terça-feira, 25 de julho de 2017

Momento louco

Quando decidimos, o pai cá de casa e eu, avançar com a organização da festa da nossa aldeia quando só faltam 3 semanas para ela acontecer. Falámos com 4 amigos, tão loucos como nós e siga. Era isso ou este seria o primeiro ano desde sempre que não tínhamos festa. Impensável e muito menos agora, que nosso concelho precisa de #renascer.
Os miúdos estão super super felizes. O Pedro já nos pedia há meses para fazer a festa. Eles adoram vender rifas, vender imperiais e sentirem-se, sobretudo, como membros da terra. 
Dia 19 de agosto, nos Lugarinhos - Castanheira de Pêra. A não perder. 



segunda-feira, 24 de julho de 2017

Quando é que sabes que tens filhos crescidos? XIV

Quando o teu mais velho toma as rédeas à coisa e ensina o mais novo a andar de bicicleta. 

terça-feira, 18 de julho de 2017

Quando é que sabes que tens filhos crescidos? XIII

Quando andas com as Havaianas do teu filho mais velho, uma vez que já calçamos o mesmo número. 

quinta-feira, 13 de julho de 2017

As mães, os ginásios e a culpa (sempre presente na vida de uma mãe)

Em março, depois da meia-maratona, o meu pé obrigou-me a uma pausa longa. Comecei a descompensar, a comer muito e sobretudo a pensar que ia ficar sem vontade de correr ou de fazer desporto. Uma verdadeira neurótica. 
No dia 17 de abril, pesei-me, tirei uma foto em soutien em frente ao espelho da casa de banho e fui inscrever-me no ginásio. 
No início, senti-me intimidada pelas pessoas que, aparentemente, se conheciam bem; pelos músculos XXL, pelos corpos fit's das miúdas mais novas e sobretudo pelos valores dos pesos que levantava versus os pesos levantados pelos outros. Mas a vontade de reforçar a massa muscular para prevenir futuras lesões na corrida falou mais alto que a vergonha e não me deixei afetar por essa neura. 
Fui todos os dias ao ginásio menos no dia da criança e ontem (uma espécie de ressaca dos anos do pai cá de casa). Acreditem que não foi fácil. Inicialmente, sentia-me egoísta por estar a usufruir de uma hora por dia só para mim, deixando os meus filhos em casa. Estava no ginásio a pensar que tinha de despachar tudo super rápido para ir ter com eles, coitadinhos, abandonados sem o meu carinho, sem a minha presença. Estava no gym quase sempre em sofrimento. Que neura! Sabia também que se não fosse, ia ficar lixada comigo, com eles e que o pai cá de casa ia apanhar por tabela. Outra neura, está visto. 
Aos poucos, ou talvez depois da Carolina ter dito que era um falso peso na consciência, que era a sociedade a martelar que uma mãe não podia ter tempo para ela, fui deixando essa ideia de lado e passei a ir sem culpa, sem complexos e com maior prazer. Efetivamente não sou nem pior nem melhor por ir ao ginásio e usufruir de uma hora só para mim. Não é essa hora que me determina enquanto mãe. Sei - e isso é extremamente importante -  que sou mais fácil de aturar quando vou e tenho mais paciência também para os aturar quando regresso. Deixa de haver tantas neuras portanto. Maravilha. 

Saber lidar com a culpa é coisa que me faz ver que estou a crescer...

