrr com o meu mês de Março. 15 dias antes da prova, fizemos, a Carolina e eu, um treino de 19,3 num tempo belíssimo. E depois, no dia da prova, faço,  embora com um pé todo inflamada, aquele tempo. 
Ainda não consegui digerir o tempo. Ainda não consegui superar o que me aconteceu.


sexta-feira, 31 de março de 2017

"Mamã, hoje estás vestida e calçada assim...sabes, tão adolescente"

E só agora é que me caiu a ficha: não sei se é bom ou se é mau!
[Ainda por cima nesta semana em que estive um trapo e me olhei sempre ao espelho a pensar, pela primeira vez, que estou a ficar velha, que estou com um ar envelhecido. ]

terça-feira, 28 de março de 2017

A nossa gata está internada desde sexta-feira.
Ontem, disseram que teriam talvez de lhe fazer um by pass, pois um dos rins estava muito debilitado e sem conseguir filtrar. A cirurgia implica mais ou menos uma fortuna. 
Neste caso, um gato é um gato, pensamos nós. Um gato é um gato. Um animal é um animal. 
Informamos então os miúdos que haveria a hipótese da gata não voltar à casa. Houve choro do mais velho claro e força para não chorar do mais novo, claro. 
Fomos então ao hospital vê-la, uma espécie de"goodbye" e foi muito mau. Ela ali, coitadinha,  naquele estado; o Tiago a dizer que " não vou chorar, não vou chorar, não vou chorar mas vai ficar bem, não vai?", o Pedro a entrar em parafuso, a dizer que queria sair dali. Eu, claro, a chorar, a chorar e a despedir-me dela de coração partido. 
Fui falar, dentro do possível, com o médico. Teriam de lhe remover um rim, que está quase a colapsar. A operação teria outro preço. Outra fortuna, mas mais baixa que a estimada anteriormente. Os miúdos a perguntarem se pagavamos, porque não pagavamos, mas "diz ao médico que sim", etc. "Mas não tens dinheiro mamã?" 
Para eles, um gato é um gato mas a Fifi é a Fifi, um elemento da família. 
O Pedro, já mais calmo (ou não), na rua, mostrou-me qual a decisão a tomar ao dizer-me que podíamos pagar a operação com o dinheiro da caixa [um mealheiro nosso que já deve ter uns 250 euros, mais ou menos, que já temos há um ano para irmos todos à Disneyland...]. Aprendi então com o meu filho que gastamos o dinheiro naquilo que vale realmente a pena e que a  Fifi vale a pena! Pelos nossos,fazemos tudo. 

Da saga "Run Tella, Run"

Tenho uma fascite plantar. Hoje, na eco, a médica perguntou-me como é que conseguia andar, pois estava com a planta do pé "muito muito inflamada".  
[Já percebi há uns anos (talvez desde o primeiro parto, a seco, sem anestesia nenhuma e sobretudo depois das complicações do parto, ser reaberta a frio, sem nenhuma anestesia)  que sou muito tolerante à dor, embora cada vez mais hipocondríaca.]
[E hoje doí-me tanto o pé.]

Já tenho consulta marcada no ortopedista, mas a médica que me fez a ecografia informou-me logo que teria de ficar sem correr pelo menos 6 meses, que é uma lesão difícil de tratar e que os anti-inflamatórios correntes não faziam nada...  Estou em choque. 6 meses sem correr?Oi? A sério?



Conta simples (que a matemática dá-me uma certa comichão)

(Lesão no pé que impede de correr e soltar raivas e tristezas + gata internada super doente com grandes incertezas quanto à sua recuperação + problemas familiares que envolvem problemas de saúde + desabafos & pedidos de ajuda da tua gente) X TPM ao quadrado = ataque constante à comida, seja ela boa ou má, que o objetivo é encher-me de qualquer coisa!

Raios. Só faltava esse descontrolo com a comida agora. 

sábado, 25 de março de 2017

A minha estreia

Eu nas Urgências do Hospital Veterinário com a minha Fifi. 

[Decididamente, as minhas sextas-feiras à noite já foram bem mais divertidas!]

sexta-feira, 24 de março de 2017

"Os mandamentos da Tella" - I

Não comprarás nunca mais a manteiga de amendoim do site MyProtein. 

