sábado, 24 de fevereiro de 2018

Programa de sábado à noite.

Foram os 3 jogar à bola e jantar com a malta da bola.
Fiquei em casa. 
Sozinha e em silêncio. 
...
...
Devia ser super fixe mas não o é assim tanto.  Não fosse a companhia do Peixoto e seria um fracasso absoluto.

Não há dúvidas, não sei viver sozinha. 


segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Quando tu pensas que és uma naba a matemática...

...o teu filho pede-te ajuda para o teste de educação musical e aí, jesuzzz, zero, nada de nada. A matematica até parece mais fácil! 
Para ser franca, nem as perguntas percebo e passo a vida a dizer-lhe "sabes tanta coisa."

Pelo menos, sempre dá para rir! 
[Aprender é que nem por isso.]

sábado, 10 de fevereiro de 2018

Saga "Run Tella run"

Gostava de conseguir pôr em palavras o que senti hoje na minha corrida [ cá na terra]. 
Subi, subi e depois, claro, foi só descer e descer. 
A estrada, a vegetação, o frio, o rio, o sol, o azul do céu, o verde claro, o inverno, eu a ouvir-me, eu a fazer contas comigo. 
Senti em mim uma lufada de ar fresco, de felicidade, de contentamento, de euforia, de alegria, como se estivesse nas nuvens. Foi tudo isso e mais. 
Foi quase orgásmico. 

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Sobre o futsal (ainda)

Já o disse aqui duas ou três  vezes: não sou nada soccer mum. Não vou aos treinos dos putos e assisto a poucos jogos. 
Já falei do ambiente dos jogos do Tiago mas nunca dos do Pedro.
Os jogos do Pedro são uma festa, dizem, que só  fui a dois. Há  tambores, claques e afins mas há sobretudo uma equipa técnica fantástica.  São 4 treinadores bons, sendo que mister "mor" é um gajo que diz "hades" mas que faz um excelente trabalho com o meu filho. 
O Pedro, miúdo que vive no mundo dele, na sombra do irmão, que acha que nem sempre consegue fazer bem as coisas e que nem interesse tem pelas coisas, brilha nos treinos. E muito. Recebeu no ultimo treino o prémio de melhor evolução.  Foi com um sorriso rasgado que mo contou. 
Para além disso, é uma coisa em que ele sabe (e todos nós sabemos) que é melhor que o irmão e isso, na eterna questão masculina do "quem tem pila maior?", ganha. 

Para além do bem que lhe faz ao ego, o futsal é também uma aprendizagem. 
Habituados sempre a ganhar, sofreram uma derrota  e foi ótimo, porque foi encarada como um novo desafio, uma aprendizagem do que nada é certo e adquirido e que temos de dar sempre volta à coisa. Foi uma derrota com sabor a Vitória.

Obrigada futsal. Estás a ser quase terapêutico com o Pedro como a corrida o é para mim. 


domingo, 4 de fevereiro de 2018

Coisas que me fazem rir

A tratar da roupa de Carnaval para o Pedro, alguém diz "Olha, a mamã disfarçada de velhinha."
#mulherdeprata 

domingo, 28 de janeiro de 2018

Avizinha-se mais uma semana de testes para ambos

...e eu no meio deles, a tentar ajudá-los.
É desta que #voudaremlouca .

sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

Quando é que sabes que tens filhos crescidos? XXIII

Quando tens uma reunião até muito tarde (20h00), o pai cá de casa chega também tarde e decides dar a chave de casa aos miúdos, chamas um Uber (cujo condutor é primo dum colega do pai cá de casa) e os enfias lá dentro. 

[Maravilhosas tecnologias em que os vês percorrer as ruas de Lx até casa...]

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Anúncio

Eu, Tella Marie, venho por este meio anunciar que, acabadas as festas natalícias e a festa de anos do meu Pedro, estou numa dieta hiper rigorosa cujo objetivo consiste perder 4 kg e voltar a entrar nas minhas calças pretas.
Tenciona correr dia sim dia não, fazer ginástica em casa e instalar a aplicação que conta calorias e nutrientes.
 
Dezembro de 2017 e janeiro de 2018 deram cabo de mim mas eu agora é que vou assumir o controlo da coisa.