[Nota: se eu fosse uma blogger da moda, punha a foto do antes (17/4) e depois (hoje) para sacar montes de propaganda desportiva da Prozis, myprotein, Nike e afins por causa do transformação do meu corpo.De facto, é incrível como é que ele se modificou tanto. Como sou a Tella, não ponho foto nenhuma, que os azulejos da minha casa de banho são horríveis e não quero que vejam!]

sexta-feira, 7 de julho de 2017

Fácil chegar, difícil partir

Cheguei à Castanheira.
Não há imagens na televisão que nos preparem para este cenário desolador. Nao encontro palavras para descrever a desolação. Dói a alma. 
A estrada nacional que liga Figueiró à Castanheira é terrível. É impossível não se emocionar perante tamanha tragédia.
As pessoas sentem necessidade de falar do medo que sentiram, das pessoas que perderam, do caos que viveram. No fim das conversas, há sempre qualquer coisa como "as pessaos têm de vir para cá para tentarmos seguir com a nossa vida".
O inferno existe e andou por cá. 

sábado, 1 de julho de 2017

Sabem qual foi o meu anticlímax de ontem?

Sair da festa da primária, com o meu "finalista" que se emocionou ao despedir-se do 1°ciclo (e cujas lágrimas vieram emocionar-nos também muito) e ver o nosso carro em cima de um reboque, pronto para ser transportado para um parque de EMEL. 

dasssssse, eu sei. Também o disse várias vezes. 

Quando é que sabes que tens filhos crescidos? XII

Quando o teu filho mais velho se despede da primária.

[Foi ontem]

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Tão fácil chegar, tão difícil partir

Quem circula na EN 236-1, lê, à saída do Concelho de Castanheira de Pêra, a seguinte mensagem: "Tão fácil chegar, tão difícil partir". Esta é a mais pura das verdades, que o diga o meu Pedro que chora quando saímos de lá. Da estrada EN 236-1, basta saber isso. Basta recordar isso e mais nada. 
O meu pai e os meus sogros nasceram em pequenas aldeias no Concelho de Castanheira de Pêra. Toda a minha vida passei lá férias. O pai cá de casa também. Os meus filhos passam lá as férias desde que nasceram, claro. Não tendo nascido em Castanheira, somos de lá. É, sem sombra de dúvidas, a nossa terra e com muito orgulho, diga-se. Sinto-a. Não sei explicar. O meu ADN castanheirense fala mais alto do que outro qualquer! O ADN do pai então nem se fala. Conhece toda a gente, toda. Cumprimenta toda a gente. Toda. 

Como é do conhecimento de todos, a nossa terra ardeu. Quem lá está diz que está um caos: cenário cinzento, ainda com fumo, sem luz ou comunicações e que viveram dias horríveis. 
Assistimos no fim de semana ao inferno, de longe, agarrados aos telemóveis, através dos grupos do FB do pessoal da terra. Tentámos saber pelos nossos, num momento em que não havia comunicações, excepto com a tia, que por milagre dos milagres, tinha telefone fixo em casa. O horror era relatado por ela, assustada mas que não quis ser evacuada. "ó tia, vá para a vila, saia da sua casa!". Não foi. Ficou em casa. 
Ler o desespero dos amigos e conhecidos a perguntar pela avó de 90 anos, pelo tio de 70 ou pelos pais. As casas não interessavam, queríamos saber das pessoas. No nosso caso , o primo direito do pai cá de casa. "O Pedro? Ninguém viu o Pedro?" (só soubemos que o Pedro estava bem às 3h00 da manhã de domingo para segunda). 
Vivemos momentos de aflição, sem saber de nada. A televisão prestou um péssimo serviço, pois nunca mas nunca mencionou onde estava o incêndio, que aldeias estavam a ser evacuadas, quando foram evacuadas ou quando deixaram de ser evacuadas por causa de um outro incêndio. A estrada EN 236-1 e os carros destruídos passavam em loop no nosso ecrã, assim como as palavras "incêndio de Pedrogão" quando o incêndio já nem lavrava nesse Concelho mas sim no de Figueiró dos Vinhos e de Castanheira de Pêra.  
Nem imagino o inferno vivido pelas pessoas que lá estiveram, que perderam tudo, inclusivamente a vida.
A Castanheira ficou sozinha e isolada, mas isso já são outros 31.  

