sexta-feira, 31 de março de 2017

"Mamã, hoje estás vestida e calçada assim...sabes, tão adolescente"

E só agora é que me caiu a ficha: não sei se é bom ou se é mau!
[Ainda por cima nesta semana em que estive um trapo e me olhei sempre ao espelho a pensar, pela primeira vez, que estou a ficar velha, que estou com um ar envelhecido. ]

terça-feira, 28 de março de 2017

A nossa gata está internada desde sexta-feira.
Ontem, disseram que teriam talvez de lhe fazer um by pass, pois um dos rins estava muito debilitado e sem conseguir filtrar. A cirurgia implica mais ou menos uma fortuna. 
Neste caso, um gato é um gato, pensamos nós. Um gato é um gato. Um animal é um animal. 
Informamos então os miúdos que haveria a hipótese da gata não voltar à casa. Houve choro do mais velho claro e força para não chorar do mais novo, claro. 
Fomos então ao hospital vê-la, uma espécie de"goodbye" e foi muito mau. Ela ali, coitadinha,  naquele estado; o Tiago a dizer que " não vou chorar, não vou chorar, não vou chorar mas vai ficar bem, não vai?", o Pedro a entrar em parafuso, a dizer que queria sair dali. Eu, claro, a chorar, a chorar e a despedir-me dela de coração partido. 
Fui falar, dentro do possível, com o médico. Teriam de lhe remover um rim, que está quase a colapsar. A operação teria outro preço. Outra fortuna, mas mais baixa que a estimada anteriormente. Os miúdos a perguntarem se pagavamos, porque não pagavamos, mas "diz ao médico que sim", etc. "Mas não tens dinheiro mamã?" 
Para eles, um gato é um gato mas a Fifi é a Fifi, um elemento da família. 
O Pedro, já mais calmo (ou não), na rua, mostrou-me qual a decisão a tomar ao dizer-me que podíamos pagar a operação com o dinheiro da caixa [um mealheiro nosso que já deve ter uns 250 euros, mais ou menos, que já temos há um ano para irmos todos à Disneyland...]. Aprendi então com o meu filho que gastamos o dinheiro naquilo que vale realmente a pena e que a  Fifi vale a pena! Pelos nossos,fazemos tudo. 

Da saga "Run Tella, Run"

Tenho uma fascite plantar. Hoje, na eco, a médica perguntou-me como é que conseguia andar, pois estava com a planta do pé "muito muito inflamada".  
[Já percebi há uns anos (talvez desde o primeiro parto, a seco, sem anestesia nenhuma e sobretudo depois das complicações do parto, ser reaberta a frio, sem nenhuma anestesia)  que sou muito tolerante à dor, embora cada vez mais hipocondríaca.]
[E hoje doí-me tanto o pé.]

Já tenho consulta marcada no ortopedista, mas a médica que me fez a ecografia informou-me logo que teria de ficar sem correr pelo menos 6 meses, que é uma lesão difícil de tratar e que os anti-inflamatórios correntes não faziam nada...  Estou em choque. 6 meses sem correr?Oi? A sério?



Conta simples (que a matemática dá-me uma certa comichão)

(Lesão no pé que impede de correr e soltar raivas e tristezas + gata internada super doente com grandes incertezas quanto à sua recuperação + problemas familiares que envolvem problemas de saúde + desabafos & pedidos de ajuda da tua gente) X TPM ao quadrado = ataque constante à comida, seja ela boa ou má, que o objetivo é encher-me de qualquer coisa!

Raios. Só faltava esse descontrolo com a comida agora. 

sábado, 25 de março de 2017

A minha estreia

Eu nas Urgências do Hospital Veterinário com a minha Fifi. 

[Decididamente, as minhas sextas-feiras à noite já foram bem mais divertidas!]

sexta-feira, 24 de março de 2017

"Os mandamentos da Tella" - I

Não comprarás nunca mais a manteiga de amendoim do site MyProtein. 