(Escrever para me comprometer ainda mais.)

domingo, 21 de janeiro de 2018

Pedro, o filho que faz hoje 8 anos

Pedro, o filho que veio a este mundo para virar o meu ao contrário. 
Pedro, o filho que vive no mundo dele e que pouco liga ao nosso.
Pedro, o filho que apesar de viver no mundo dele, está atento aos afetos e que cria, no mundo dele, ligações e correspondências fantásticas. 
Pedro, o filho que não se dobra, que teima em levar a sua até ao fim. 
Pedro, o filho orgulhoso, que não dá o braço a torcer.
Pedro, o filho doido que quer festa e brincadeira, que ri de uma forma genuína. 
Pedro, o filho tímido, que fala pouco e com pouca gente.
Pedro, o filho desconcertante que se esquece do nome dos familiares ou do significado das palavras.
Pedro, o filho que  tem a certeza  que não quer ir para a faculdade porque quer ser jogador da bola.
Pedro, o filho jogador da bola, determinado, focado nos jogos e treino e a apreender cada palavra do mister para progredir.  
Pedro, o filho que progrediu na escola mas que a encara ainda como um sítio de castigo. 
Pedro, o filho que me diz várias vezes por dia que me ama.
Pedro, o filho afetuoso que puxa sempre o meu cabelo.
Pedro, o filho que raramente se queixa ou chora. 
Pedro, o filho que ama o irmão.
Pedro,o filho apaixonado por gatos mas que detesta cães.  
Pedro, o filho que vive na sombra do irmão e que não consegue descolar dele.
Pedro, o filho que tem o pior acordar do mundo e que é incapaz de falar até tomar o pequeno-almoço. Até lá, emite sons incompreensíveis. 
Pedro, o filho que ainda é o meu pequeno e que abraço sentindo o meu coração acelerar. 
Pedro, o filho que é uma autêntica força da natureza embora ainda não o saiba. 
Pedro, o filho com o qual eu não compro algumas guerras por saber que as vou perder. 
Pedro, o filho cujo feitio lixado, por vezes difícil na perspetiva da mãe, me enche de orgulho. Sabe o que quer e fará o que quer. 
Pedro, meu filho, meu amor, meu tudo, faz hoje 8 anos e para mim ainda continua um bebé.  

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Quando é que sabes que os teus filhos estão crescidos? XXII

Quando o teu filho mais velho começa a ter buço! 

[Aaaaaaah, buço! BUÇO! Deixem-me beber um chá de camomila para acalmar...] 

domingo, 7 de janeiro de 2018

O primeiro post de 2018 ainda é tambem sobre 2017

Chegamos a um momento das nossas vidas em que a passagem de ano é somente mais um dia como os outros. Certo?
Recusámos os (poucos) convites feitos e fomos os 4 (mais os gatos) para a terra, pois só queríamos estar os 4 juntos (mais os gatos), ter uma lareira e claro, desfrutar da minha santíssima trindade: pão, vinho e queijo.
Assim foi. 5 dias de descanso, de passeios pela serra, de (muuita) ginja nas tascas da vila, de comida e bebida, de jogos de tabuleiro com os filhos até às tantas, de lareira a aquecer por dentro e por fora, de livros
e de filmes. Maravilhoso. 
À meia-noite, do dia 31 para o dia 1, decidimos ir para o adro da capela da aldeia. Só nós os 4 e mais ninguém... O sino da nossa capela ajudou-nos a entrar em 2018 e foi sem dúvida a melhor forma de dizer adeus a 2017 e de entrar em 2018. 

Foi tão bom que para o ano, estamos lá outra vez os 4 (mais os gatos).


domingo, 31 de dezembro de 2017

A descoberta do dia

Estes são os bisavós do meu sogro, trisavós do pai cá de casa e tretravós dos meus filhos.
 
[Soubessem eles há talvez mais de 120 anos que o retrato deles ia ser publicado para o mundo...]