No próximo fim de semana, tínhamos combinado lá ir. Mas como ir a um sítio que está de luto? Como estar num sítio com tamanha dor?

sexta-feira, 16 de junho de 2017

Não sei que título dar a este post

Tenho um problema sério com a pílula: esqueço-me de a tomar. 
O esquecimento, por vezes, ultrapassa os três ou mesmo quatro dias, como no mês passado. 
Quando o esquecimento coincide com épocas mais festivaleiras (if you know how I mean), a coisa agrava-se. 
A coisa ganha proporções gigantescas quando a menstruação decide atrasar-se 2-3-4 dias, 8-9-10 dias. 
O pêlo que nasceu debaixo do umbigo quando engravidei do Tiago e do Pedro e que é uma espécie de teste de gravidez apareceu mas de forma diferente. Nos dois outros casos, eram grossos, pretos e compridos. Este é pequeno, fininho e claro. Sim? Não? Será pêlo de menina? Tudo me passou pela cabeça, confesso. Tudo.
Oscilo entre a ansiedade e uma espécie de alegria contida e penso "as hormonas estão baralhadas. Estou mesmo grávida" e fico novamente mais ansiosa e com uma esperança disfarçada de negação. E medo também mas sem saber bem de quê...

O pai cá de casa, que sempre disse que não queria mais filhos, vai perguntando, meio a brincar e meio a sério, onde vamos colocar o berço. Chega mesmo a perguntar aos filhos se gostavam de ter mais um mano ou mana. E até dois nomes são escolhidos pelos miúdos: Maria ou Afonso. 

O teste é adiado um dia, dois dias, consciente ou inconscientemente, não sei.

É negativo e de repente nem sei se fico contente, aliviada ou triste ou se fico isso tudo ao mesmo tempo. Sinto um aperto cá dentro que contrabalancei com "uff, vou poder correr", "bem, já não tenho de pensar como vou pagar três mensalidades de colégio", "uff, não vou ter de voltar a acordar de duas em duas horas", "na volta, era mais um rapaz e eu queria mesmo uma menina". 

Nessa tarde, estive com os meus primos e respetivos filhos, todos eles pequenos e a mistura de sentimentos continuou: "ahahah, estou aqui a beber um copo de vinho super tranquila que os meus filhos já estão autónomos e não chateiam nada"  e "óooo a Sofia, com o seu laço cor de rosa, a dar os primeiros passos, que bom".

[A menstruação ainda não veio. Estou à espera há 52 dias.]

segunda-feira, 12 de junho de 2017

Quando é que sabes que tens filhos crescidos? XI

Quando o teu filho mais novo acaba de ler sozinho, da primeira palavra à última, o seu primeiro livro. 

Quando é que sabes que não vais para nova?

Quando na única mercearia da terra, onde toda a gente conhece toda a gente, um senhor diz:
"Ó Rui, avie primeiro a dona!"

[até olhei para trás porque pensei que se estava a referir a uma outra pessoa!]

[saiu-me "trate-me por menina, para que o fim de semana me corra bem!"  Pffff]

Quando é que sabes que os teus filhos estão crescidos? X

Quando um deles vai dormir à casa de um colega. 


Run Tella, run

Neste fim de semana, fui para a terra e corri.
Correr na terra é talvez o melhor sítio para se correr: é fresco, a paisagem é maravilhosa e as subidas lixadas intercalam com boas descidas. 
Ponto importante: corri sem dores sem nada no pé. Sei que o pé não está a 100%, estará a 95% mas desta vez, nicles de dores, nada, rien de rien. Maravilhoso! 

Já vos tinha dito que achava que nunca mais ia correr em toda a minha vida, nem para apanhar o autocarro? 
Ah Tella, menos, pá, menos! 

quarta-feira, 7 de junho de 2017

Aquele momento em que percebes que se fala muito de treinos e de alimentação cá em casa

Os miúdos tiveram hoje o primeiro treino de futebol e chegaram à casa cheios de fome.
Qual foi a preocupação dos dois, qual foi?
- Mãe, depois do desporto, temos de comer proteína - dizia o Pedro. O que é que tem proteína?
- O que comemos? Pode ser um ovo mexido? - perguntava o Tiago. 