[porque é deliciosamente do demo].

domingo, 19 de março de 2017

Da saga "Run Tella, run"

Cheguei ao fim da prova. 
O Voltaren ao pequeno-almoço e o Brufen na partida não acalmaram as dores no pé. 
A partir do km 5, fiz uma pausa para ir à casa de banho e também para fazer uma quebra no meu ritmo. Estava a ir demasiado rápido e sabia que assim, não conseguiria chegar ao fim. 
Por causa do pé (esquerdo), comecei a fazer mais força na perna direita e ao km 10, comecei a sentir uma coisinha na coxa direita. Que merda. A partir do km 15, foi muito difícil e aí, decidi correr 1 km e andar 200 metros. 
O sol quente, a inexistência de pessoas a torcer por nós nas ruas, a paisagem fraquinha tornam a prova chata e difícil. Árida, como disse a Carolina. 
Ao km 18, a dor no pé e coxa, o cansaço, a música que a banda estava a tocar (e nem me recordo que música era), desatei a chorar. Não foi assim baba e ranho mas foi uma grande emoção, não sei explicar. 
Na reta final, na meta, oiço "Tella" "mamã" e nas bancadas, o meu mundo: os meus filhos e o pai cá de casa. Não aguentei e a emoção tomou conta de mim. Nem me apercebi, por isso, que já tinha acabado a prova e continuei a correr. 
Mas depois disso tudo, a sensação de "feito" é maravilhosa, assim como a de superação. Mesmo. 
O meu tempo: 2h22.

sexta-feira, 17 de março de 2017

Da saga Run Tella, run

Percebo que o que vá escrever não faça sentido para muita gente. Para mim, se calhar, há uns anos, também não faria.

A meia-maratona de Lisboa será no domingo. Estou inscrita há meses, desde novembro ou antes, não sei precisar. Treinei muito. Muitas vezes, depois de um dia difícil,em que fui buscar força não sei bem onde. Fizemos, a Carolina e eu, vários treinos longos ou semi-longos e até séries fizemos. Senti um músculo da coxa a rasgar depois de um arranque de uma série.
 Não é para meninos, não senhor. 
Li imensa coisas sobre meias-maratonas, desde alimentação à exercícios de fortalecimento muscular. Empenhei-me.
Um dia comentei com a Carolina que queria fazer a prova em menos de 2h30 mas ela, já batida nesta prova, reduziu o tempo para 2h15 e acreditei que sim, que era possível. Aos poucos, acalentei a esperança de correr os 21 km e poucos metros, em menos de 2h10. Acreditei que iria conseguir. Andava a quebrar records nos meus treinos, sentia-me super otimista e aquela sensação que a corrida nos dá, do "tu consegues, pois" ajudou à festa. Pelo sim, pelo não, não partilhei esta esperança com ninguém. Era o meu desafio e só meu. 
Mas depois, a dorzinha no pé passou a dor grande, que se tornou rapidamente lesão, deixou-me KO, o meu castelo de cartas ruiu completamente. E é tão frustrante, mas tão frustrante que nem consigo pôr por palavras o que aqui vai. O meu objetivo de repente passou a ser outro: cruzar a meta, nem que seja a última. Mas no fundo, no fundo, não sei se conseguirei. Não tenho feito nenhum exercício há 15 dias e  ainda sinto uma coisinha no pé. Vou tomar não sei quantos analgésicos antes da prova para ver se consigo. Passo, de repente, da maior que acredita em si, para a que não sabe se vai conseguir... Que frustrante!  
Ah! Sei que há mais provas e mias meias, please, não me digam isso, que eu sei, óbvio. Também sei que não é o fim do mundo e blá blá blá. Não deixa de ser frustrante ter investido tanto e agora estar assim, neste estado (físico, emocional e psicológico)!

[A única coisa boa desta lesão é perceber que há amigos que se preocupem comigo, que me trazem anti-inflamatórios XPTO, receitados aquando de uma lesão desportiva, suplementos alimentares com magnésio e não sei quê, links para curar lesões and so on. ]

sábado, 11 de março de 2017

Quando é que sabes que tens filhos crescidos? VIII

Quando o teu mais novo decide, ao jantar, escrever frases no tablet sobre o próprio jantar...