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

10 anos de ti, blog

Faz hoje 10 anos que escrevi o meu primeiro post neste blog. 
No dia 29 de dezembro de 2007, os blogs estavam na moda, a Mary tinha um muito giro sobre a sua vida na Holanda, a amiga da amiga tinha um muito cómico sobre a sua filha...Enfim, todos tinham e também quis ter um! 
O blog foi uma forma de relatar sentimentos e factos concretos para poder recordar mais tarde. Inicialmente queria escrever porque era uma forma de nunca me esquecer dos episódios do nosso dia a dia com os meus pequenos príncipes. (Que título tão baby blog, baaah!). Confesso que também me passou pela cabeça deixar aos meus filhos a minha visão sobre o crescimento deles, para que num futuro já não tão distante quanto isso, pudessem ver que afinal a mãe os amou incondicionalmente (a adolescência mete-me muito medo) e que a mãe muita imperfeita que lhes calhou fez sempre o seu melhor. 
Para além disso, não tenho muitas recordações da minha infância, quase nenhumas. Tenho episódios tão gravados que não sei se aconteceram realmente ou se são fruto da minha imaginação e sei, sem dúvida alguma, que o facto de não me lembrar ou de inventar ou de recordar coisas que aconteceram ou não, toldaram o meu relacionamento com os meus pais mas sobretudo com a minha mãe. O blog foi também criado para que não houvesse dúvidas para os meus filhos. Sim, fizemos uma meia festa com meio bolo quando tu, Tiago, fizeste 6 meses. Sim Tiago, tu dizias kéké; sim Pedro, morri quando foste internado no dia que é ainda hoje o mais longo da minha vida; sim Pedro, tiveste um piaçaba na boca e lavaste as mãos numa sanita; sim filhos, fiquei louca convosco e gritei muito; sim filhos, deliraram com o calendário do Advento. 
O blog é isto tudo e mais ainda. Aos poucos foi ficando mais meu e a escrita foi muita vez o meu escape, a minha terapia mesmo quando fazia terapia a sério. Foi uma fuga, um sítio onde sou eu. Descobri, com o blog, que gosto cada vez mais de escrever.  Adoro escrever e o sonho que tive em miúda de escrever romances (só de amor, claro!) concretizou-se. Sou escritora aqui, de factos e sentimentos. Tella Marie, um sonho realizado! Quem diria!

Mais umas notas sobre o(s) blog(s):
- não sei quem me lê porque quase ninguém deixa comentários. 
- no início, os comentários eram muitos. Há sempre pessoas prontas a ajudar uma mãe desesperada que quer saber como se tira a fralda ou como picar melhor a fruta;
-deixei de escrever no blog no PC. Há mais de um ano que só o atualizo no telemóvel;
- continuo a ler os mesmos blogs há anos embora alguns estejam mais pró parados. É pena porque os blogs dão 15 a 0 às redes sociais: mostram mais calma e talvez mais emoções verdadeiras; 
- não há nenhum familiar meu, com exceção do pai ca de casa que escreveu apenas um post aqui - o relato do nascimento do Pedro - que saiba da existência deste blog. Ah, a S. do Ribeiro também sabe mas é prima em 5 ou 6 graus e é sobretudo amiga. 
- há apenas dois colegas de trabalho que conhecem o blog e desconfio que outra também. Por mim tudo bem, ou não, ou não.  

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

De 2017, em trimestre.

No primeiro trimestre de 2017, corri com a Carolina como uma louca. Treinámos quilómetros e quilómetros para a meia maratona de Lisboa. Corri tanto que tive uma fascite plantar. Mas mesmo com a lesão, teimei em fazer a prova. Lixei o pé todo. Chorei de dores ao km 18 mas cheguei à meta. Eish, que feito? Não.  Agora, olhando em retrospetiva só me apetece dizer "Eish, que estupidez". A meia maratona deixou-me um sabor agridoce. Tanto treino, tanto sacrifíco, tantos recordes batidos para fazer a prova da ponte em 2h22. Baaah.
O primeiro trimestre do ano foi marcado também pela preocupação. Uma delas foi pela minha gata, que perdeu um rim e que esteve quase a morrer. Tivemos de tomar uma decisão, que não seria óbvia há uns anos, mas que em 2017 nem foi questionada: a Fifi é da família e os 900 e tal euros gastos no veterinário são meramente acessórios. Ela, a gata, é que não o é. O Pedro, creio, foi o primeiro a perceber isso quando me disse que não queria ir à Paris mas que queria a Fifi em casa. 
A outra grande preocupação do primeiro trimestre de 2017 foi a minha sobrinha. Achei que a miúda tinha uma doença muito muito grave e vivi acorrentada a essa crença, sofrendo uma ansiedade brutal. Felizmente, estava errada. Tinha "apenas" uma doença de foro emocional e psicológico. É grave também mas está a ser tratada e está agora nitidamente no bom caminho. No meio desse momento aterrador que vivemos, também senti que o meu irmão cresceu muito. Foi um Pai do caraças, mesmo que ache que tenha falhado. Ainda não percebeu que foi grande, Grande. Em 2017 percebi que os laços que unem os manos são muito fortes. Podemos estar na nossa vidinha, crescidos, mas se houver qualquer coisa, qualquer apelo, corremos um para o outro, como o sentimento de mãe para filho. O amor fraterno é muito animalesco também. 