[porque é deliciosamente do demo].

domingo, 19 de março de 2017

Da saga "Run Tella, run"

Cheguei ao fim da prova. 
O Voltaren ao pequeno-almoço e o Brufen na partida não acalmaram as dores no pé. 
A partir do km 5, fiz uma pausa para ir à casa de banho e também para fazer uma quebra no meu ritmo. Estava a ir demasiado rápido e sabia que assim, não conseguiria chegar ao fim. 
Por causa do pé (esquerdo), comecei a fazer mais força na perna direita e ao km 10, comecei a sentir uma coisinha na coxa direita. Que merda. A partir do km 15, foi muito difícil e aí, decidi correr 1 km e andar 200 metros. 
O sol quente, a inexistência de pessoas a torcer por nós nas ruas, a paisagem fraquinha tornam a prova chata e difícil. Árida, como disse a Carolina. 
Ao km 18, a dor no pé e coxa, o cansaço, a música que a banda estava a tocar (e nem me recordo que música era), desatei a chorar. Não foi assim baba e ranho mas foi uma grande emoção, não sei explicar. 
Na reta final, na meta, oiço "Tella" "mamã" e nas bancadas, o meu mundo: os meus filhos e o pai cá de casa. Não aguentei e a emoção tomou conta de mim. Nem me apercebi, por isso, que já tinha acabado a prova e continuei a correr. 
Mas depois disso tudo, a sensação de "feito" é maravilhosa, assim como a de superação. Mesmo. 
O meu tempo: 2h22.

sexta-feira, 17 de março de 2017

Da saga Run Tella, run

Percebo que o que vá escrever não faça sentido para muita gente. Para mim, se calhar, há uns anos, também não faria.

A meia-maratona de Lisboa será no domingo. Estou inscrita há meses, desde novembro ou antes, não sei precisar. Treinei muito. Muitas vezes, depois de um dia difícil,em que fui buscar força não sei bem onde. Fizemos, a Carolina e eu, vários treinos longos ou semi-longos e até séries fizemos. Senti um músculo da coxa a rasgar depois de um arranque de uma série.
 Não é para meninos, não senhor. 
Li imensa coisas sobre meias-maratonas, desde alimentação à exercícios de fortalecimento muscular. Empenhei-me.
Um dia comentei com a Carolina que queria fazer a prova em menos de 2h30 mas ela, já batida nesta prova, reduziu o tempo para 2h15 e acreditei que sim, que era possível. Aos poucos, acalentei a esperança de correr os 21 km e poucos metros, em menos de 2h10. Acreditei que iria conseguir. Andava a quebrar records nos meus treinos, sentia-me super otimista e aquela sensação que a corrida nos dá, do "tu consegues, pois" ajudou à festa. Pelo sim, pelo não, não partilhei esta esperança com ninguém. Era o meu desafio e só meu. 
Mas depois, a dorzinha no pé passou a dor grande, que se tornou rapidamente lesão, deixou-me KO, o meu castelo de cartas ruiu completamente. E é tão frustrante, mas tão frustrante que nem consigo pôr por palavras o que aqui vai. O meu objetivo de repente passou a ser outro: cruzar a meta, nem que seja a última. Mas no fundo, no fundo, não sei se conseguirei. Não tenho feito nenhum exercício há 15 dias e  ainda sinto uma coisinha no pé. Vou tomar não sei quantos analgésicos antes da prova para ver se consigo. Passo, de repente, da maior que acredita em si, para a que não sabe se vai conseguir... Que frustrante!  
Ah! Sei que há mais provas e mias meias, please, não me digam isso, que eu sei, óbvio. Também sei que não é o fim do mundo e blá blá blá. Não deixa de ser frustrante ter investido tanto e agora estar assim, neste estado (físico, emocional e psicológico)!