Enquanto comiam um iogurte natural com aveia e pêssego, o Tiago insistia em saber:
- É comida saudável e boa para depois do treino, não é?

[Meus ricos filhos]



terça-feira, 6 de junho de 2017

Eu, a eterna estagiária

No meu primeiro ano enquanto professora, ainda estagiária, emocionei-me na última aula com os meus alunos do 8°ano. Eram apenas 11 miúdos. Ainda me lembro da cara deles mas só o nome de alguns: do André, que disse "merda" numa aula, da Xana que percebeu comigo o que era o passé composé, da Andreia e de pouco mais.
Lembro-me de me terem dito que essa coisa das lágrimas ao despedir-me de uma turma só acontecia no início da carreira. Também achei que sim, até porque nunca nenhum professor tinha chorado à minha frente. Ficou claro na minha cabeça que só podia ser " coisa de estagiária". 
Os anos passaram-se e a "coisa de estagiária" continuou. No último dia de aula, fico com um nó na garganta. Por vezes aguento, sobretudo quando são turmas pouco dadas ou com quem não consegui criar grande empatia, outras vezes, não. Basta uma palavra, um agradecimento, um abraço, uma doença filha da mãe ou simplesmente a  despedida em si, minutos antes do toque. Todos os anos, todos eles desde 2002, eu emociono-me com os meus alunos. Dizer adeus sempre foi tramado. Dizer adeus às pessoas com quem efetivamente estamos é ainda pior. 
Ontem, com uma turma do 9°, aguentei, aguentei e depois, vieram 4 miúdas ter comigo, já depois do toque, a pedir um abraço e a dizerem coisas que me aqueceram e eu, pronto, já sabem. Isso mesmo. 
Mas hoje, hoje foi especial. A minha turma do coração, que foi minha do 7° ao 9° ano, que coordenei durante dois anos, teve a última aula comigo. Acordei de madrugada a pensar que me ia despedir deles e que me ia custar muito. 
E custou senhores. Muito. Chorei eu e choraram todos eles. Não tentei conter as lágrimas, pois temos uma relação muito boa, que assenta no respeito, e, como lhes disse, não tenho vergonha do que sinto. Foi bonito. Foi bom. 
Com eles aprendi sobretudo a ouvir os adolescentes com mais atenção e tive a certeza, embora já o soubesse há mais tempo, que dar aulas é muito mais do que transmitir conhecimento, atingir metas e coisas assim decretadas num papel por pessoas fechadas em gabinetes. Ser professora, sobretudo daquela turma, é envolver-me, repensar cada tarefa, pensar nos que têm mais dificuldades, fazê-los pensar sobre coisas que nada têm a ver com a matéria mas que têm de ser pensadas, saber quando o pai de um regressa de África, perguntar pelo pai doente de outro, saber da história da separação dos pais, dizer-lhe "és uma força, acredita", contar-lhes a minha cena com a corrida como metáfora para chegar às metas, ao que desejamos; lembrar-me do texto que uma aluna escreveu sobre a avó no 7°, da piada dita no 8°, and so on. Podia ficar aqui a escrever e escrever.
Espero que dentro de alguns anos se lembrem de mim e que digam "bem, eu tive uma professora de francês que foi muito importante para mim" porque eles foram verdadeiramente importantes para mim. Dei sermões, ralhei, castiguei, chamei encarregados de educação, passei-me mas também ri muito, desabafei, ouvi, conversei e plantei sementes que hão de germinar de uma forma saudável.
Vi-os crescer e foi um prazer. 