No segundo trimestre, tive de fazer vários tratamentos ao pé, tudo sem grande resultado. Era horrível andar, poisar o pé no chão ao acordar e impossível correr. Comecei a engordar e resolvi ir ao ginásio pela primeira vez na vida. Fui todos os dias. O meu corpo mudou e tonificou-se como nunca. Quando quero, sou muito determinada e levei o ginásio muito a sério. Andei por momentos perto do obsessão, reconheço, a querer ser fit até mais não. Tive de ultrapassar os meus preconceitos acerca das mães que deixam os filhos em casa enquanto tiram uma hora por dia para elas. Foi difícil mas consegui perceber que não era nem melhor nem pior mãe por causa disso. 
No segundo trimestre, fiz 39 anos mas para todos os efeitos e em todas as conversas, assumi que tinha 40. Em 2017, quis ter 40 anos. Anseio pelos 40 e antecipei-os. Estou farta de ter trintas, de ainda ser vista como uma miúda. Quero ter 40 porque os 40 garantem-me, psicologicamente, mais confiança, mais certezas. Na verdade é triste que precise de um número para sentir que tenho autoridade ou qualquer coisa assim do género com quem quer que seja. Ou talvez queira apenas sentir aquela cena da mulher madura, cheia de si e estilosa com a sua madeixa branca. Mas ui, há um  caminho tão longo a fazer que resolvi encetá-lo em 2017. Só pode. 

No terceiro trimestre, que correspondem ao verão, voltei aos poucos a correr, pois o meu pé ficou bom graças a um óleo de magnésio. Milagroso. Nestes meses, houve calor e férias. As férias na ilha são sempre maravilhosas. Vi os meus filhos saírem à noite com os amigos enquanto ficávamos em casa à espera deles, por vezes até a 1h da manhã. Cresceram tanto naqueles 15 dias. Tiveram noites de aventura com os amigos, longe dos pais. O pai cá de casa, a Carolina e eu curtimos muito as aventuras deles e com muito riso. Para aguentar a pancada do dia a dia, recorro muito aos dias na ilha, aos mergulhos, à praia, ao pôr do sol mas sobretudo às gargalhadas e às frases ditas.  
No dia 5 de agosto, saímos da ilha por 48 horas, contrariados, para casar o meu primo em Lisboa. Foi para mim um grande frete sair da Armona mas saí porque o meu primo merece. Foi nesse dia que tive um apagão pela primeira vez na minha vida. Bebi apenas 2 copos de moscatel em jejum e pronto, morri. Estive apagada no carro o casamento inteiro. Dizem que foi um casamento muito giro e divertido. Acredito. Mas porra, saí da ilha para quê senhoras? Para quê?!
O que marca mesmo mesmo o 3° trimestre de 2017 foi a minha terra por duas razões completamente diferentes: os incêndios e a nossa decisão em organizar a festa da aldeia em 3 semanas, já depois dos incêndios. Em nome da tradição, em nome da terra, em nome dos nossos avós e dos meus filhos, em nome de tudo o que tinha ocorrido, decidimos avançar. Ainda hoje tenho difucldades em acreditar no nossos feito, no mega sucesso e no trabalho que tivemos. Foi difícil. Foi neste mês que olhei outra vez para o pai cá de casa e lhe disse "faz-me um filho". Apaixonei-me por ele mil vezes nesses dias.  Ele é capaz de tudo. Que força. Que orgulho.  Hei-de lembrar-me sempre do rancho estar a atuar, de olhar em redor, cruzar os meus olhos com os dele e de começarmos a chorar.  Depois fui chorar com o V e a M. e os voluntários loucos que nos ajudaram. Era para não haver nenhuma festa, era só para ser um encontro de amigos, um sítio onde só iríamos vender minis e acabámos por vender 1000 litros de imperiais. Foi de arromba.