quinta-feira, 9 de março de 2017

Coisas que me deixam triste e aborrecida

Estou há muito tempo (3/4 semanas?) com uma dor na planta do pé esquerdo. É uma dor tramada ao acordar, quando poiso o pé no chão ou quando recomeço a andar depois de estar algum tempo parada. Depois, a dor pára e volta assim quando quer...
Tenho continuado a correr mesmo assim porque estou inscrita há muito tempo para a meia-maratona e correr faz parte da minha vida neste momento. (Uau, menos Tella, menos). Mas na terça, depois de um treino de reforço muscular, a dor tornou-se insuportável. Ontem tive de tomar brufen e Voltaren. Estava coxa e muito deprimida por causa disso. Tive de cancelar uma corrida e tudo. Fiquei ainda mais depré. 
Hoje já tomei 3 brufens e ainda sinto qualquer coisa. 
Faltam 10 dias para a prova que considero de fogo e ando eu aqui meia coxa e sem treinar. 
Nunca pensei que uma coisa dessa me deixasse tão triste. Bolas...

Quando é que sabes que os teus filhos estão crescidos? - VII

Tu sabes que o tempo não pára. As estações sucedem-se a um ritmo louco e a figueira das nossas traseiras relembra-nos disso constantemente: carregada de figos, acastanhada, morta ou em flor;  carregada de figos, acastanhada, morta ou em flor; carregada de figos, acastanhada, morta ou em flor. Mas não é só a natureza que o faz: são os cabelos brancos que avançam de uma forma galopante, as rugas que marcam cada vez mais profundamente o meu rosto, a minha constante vontade de permanecer em casa às sextas ou sábados à noite, as ressacas que duram dias, etc, etc, etc. 
Tu sabes que o tempo avança, sempre. 
Mas hoje é que levei com uma espécie de murro no estômago. 
O meu primeiro filho já está matriculado no segundo ciclo. Parei para respirar fundo e foram quase 10 anos que caíram em cima de mim em segundos. 

quarta-feira, 8 de março de 2017

Tudo uma questão de fé.

O Benfica levou agora o quarto golo do Dortmund e faltam 3 minutos para o fim do jogo.
O Pedro diz "só têm de marcar três golos para empatar!".
E é isso.

sexta-feira, 3 de março de 2017

A croma

Resolvi ver a cerimónia dos Oscares em direto, quase até ao fim. 
Digo quase porque quando os senhores disseram And the Oscar goes to "La La Land", pensei "pfff", desliguei a televisão e fui para a cama, mais morta do que viva. Já não havia paciência para discursos! 

De manhã, quando acordei e vejo no feed do meu FB que o Óscar tinha sido atribuído ao Moonlight (e bem atribuído, by the way!), o meu primeiro pensamento foi "meu deus, ando a perceber cada vez menos inglês e estou a ficar doida!".
E só depois é que percebi o que tinha acontecido e respirei de alívio!
Enfim, fiquei acordada até às tantas e não assisti à barraca ao vivo... e só eu sei o quanto gosto de uma barraca! 

quarta-feira, 1 de março de 2017

Quando queres muito que os outros vejam o que estás a ver, quando não percebes as opções dos outros, quando pensas o pior de vários acontecimentos, quando achas que és a única a ver a cena, quando achas que só tu é que tens razão (pois, eu sei, parece coiso), quando tudo isso não te sai da cabeça, começas a pensar que afinal és apenas a rainha do drama e que menos Tella menos. Tentas então racionalizar as coisas, pôr de lado as impressões, sensações, crenças e feelings. Queres então acreditar que és too much e agarras-te a isso, como se fosse uma verdade absoluta. "Menos Tella, menos" está sempre a ecoar cá dentro, como quem diz "deves pensar que sabes tudo".
Andas assim a tapar o sol com a peneira, como quem diz enganada, ofuscada, a assobiar para o lado. Mas na verdade, lá bem no fundinho, sabes que o aperto no peito e a constante preocupação são os sinais que te continuam a fazer crer que algo não está bem, que há algo de podre no reino da Dinamarca.
E tu só queres desligar e não consegues. Que seca por vezes esta minha cabeça! 

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

And the Oscar goes...

Embora não tivesse visto todos os filmes nomeados (falta-nos ver um, o Fences), a minha escolha vai para Manchester by the Sea. 
Mas please, Academia, tudo menos o La La Land. [Não percebo tanto alarido com o filme.] 

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Quando é que sabes que tens filhos crescidos? VI

Quando a escola te envia um e-mail a informar dos prazos para as inscrições dos alunos que frequentarão o 5ºano no próximo ano letivo!