[Há pouco, encontrei nem sei bem como um texto de uma aluna da dita turma no FB. A miúda sai da escola e escreve muita coisa, fala de muita gente e fala de mim. Fiquei então com a certeza que sim, que deixei lá qualquer coisa e que fiz, pelo menos, uma coisa certa. ]

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Momento em família

Assisitir às segundas-feiras ao Ministério do Tempo, na RTP1.
Ultrapassado o primeiro episódio que é chato e longo, a série portuguesa vai agarrando, quer pela historia da História, quer pelos diálogos ou quer pelas personagens.
Com o Ministério do Tempo, os meus filhos tornaram-se fãs do Camões e do Pessoa, do episódio do milagre das Rosas e de outras batalhas de cavaleiros e do Reino que os deixam ligados à História. Adoro ver-nos sentados os 4 em torno de um programa, de uma série. 
As segundas-feiras são muito melhores. 
Quando penso numa "porta do tempo", penso logo ir vivenciar o "25 de Abril". Eles respondem qualquer coisa como "quando tu o o pai eram crianças! Ver o que faziam". 
Aquele momento em que a história do pai e mãe é maior do que tudo. Tão bom. 

[ A 1a temporada está disponível na RTP play.]

quinta-feira, 25 de maio de 2017

Da saga Run Tella, run

Hoje corri dois quilómetros, depois de dois meses de paragem obrigatória. Dois quilómetros hoje, dois meses depois dos vinte e dois quilómetros na meia-maratona. Dois quilómetros sem dor ou ardor no pé.
Uma alegria tão grande, tão grande que nem dá para explicar. Eufórica como se tivesse ganho sei lá o quê!
Eu que cheguei a pensar não voltar a correr nunca mais. O drama senhoras, o drama, sempre a acompanhar-me!

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Quando é que sabes que não vais para nova?

Quando comentas que vais estudar com o teu filho matemática e essa pessoa te pergunta se o teu filho está em Ciências ou Artes, se tem matemática A ou B. 

Quando no ginásio, um miúdo com 18 anos, mais coisa menos coisa, te aborda e te diz "peço desculpa minha senhora, estas chaves são suas?"
[morri um pouco com o "minha senhora"]
 

domingo, 14 de maio de 2017

39 anos

Hoje faço 39 anos.
A madeixa branca alarga-se e agora tende a deixar de ser madeixa porque os cabelos brancos resolveram espalhar-se um pouco por todo o lado  Continuo a viver com ela e a pensar que dá pinta, como da ao Cloney ou à Lagarde, e que é fixe assumi-los. As rugas em torno dos olhos também, embora, vá, não sejam ainda do outro mundo. Tento, através do desporto, que o corpo não se deixe arrastar pelo tempo que passa. Quero-o ágil e tonificado. Aí sim, quero enganar o tempo, correr para fugir dele. 
Este ano, ao contrário dos outros, não estou naquela coisa de "ah e tal, isso passa tão rápido, já é metade da minha vida e coiso". Sinto serenidade no ano antes dos -entas. 
Tenho 39 anos, dois filhos que me enchem muito, um pai cá de casa que está sempre ao meu lado e de quem me orgulho muito, dois gatos que me enchem tudo de pêlo mas que são parte da família, um mano e  uma sobrinha que assentaram, desde sempre, praça cá dentro, uns pais e uns sogros amigos que são avós importantes para os meus filhos, uma avó maravilhosa de 91 anos, por quem sinto um afeto cada vez mais forte e a Carolina, que não sendo família, o é. Ponto. Tenho amigos, poucos mas bons, com os quais rio, choro e converso. 
Sou uma felizarda. Tenho uma vida, que não sendo perfeita, com a graça do senhor, é fixe. La vie est un long fleuve tranquille. E isso, vale ouro, mesmo com 39 anos. Os números foram sempre demasiados valorizados, essa é que é essa. 
Venham outros 39 que cá estou para lhes mostrar que são um nada. 

sábado, 6 de maio de 2017

Quando é que sabes que não vais para nova?