O último trimestre de 2017 foi quase como um retrocesso.  Muito trabalho, mais responsabilidade e menos tempo para mim. O Tiago entrou no 5°ano e passou por várias fases: deslumbramento, medo, desorganização e verbalizou "ajuda -me mamã que não consigo!". O Pedro foi para o 2 ano e percebi que tem muitas dificuldades de leitura e de escrita. Sei que o meu Pedro é diferente e a professora dele não percebeu ainda. Decidi então tomar conta dele também nas coisas da escola. De repente, eu que ia ao ginásio todos os dias deixei de ir. Impossível ter uma hora para mim. Entre testes dia sim dia não do Tiago ou do Pedro, TPC, estudos e as cenas de casa, perdi -me e a minha cabeça começou a hiperventilar... Priorizar os filhos não é um sacrifício mas abdicar de tempo para mim, é. Confesso que me custa ter tido tempo para mim e deixar de o ter por causa da escola . A raiva acumulada do dia a dia ou o stress, não sei, foram libertados nas corridas e provas /trails que fiz com a Carolina. Bolas, cada um mais difícil que o outro mas foi a melhor terapia. Muito me rio nestes momentos. Muito mesmo. E aí tenho tempo para estar comigo, de me superar e de me organizar. 

Acabei o ano hiper dramática com a minha avó que teve um AVC. Já está em casa, ainda com uma luz de Aída nos olhos, que vai e vem. Todos dizem que vai recuperar e eu digo que sim para não ser a pessimista. Mas não acredito.  Não me reconheceu. Fiquei super super triste embora não o dissesse a ninguém. A minha avó sempre soube quem eu era...
Em 2017, li 13 livros. Uff, pelo menos um por mês. Vi meia dúzia de filmes e só me recordo de dois: o Manchester by te Sea e outro, do miudo gay e negro. Vi muitas séries como sempre. Obrigada netflix, internet e tv on streaming. Corri apenas 650 km quando queria passar a barreira dos 1000. Sinto que falhei. É parvo mas era a única meta que me tinha posto no dia 1 de janeiro de 2017 e não cheguei lá. 
Em 2017, ouvi coisas que não gostei, que me fizeram chorar. Desiludi-me com vários pessoas (ainda me desiludo ...) mas tive a certeza que há pessoas com as quais posso contar, que valem ouro. O meu grupo de afetos é restrito mas gosto que seja assim. 
Dei alguns abraços à minha mãe. Olho para ela e tenho vontade de a proteger, de recomeçar do 0 sabendo que já perdemos muita coisa e que é impossível. Se pudéssemos recomeçar relações sem ideias feitas uns dos outros e sabendo o que sabemos hoje, seria tão bom. 
Em 2017, senti que estou a perder o meu filho mais velho. Já não é meu. Quer ser dos amigos, do futsal, do mundo. É bom e é mau. Às vezes fala comiga como se eu já fosse um caso encerrado, com um certo desdém tipo "oh mãe tu não sabes nada!". Que nervos. Um dos piores momentos do ano para mim foi o seu dia de aniversário.  Foi um dia triste para todos cá em casa e temo que isso molde a sua visão de filho para com os seus pais.  [ Às vezes acho que dramatizo demasiado. Espero que sim.] 
Também acho que o meu Pedro não esteja bem, que não se sinta encaixado de forma correta, que as suas dificuldades na escola sejam o reflexo de qualquer coisa emocional e que aquele feitio não seja mais do que uma chamada de atenção. [ Às vezes acho que dramatizo demasiado. Espero que sim.] Em 2017, senti que não fui 100% boa mãe  (Quem o é ? - perguntar-me-ão vocês, eu sei...) porque falharam cenas, pormenores que consigo vislumbrar por segundos mas que me escapam no segundo seguinte. Em 2017, como qualquer mãe que se preze (ou não, ou não) gritei muito, stressei muito, corri (não no sentido literal agora) de um lado para o outro tipo barata tonta. Mas aguentei a pancada. Dramatizei muito também e estou cada vez mais hipocondríaca.
Acabo 2017 a acreditar que estou a entrar numa menopausa precoce. Os calores súbitos, os suores noturnos e a falha de período que tive há uns meses e que me fizeram crer que estava grávida apontam para tal. Só me faltava essa. Ter 39 anos, dizer a todos que tenho 40 mas o meu corpo pensar que já tem 47/48. 
Que venha 2018 e que no final do ano, possa olhar em redor e ver sempre amor e sorrisos. 