(O liceu senhoras, o liceu! Deixem-me beber um chá de camomila para acalmar!)

domingo, 12 de fevereiro de 2017

Workout@home

Quando comecei a correr na ilha, no saudoso verão de 2015, fazia também exercício. Depois de 2 (ou menos) km a morrer, ie, a correr, fazia flexões, agachamentos e afins. Lembro-me que no segundo dia, a virilha prendeu quando tentei dar um passo. Foi doloroso. 
Entretanto, fui melhorando a corrida e não aderi à ginástica. A Carolina lembrava-me sempre que tinha de fortalecer os músculos, "como na ilha", que a corrida precisa dessa aliada para evitar lesões e correr mais. A MaryQA também me incentivou, já que antes do baby3 nascer, fazia exercício em casa com o seu Shawn. 
Encontrei uns vídeos no YouTube de Workout for runners e uns vídeos PopSugar (a sério, é mesmo assim) e vou fazendo coisas em casa. É ainda coisa pouca, uma ou duas vezes por semana, mas faz-me sentir mais determinada. 

[O Pedro, com o seu físico de sempre, de menino sem percentil (ou percentil 0, vá), faz ou quer fazer algumas coisas comigo mas eu não deixo e mando-o  embora. O Tiago só me acompanhou no início, durante um minuto apenas e nitidamente para gozar comigo.]

[E sim, é treino puxado em alguns casos, deixando-me muitas vezes com dores musculares!]

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Hoje estou um caco

Depois de ter acordado às 6h30, de ter orientado as coisas em casa antes de sair, de ter trabalhado, de ter corrigido testes à hora de almoço, de ter recebido Encarregados de Educação à tarde, de ter feito o jantar antes das 18h, de ter corrido 14 km com a Carolina, de ter arrumado a cozinha, decidimos ver o Manchester by the Sea. 
E foi este filme senhoras, aquela realidade crua, aquela interpretação genial, aquela agitação constante, aquela dor permanente, aquela densidade emocional que deram cabo de mim. Hoje, ainda estou ko por causa disso e até acho que sonhei com o filme.
Brutal.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Aquele momento em que ....

... só me apetece dizer palavrões depois de ouvir um "olá, tudo bem e tal. Olha, quando é que pintas o cabelo?"
Pumba, que uma colega quando não fala contigo há meses, sente logo necessidade de te dizer coisas realmente importantes e simpáticas, sem dúvida. Só que não! 

Apre! Não entendo a fixação em torno dos meus (muitos) cabelos brancos. A sério.

Há mais do que a mãe em mim

Querem sempre saber histórias sobre nós na idade dele, mas nunca me perguntaram assim nada objetivo até que na semana passada, o Tiago quis saber o que queria ser quando era pequena, quais os meus sonhos na idade dele.

Pois bem, sonhos sonhos, não sei se tinha ou pelo menos não me lembro.
Queria ser Médica Sem Fronteira para ajudar os meninos na Etiópia, que apareciam esfomeados na nossa televisão. Depois, deixei-me de altruísmos e quis ser como o Indiana Jones, uma arqueóloga a viver mil aventuras e encontrar tesouros perdidos. Durante muito tempo acalentei este sonho...Ah, o Harrison Ford, quando eu era uma criança, tinha esse fascínio em mim! Mais tarde, enfim, se calhar mais crescida e menos sonhadora, quis ser professora de história, disciplina que sempre adorei (e adoro). 

Eles nem queriam acreditar que havia uma aventureira em mim, uma exploradora, uma heroína corajosa pronta a ajudar os outros num pais distantes. Aos olhos dos meus filhos, devo ser muita coisa, a mãe afetos que ama, brinca e provoca emoções boas, a mãe preocupada, a mãe que se passa [aka a mãe louca que berra muito] e claro, a mãe chata que repete as mesmas coisas "cuidado meninos", "vão lavar os dentes" ou "rápido,  rápido!". Entretanto, revelo-lhes coisas desse género, e eles percebem que houve (há?) uma criança intrépida como eles em mim e os olhos deles brilhavam a ouvir-me. Devem ter pensado "uau, a mãe foi mais do que a nossa mãe!"
Fiquei a pensar na nossa conversa. É bom desmistificar quem eles pensam que somos ou fomos. Desconstruir-nos e/ou voltarem a construir a imagem dos pais assente numa realidade e não numa perceção é importante. Torna-nos mais normais e também mais próximos.

domingo, 5 de fevereiro de 2017

Quando é que sabes que já tens filhos crescidos - V (e que tu já tiveste um espírito mais jovem)?