Quando o teu pai, quando lhe dizes a idade que vais fazer (!), te responde de volta, com toda a seriedade: "Estás velhota filha! Já não és nenhuma jovem!"

sábado, 29 de abril de 2017

Quem não corre, vai pro ginásio do bairro

Na verdade, este post podia ter vários títulos. Ei-los aqui:

[Quem não quer perder o bichinho do desporto, vai pró ginásio do bairro.]
[Quem se sente a descompensar, vai pró ginásio do bairro.]
[Quem engordou 2,8 kg num mês, vai pró ginásio do bairro.]
[Quem tem receio de perder a capacidade de correr o que corria, vai pró ginásio do bairro.]
[Quem sonha com uma barriga lisinha lisinha, vai pró ginásio do bairro.] 
[Quem quer ser fit e saudável, vai pró ginásio do bairro.]
[Quem quer ter 40 anos mas parecer 30, vai pró ginásio do bairro.]
[Quem tem uma fascite plantar (filha da mãe), vai pró ginásio do bairro mas não faz passadeira.]

Qualquer título serve, é só escolher.

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Quando é que sabes que tens filhos crescidos? IX

Quando o teu mais velho recusa tomar banho contigo porque tem vergonha!
 [da mãe, vergonha da mãe! Pfffff!]

quinta-feira, 13 de abril de 2017

Aquele momento em que a tua rica sogra* te diz...

... "Tella, estás mais gorda. Reparei logo quando te vi! Tens de voltar a correr!"

[Buaaaah! Ela tem razão!]

*O título não é sarcástico. A minha sogra é como uma mãe para mim.

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Da vida no campo ou das nossas férias no sítio de sempre.

Acordam e vão jogar bola para o centro (campo de futebol); vão brincar às escondidas ou à apanhada no meio do carvalhal; ficam com os pés gelados no rio a apanhar pedras e a atirá-las para longe, fazendo ricochete; imaginam navios nas fragas do rio; vão sozinhos para todo o lado. 
São 20h12 e eles ainda não chegaram à casa. Foram jogar novamente futebol e esquecem as horas. 
Tão bom. 

quinta-feira, 6 de abril de 2017

A lesão

Os exercícios recomendados pelo médico (e pelos meus colegas de Educação Física) para curar o meu pé são tramadas. Nunca pensei que passar uma bola de golfo na planta do pé pudesse ser do demo ou que alongar o pé contra uma parede durante um minuto fosse muito mais lixado do que fazer a prancha. 
Só me ocorrer um hastag: #ohfodase

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Ficha de autoavaliação do Tiago

"Eu acho que devo melhorar na ortografia, estar com mais atenção e não ter tanta preguiça. Mas eu acho que devo dizer à Margarida que é uma ótima professora e que me ajuda muito."


segunda-feira, 3 de abril de 2017

A nossa gata

Teve alta no dia em que fez 4 anos. Está murcha, assustada, esta hiper magra e come pouco. Está nhô nhô. Suponho que seja normal. Também estaria nhô nhô se me retirassem um rim. 
Confesso que fico sempre com medo de chegar à casa e de a encontrar inanimada. 
Para a semana, vamos de férias e leva.os pela primeira vez a gata connosco.
(Sim, tornei-me numa pessoa que fala muito de gatos, que gasto rios de dinheiro com eles, que lhes tira montes de fotos e que os transporta por aí...)

O que queres ser quando fores grande?

O Pedro sempre gostou de clichés! 

domingo, 2 de abril de 2017

Da saga "Run Tella, Run"

Ando a receber mensagens de uma aplicação de corrida a dizer que "a sua saúde é prioritária, movimente-se". Abri a dita cuja e comecei a ver as minhas  estáticas e fiquei grrrr com o meu mês de Março. 15 dias antes da prova, fizemos, a Carolina e eu, um treino de 19,3 num tempo belíssimo. E depois, no dia da prova, faço,  embora com um pé todo inflamada, aquele tempo. 
Ainda não consegui digerir o tempo. Ainda não consegui superar o que me aconteceu.


sexta-feira, 31 de março de 2017

"Mamã, hoje estás vestida e calçada assim...sabes, tão adolescente"