Calendário do Advento

Não atualizei as atividades mas fizemos muita coisa.
Espalhámos mensagens de Natal pela cidade, deixámos postais na caixa de correio dos vizinhos, enviámos vídeos de Natal, escrevemos ao pai Natal,  foram brincar com os amigos, acendemos velas, lemos contos de Natal, fizemos uma caça ao tesouro, fizemos um piquenique, ouvimos músicas de Natal, fomos ver as iluminacoes da cidade, dormimos junto à árvore e fizemos um Pai Natal em cartão.  

sábado, 16 de dezembro de 2017

Do amor

Fará uma semana amanhã que nos juntámos todos em torno de ti. Almoçámos todos juntos, como todos os anos, sendo esse o meu primeiro Natal do ano. Disse-te, como te digo sempre, que chegarás aos 100 anos. Já é um clássico nosso. Tu ris sempre, dizes que só Deus sabe e acrescento "chegas, chegas Aida".
Esta semana, tiveste um AVC e tudo cá dentro se alterou. Nunca pensei que tu, avó, pudesses ter um AVC. Ainda no domingo me asseguraste que estavas bem e que não te doía nada. Nada. Fizemos um pacto, como sempre, que estavas proibida de ficar velha para que nada te acontecesse. E agora estás numa cama num hospital, com fralda e amarrada porque queres arrancar os fios todos. 
Tudo me aflige agora avó.  Estás lá, sozinha e com medo, sem saber o que te está a acontecer e isso aflige-me. "És leve no crer" como sempre dizias e como a tua mãe sempre disse, segundo me contaste mil vezes. Sei-te assustada por causa disso também, por saber que não compreendes muita coisa.
Estás perdida nas tuas memórias. Oscilas entre elas, frases sem nexo e o presente. É normal mas assustador para quem te quer tanto e que está ao teu lado de mão dada (e que mão quente tu tens avó). Percebo que estás a deixar de ser a minha Aida. 
Não te lembraste do meu nome. Disseste "ai, és... tu, rica filha, és a...ai, és tu". É isso avó, sou eu. Bastou-me. Estive contigo 2 horas. Falaste do meu Pedro que dormiu contigo e te puxou o cabelo. Falaste de coisas incompreensíveis, mas que deviam fazer sentido para ti e da tua mãe. Esqueceste de algumas palavras. Quiseste contar-me coisas mas as palavras fugiram -te e fechaste os olhos e disseste "o que fui e o que sou". Dizes coisas sem nexo outra vez.
Então porque quero que continues a ser a minha Aida, digo que ainda vamos dançar juntas e canto "meninas vamos bailar que o vira é coisa boa" e tu acompanhas-me e ris. Riste como as crianças, de uma forma genuína. Emociono-me. Voltas a ser a minha Aida mais uns segundos mas de repente já estás baralhada e sinto-te menos minha, Aida. 

Hoje, fomos todos ter contigo. Saí tarde. Repeti -te mil vezes que gosto muito de ti. Parto do hospital e espero que tu também partas, que feches os olhos para sempre, enquanto ainda há uma luz de Aída nos teus olhos. 
Semeaste muito amor. Podes ir avó. 
É o que desejo para o Natal.

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Prenda de Natal do meu mais novo

(A melhor de todas)

Bilhete de Natal do meu mais novo na sala de aula

Quando é que sabes que tens filhos crescidos? XXI (Post dois em um)

Quando o teu filho tem resoluções para o próximo ano civil.

Quando o teu filho te diz quais são as ditas resoluções:
- ler mais livros;
- tentar deixar de comer carne* porque os vídeos que viu sobre a indústria da carne deixaram-no chocado.

* "Até porque na escola já só como a ementa vegetariana." 

Quando é que sabes que tens filhos crescidos? XX

Quando vamos requisitar livros à biblioteca e o teu mais velho escolhe livros "de crescido".

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Calendário do Advento #13

Enviar um video cheio de amor à...

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Calendário do Advento #12

As crianças fazem hoje o jantar!

[E já escolheram ementa!]

Calendário do Advento #11

Cantar músicas de Natal.

[Quiseram fazer uma video chamada com o pai, que está fora, para cantarmos juntos músicas natalícias!]

Calendário do Advento #dia10

Dar vários abraços a quem se ama.


sábado, 9 de dezembro de 2017

Calendário do Advento #dia9

Tirar uma foto de família nas máquinas de fotos nas estações de metro. 

Calendário do Advento #dia8

Fazer um piquenique junto à árvore de Natal.

Calendário do Advento #dia7

Tirar uma fotografia em frente a uma árvore de Natal que esteja na rua. 

Calendário do Advento #dia6

Tirar fotografias fofas e parvas em frente à árvore de Natal. 

[E as parvas são tão parvas!]