Quando numa sexta-feira à noite, vais para a cama às 22h00 e deixas o pai cá de casa e os filhos na sala a jogarem FIFA 2017...

Sonhar

Sonhei a noite toda que estava não sei onde e que estava a fumar cigarro atrás de cigarro. E sabiam bem, muito bem. No sonho, pensava para mim "não voltei a fumar, é só hoje"! Tento enganar-me a mim mesmo nos sonhos...até nos sonhos! 


Uma vez fumadora, fumadora para sempre. 

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Estudar com os nossos filhos

O meu filho mais velho está mais autónomo nessa coisa da escola. Faz os TPC sempre de forma responsável e nunca tenho de lhe dizer que tem de os fazer. Um descanso este 4° ano no que diz respeito aos TPC, que são sempre poucos, com a graça da senhora professora.
No entanto, nas épocas de testes, quer a minha ajuda. E eu ajudo-o, pois claro. E faço com um certo prazer. Gosto de estudar português, de ler textos, de perceber que ele o percebeu, de escrever textos a meias com ele, de lhe fazer perguntas de gramática (e o meu rapaz sai-se tão bem na gramática). Aprecio estudar inglês porque tentamos falar só inglês um com o outro e é muito giro. Também gosto de Estudo do Meio, que este ano é sobretudo história, disciplina que sempre adorei. 
E depois temos a matemática. Pfff, disciplina que é quase venerada na nossa escola mas que eu pfff, coiso.
Não sei precisar exatamente em que fase da minha vida em que a matemática passou a ser um enorme X, uma incógnita absoluta e nem as explicações no 8° ano me fizeram apanhar o comboio dos números. Eu, Tella Marie, assumo aqui perante vós, caras e caros leitores, sou uma nulidade no que diz respeito ao raciocínio matemático! Algoritmos, frações (simples), perímetros , áreas e pouco mais. O básico do básico, estão a ver?
Mas voltando ao meu Tiago e ao seu estudo... Estudar matemática com ele complica-me o sistema. Ele pergunta-me qualquer coisa e oiço-me dizer que sim, quando nem sei se sim, se não, se o camandro! Há qualquer coisa em mim, quando se fala dessa disciplina, que desliga, que complica. Os números toldam-me o discernimento. Ao fim de alguns momentos, digo-lhe "o pai trata disso contigo", desculpando-me com o jantar, os meus testes para corrigir ou até limpar a areia dos gatos! Sim, sempre saídas airosas! Sim, qualquer coisa para fugir das medidas de comprimento, das situações problemáticas, das leituras de classes dos números e afins. 

[Espero que nenhum deles seja como eu, que às vezes receio que essa incompatibilidade com os números seja genética!]

[E aqueles problemas que metiam comboios que saiam às X horas da estação A e que se cruzavam com o comboio Y às tais horas? Sinto a pulsação a acelerar quando me lembro deles.]

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Quando este blog ainda tem muito de um babyblog...

O meu Pedro continua a fazer xixi na cama. Não são todas as noites, felizmente, que esta coisa de mudar os lençóis da cama desgasta-me! Esta semana, foram duas vezes. Na semana passada, uma,  and so on. 

Já passámos por várias fases:
- faz xixi porque ainda é pequeno (enfim, já tem 7 anos...);
- faz xixi porque todo ele é pequeno, logo a bexigo deve ser pequena também (eh pá, mas não é minúscula e isso são meras especulações de mãe...);
- tem aquele problema nos testículos / bexiga / rim (já foi operado há 3 semanas...);
- faz xixi porque está sujeito a uma pressão qualquer (mãe, pai, colega da escola que o assusta, professora, la rentrée, etc.).

A verdade é que já não sei o que fazer. Ralhar não ralho porque ele sente-se mal por isso acontecer, mas bolas, esta noite, passei-me porque ele estava a dormir comigo, colado a mim e pronto, imaginem como acordei... pois,  isso mesmo, ensopada. Irra, é difícil ter calma às 3h15 da manhã nessas condições. 

Alguém conhece uma forma de poder ajudá-lo?