E só agora é que me caiu a ficha: não sei se é bom ou se é mau!
[Ainda por cima nesta semana em que estive um trapo e me olhei sempre ao espelho a pensar, pela primeira vez, que estou a ficar velha, que estou com um ar envelhecido. ]

terça-feira, 28 de março de 2017

A nossa gata está internada desde sexta-feira.
Ontem, disseram que teriam talvez de lhe fazer um by pass, pois um dos rins estava muito debilitado e sem conseguir filtrar. A cirurgia implica mais ou menos uma fortuna. 
Neste caso, um gato é um gato, pensamos nós. Um gato é um gato. Um animal é um animal. 
Informamos então os miúdos que haveria a hipótese da gata não voltar à casa. Houve choro do mais velho claro e força para não chorar do mais novo, claro. 
Fomos então ao hospital vê-la, uma espécie de"goodbye" e foi muito mau. Ela ali, coitadinha,  naquele estado; o Tiago a dizer que " não vou chorar, não vou chorar, não vou chorar mas vai ficar bem, não vai?", o Pedro a entrar em parafuso, a dizer que queria sair dali. Eu, claro, a chorar, a chorar e a despedir-me dela de coração partido. 
Fui falar, dentro do possível, com o médico. Teriam de lhe remover um rim, que está quase a colapsar. A operação teria outro preço. Outra fortuna, mas mais baixa que a estimada anteriormente. Os miúdos a perguntarem se pagavamos, porque não pagavamos, mas "diz ao médico que sim", etc. "Mas não tens dinheiro mamã?" 
Para eles, um gato é um gato mas a Fifi é a Fifi, um elemento da família. 
O Pedro, já mais calmo (ou não), na rua, mostrou-me qual a decisão a tomar ao dizer-me que podíamos pagar a operação com o dinheiro da caixa [um mealheiro nosso que já deve ter uns 250 euros, mais ou menos, que já temos há um ano para irmos todos à Disneyland...]. Aprendi então com o meu filho que gastamos o dinheiro naquilo que vale realmente a pena e que a  Fifi vale a pena! Pelos nossos,fazemos tudo. 

Da saga "Run Tella, Run"

Tenho uma fascite plantar. Hoje, na eco, a médica perguntou-me como é que conseguia andar, pois estava com a planta do pé "muito muito inflamada".  
[Já percebi há uns anos (talvez desde o primeiro parto, a seco, sem anestesia nenhuma e sobretudo depois das complicações do parto, ser reaberta a frio, sem nenhuma anestesia)  que sou muito tolerante à dor, embora cada vez mais hipocondríaca.]
[E hoje doí-me tanto o pé.]

Já tenho consulta marcada no ortopedista, mas a médica que me fez a ecografia informou-me logo que teria de ficar sem correr pelo menos 6 meses, que é uma lesão difícil de tratar e que os anti-inflamatórios correntes não faziam nada...  Estou em choque. 6 meses sem correr?Oi? A sério?



Conta simples (que a matemática dá-me uma certa comichão)

(Lesão no pé que impede de correr e soltar raivas e tristezas + gata internada super doente com grandes incertezas quanto à sua recuperação + problemas familiares que envolvem problemas de saúde + desabafos & pedidos de ajuda da tua gente) X TPM ao quadrado = ataque constante à comida, seja ela boa ou má, que o objetivo é encher-me de qualquer coisa!

Raios. Só faltava esse descontrolo com a comida agora. 

sábado, 25 de março de 2017

A minha estreia

Eu nas Urgências do Hospital Veterinário com a minha Fifi. 

[Decididamente, as minhas sextas-feiras à noite já foram bem mais divertidas!]

sexta-feira, 24 de março de 2017

"Os mandamentos da Tella" - I

Não comprarás nunca mais a manteiga de amendoim do site MyProtein. 