Calendário do Advento #dia5

Dançar a "vossa" música de Natal.

[All I Sant for Christmas is you.]

Calendário do Advento #dia4

Jantar à luz de velas.

Calendário do Advento #dia3

Escrever a vermelho uma palavra importante e pendurá-la na árvore.

Calendário do Advento #dia2

Vamos ao cinema.
[Fomos ver Coco. Absolutamente fantástico.]

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Quando é que sabes que tens filhos crescidos? XX

Quando ficas a ver com os teus filhos a série 1 do Gato Fedorento (série Fonseca) e rimos todos das mesmas piadas. 

domingo, 26 de novembro de 2017

Da saga "Run Tella run"

Hoje foi dia do Hard Trail Montejunto.
O melhor trail em que participei, acho eu. O mais difícil também, acho eu. Foram 15 km difíceis e com um joelho a querer dar problemas.
Foi arrebatador. Corri no meio do nada, a ouvir apenas o vento a bater nas árvores e a minha respiração. Ouvi os pássaros, olhei em redor mil vezes a querer guardar tudo cá dentro. Senti a terra, a natureza e senti-me pequena face a tal grandeza. Foi tão intenso que fiz uma vídeo chamada enquanto corria para os meus 3 homens. Queria tanto que estivessem lá comigo e que visse o quão espetacular era o sítio. Quis partilhar no momento a minha alegria com eles.
Pus também muita conversa comigo ao longo de 3h28. Ya, bué!
Na classificação geral feminina, cheguei na décima terceira posição, ou seja fui a última mulher a cortar a meta. Menos mal porque durante muito tempo pensei que era a última de todos  (m/f) e que o senhor que estava atrás de mim era o vassoura. Mas não! 
 Foi simplesmente maravilhoso.

Quando é que sabes que os teus filhos estão crescidos? XIX

Quando jogamos os 4 ao Scrabble.

[Fui resgatar o jogo à casa dos meus pais, por isso está em francês e ainda tinha um bloco de notas com a pontuação de jogos feitos em 1991/92/93.]

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Prontos para o calendário do Advento

O Pedro já disse não sei quantas vezes que quer que seja dezembro para começar às atividades! 

domingo, 19 de novembro de 2017

Em época quase natalícia...

Se não sabem o que oferecer ao filho, primo ou sobrinho, aconselho estes dois livros.

A professora de português do meu filho começou a ler "Um rapaz chamado Magia" nas aulas. Leu -lhes os 2 ou 3 primeiros capítulos e decidiu fazer circular o livro pela turma. Começou com o Tiago, que quis ficar com ele. Acho que nunca o vi tão entusiasmado para ler um livro. Adora-o e já me pediu para o ler também. Anda fascinado como nunca andou com um livro. 

O segundo foi oferecido ao Pedro há um ano mas só agora é que ele lhe achou graça.  Ele adora desenhar e o livro é a cara dele. Ensina-o a ser artista, sem castrar a criatividade. Muito bom mesmo. 

Ainda sobre o futsal

O futebol é um desporto violento,  de brutos onde a linguagem utilizada é muito má. 
Sábado, dia de jogo e eu fiquei passada, a ferver por dentro como há muito muito tempo não estava. Porquê? Pela estupidez que mina as pessoas que vivem para o futebol dos filhos, ou seja, as mães. Não todas obviamente, mas umas que verbizam coisas antidesportivas, que fazem reparos feios sobre CRIANÇAS da mesma equipa, como "foda-se, até esse entra" com a mãe ali ao lado [Eu by the way] e outras  pérolas que uma pessoa não pode dizer sobre CRIANÇAS.  Sou muito discreta e no final apenas disse que eram CRIANÇAS e não se devia exigir que jogassem como os profissionais, mas lá está, a estupidez tolda o discernimento a algumas pessoas quando se trata de bola e de filhos. 
O mundo do futebol é mesmo limitado. Joguei basquete durante anos e corro e nunca senti nada disso, essa coisa violenta. Enfim.
No fim do jogo, perguntei ao meu filho se estava triste, pois alguns colegas reagiram mal perante a derrota. O Tiago respondeu que não porque tinham jogado bem com a bola mas tinham de saber jogar melhor sem a bola e tinha gostado muito porque se tinha divertido. Rico Tiago que não liga nada à resultados e que percebe muito mais do que muitos adultos: o desporto é para ser vivido com um sorriso nos lábios e deixar-nos bem. 