[porque é deliciosamente do demo].

domingo, 19 de março de 2017

Da saga "Run Tella, run"

Cheguei ao fim da prova. 
O Voltaren ao pequeno-almoço e o Brufen na partida não acalmaram as dores no pé. 
A partir do km 5, fiz uma pausa para ir à casa de banho e também para fazer uma quebra no meu ritmo. Estava a ir demasiado rápido e sabia que assim, não conseguiria chegar ao fim. 
Por causa do pé (esquerdo), comecei a fazer mais força na perna direita e ao km 10, comecei a sentir uma coisinha na coxa direita. Que merda. A partir do km 15, foi muito difícil e aí, decidi correr 1 km e andar 200 metros. 
O sol quente, a inexistência de pessoas a torcer por nós nas ruas, a paisagem fraquinha tornam a prova chata e difícil. Árida, como disse a Carolina. 
Ao km 18, a dor no pé e coxa, o cansaço, a música que a banda estava a tocar (e nem me recordo que música era), desatei a chorar. Não foi assim baba e ranho mas foi uma grande emoção, não sei explicar. 
Na reta final, na meta, oiço "Tella" "mamã" e nas bancadas, o meu mundo: os meus filhos e o pai cá de casa. Não aguentei e a emoção tomou conta de mim. Nem me apercebi, por isso, que já tinha acabado a prova e continuei a correr. 
Mas depois disso tudo, a sensação de "feito" é maravilhosa, assim como a de superação. Mesmo. 
O meu tempo: 2h22.

sexta-feira, 17 de março de 2017

Da saga Run Tella, run

Percebo que o que vá escrever não faça sentido para muita gente. Para mim, se calhar, há uns anos, também não faria.

A meia-maratona de Lisboa será no domingo. Estou inscrita há meses, desde novembro ou antes, não sei precisar. Treinei muito. Muitas vezes, depois de um dia difícil,em que fui buscar força não sei bem onde. Fizemos, a Carolina e eu, vários treinos longos ou semi-longos e até séries fizemos. Senti um músculo da coxa a rasgar depois de um arranque de uma série.
 Não é para meninos, não senhor. 
Li imensa coisas sobre meias-maratonas, desde alimentação à exercícios de fortalecimento muscular. Empenhei-me.
Um dia comentei com a Carolina que queria fazer a prova em menos de 2h30 mas ela, já batida nesta prova, reduziu o tempo para 2h15 e acreditei que sim, que era possível. Aos poucos, acalentei a esperança de correr os 21 km e poucos metros, em menos de 2h10. Acreditei que iria conseguir. Andava a quebrar records nos meus treinos, sentia-me super otimista e aquela sensação que a corrida nos dá, do "tu consegues, pois" ajudou à festa. Pelo sim, pelo não, não partilhei esta esperança com ninguém. Era o meu desafio e só meu. 
Mas depois, a dorzinha no pé passou a dor grande, que se tornou rapidamente lesão, deixou-me KO, o meu castelo de cartas ruiu completamente. E é tão frustrante, mas tão frustrante que nem consigo pôr por palavras o que aqui vai. O meu objetivo de repente passou a ser outro: cruzar a meta, nem que seja a última. Mas no fundo, no fundo, não sei se conseguirei. Não tenho feito nenhum exercício há 15 dias e  ainda sinto uma coisinha no pé. Vou tomar não sei quantos analgésicos antes da prova para ver se consigo. Passo, de repente, da maior que acredita em si, para a que não sabe se vai conseguir... Que frustrante!  
Ah! Sei que há mais provas e mias meias, please, não me digam isso, que eu sei, óbvio. Também sei que não é o fim do mundo e blá blá blá. Não deixa de ser frustrante ter investido tanto e agora estar assim, neste estado (físico, emocional e psicológico)!

[A única coisa boa desta lesão é perceber que há amigos que se preocupem comigo, que me trazem anti-inflamatórios XPTO, receitados aquando de uma lesão desportiva, suplementos alimentares com magnésio e não sei quê, links para curar lesões and so on. ]