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Da saga "run Tella, run"

20km no trail de Ferreira do Zêzere.

Um desafio constante; uma superação fantástica;  uma prova difícil, com subidas que tinham de ser feitas com cordas e que mais pareciam escalada do que outra coisa; uma espécie de hipnose onde me organizei e me tentei reencontrar ao longo de 3 horas e muitos minutos; um cenário cinzento e seco mas mesmo assim maravilhoso porque sabemos que em breve a vegetação há de renascer das cinzas; umas cenas que contadas, enfim, dão um filme; gargalhadas trocadas com a Carolina e sempre aquela sensação que o pessoal dos trail é malta 5 estrelas. 

Que terapia senhoras, que terapia!

Quando é que sabes que tens filhos crescidos? XVIII

Quando levas o teu filho ao treino e, antes de entrar no carro, ele pergunta "posso ir sentado à frente?"

[E foi pela a primeira vez.♥]

terça-feira, 7 de novembro de 2017

Matemática

O miúdo tem outra vez teste de matemática amanhã.
O pai está fora, mais uma vez e mais uma vez, o meu cérebro deu um nó perante as dúvidas! [Dentro de mim ecoa um gigantesco "daaaaaassssse"silencioso quando ele vem com dúvidas, tipo minuto a minuto...]

Divisores,múltiplos, não sei quê de Euclides, propriedades, números primos (descobri que havia números primos entre si, lol), mdc, mmc e os raios que partam. 

Pessoas com bebés, acreditem numa coisa: a amamentação e acordar de duas em duas horas não é nada comparado com a matemática que os putos têm de saber. 

sábado, 4 de novembro de 2017

Do futsal

Na semana passada, a equipe da bola do meu mais velho levou 18 golos do Benfica. 18. Houve meninos que saíram a chorar, coitados. Houve pais absolutamente revoltados com o "mister", que simbolizou a grande derrota dos nososs rapazes, que não percebem que o Benfica seleciona meninos, vai à procura dos melhores e só estes jogam. Confesso que achei muuuuito golo mas como a bola não é a nossa vida e sei que os meus filhos nunca serão um CR7, não liguei muito. O Tiago tambem  não. Um jogo para ele é um jogo. Encaramos a bola como uma tempo de lazer: é a cena de jogar num coletivo e fazer desporto, tão essencial para a nossa paz interior. 
Hoje, está  a jogar contra um clube como o dele. Estão a ganhar por 6-0 ao intervalo e comentei com uma mãe ao meu lado que estava com pena dos outros meninos, que se calhar já chegava. Ui, Ui, o que fui dizer...
Decididamente não sou uma soccer mum ou lá como se escreve isso. 

Nota

Sobrevivemos à festa de "pizza e pijama" do décimo aniversário do meu Tiago. Foram só 4 miúdos + os meus 2 e tenho ideia que não me meto noutra idêntica tão cedo!
(Deitar 6 miúdos lkicos de excitação é tarefa inglória para qualquer adulto e mais não digo...)

(Feliz que ele estava!)


quinta-feira, 2 de novembro de 2017

10 anos de Tiago

O meu filho faz hoje 10 anos. 
Já muito escrevi aqui sobre ele e não me vou alargar muito.
Esta será talvez a frase que define a fase em que se encontra: sente-se o dono do mundo porque vai ter dois dígitos mas quis dormir comigo no seu último dia apenas com um dígito.
Amor maior este meu filho. 

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Quando é que sabes que tens filhos crescidos? XVIII

Quando ele fica a ler o seu* livro, que está sempre na mochila, numa sala de espera do hospital.

[* Na verdade, ele está a ler um livro meu: o Harry Potter e a Pedra Filosofal.]

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Ouvi dizer que o calor voltou e que o sol brilhou lá no céu. Não me apercebi de nada mas acredito.

O mais velho tem teste de Inglês na segunda, oral de Inglês na quarta e teste de HGP na sexta.

O mais novo tem teste de português na segunda e EM na sexta.

Tenho neste momento 7 turmas de testes para corrigir. 

[Tudo isto, como grande parte da população portuguesa, sem empregada, pais ou sogros que pudessem cá trazer uma sopinha pra semana e dar-me, de vez em quando, uma mãozinha... ]

Aaaah, os fins de semana preenchidos! Já tiveram tanto um significado mais engraçado!


sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Os TPC pelo Pedro

Estava a ver os cadernos do Pedro quando vi que ele tinha escrito:
 "TPC - tortura para crianças"