[A única coisa boa desta lesão é perceber que há amigos que se preocupem comigo, que me trazem anti-inflamatórios XPTO, receitados aquando de uma lesão desportiva, suplementos alimentares com magnésio e não sei quê, links para curar lesões and so on. ]

sábado, 11 de março de 2017

Quando é que sabes que tens filhos crescidos? VIII

Quando o teu mais novo decide, ao jantar, escrever frases no tablet sobre o próprio jantar...

quinta-feira, 9 de março de 2017

Coisas que me deixam triste e aborrecida

Estou há muito tempo (3/4 semanas?) com uma dor na planta do pé esquerdo. É uma dor tramada ao acordar, quando poiso o pé no chão ou quando recomeço a andar depois de estar algum tempo parada. Depois, a dor pára e volta assim quando quer...
Tenho continuado a correr mesmo assim porque estou inscrita há muito tempo para a meia-maratona e correr faz parte da minha vida neste momento. (Uau, menos Tella, menos). Mas na terça, depois de um treino de reforço muscular, a dor tornou-se insuportável. Ontem tive de tomar brufen e Voltaren. Estava coxa e muito deprimida por causa disso. Tive de cancelar uma corrida e tudo. Fiquei ainda mais depré. 
Hoje já tomei 3 brufens e ainda sinto qualquer coisa. 
Faltam 10 dias para a prova que considero de fogo e ando eu aqui meia coxa e sem treinar. 
Nunca pensei que uma coisa dessa me deixasse tão triste. Bolas...

Quando é que sabes que os teus filhos estão crescidos? - VII

Tu sabes que o tempo não pára. As estações sucedem-se a um ritmo louco e a figueira das nossas traseiras relembra-nos disso constantemente: carregada de figos, acastanhada, morta ou em flor;  carregada de figos, acastanhada, morta ou em flor; carregada de figos, acastanhada, morta ou em flor. Mas não é só a natureza que o faz: são os cabelos brancos que avançam de uma forma galopante, as rugas que marcam cada vez mais profundamente o meu rosto, a minha constante vontade de permanecer em casa às sextas ou sábados à noite, as ressacas que duram dias, etc, etc, etc. 
Tu sabes que o tempo avança, sempre. 
Mas hoje é que levei com uma espécie de murro no estômago. 
O meu primeiro filho já está matriculado no segundo ciclo. Parei para respirar fundo e foram quase 10 anos que caíram em cima de mim em segundos. 

quarta-feira, 8 de março de 2017

Tudo uma questão de fé.

O Benfica levou agora o quarto golo do Dortmund e faltam 3 minutos para o fim do jogo.
O Pedro diz "só têm de marcar três golos para empatar!".
E é isso.

sexta-feira, 3 de março de 2017

A croma

Resolvi ver a cerimónia dos Oscares em direto, quase até ao fim. 
Digo quase porque quando os senhores disseram And the Oscar goes to "La La Land", pensei "pfff", desliguei a televisão e fui para a cama, mais morta do que viva. Já não havia paciência para discursos! 

De manhã, quando acordei e vejo no feed do meu FB que o Óscar tinha sido atribuído ao Moonlight (e bem atribuído, by the way!), o meu primeiro pensamento foi "meu deus, ando a perceber cada vez menos inglês e estou a ficar doida!".
E só depois é que percebi o que tinha acontecido e respirei de alívio!
Enfim, fiquei acordada até às tantas e não assisti à barraca ao vivo... e só eu sei o quanto gosto de uma barraca! 

quarta-feira, 1 de março de 2017

Quando queres muito que os outros vejam o que estás a ver, quando não percebes as opções dos outros, quando pensas o pior de vários acontecimentos, quando achas que és a única a ver a cena, quando achas que só tu é que tens razão (pois, eu sei, parece coiso), quando tudo isso não te sai da cabeça, começas a pensar que afinal és apenas a rainha do drama e que menos Tella menos. Tentas então racionalizar as coisas, pôr de lado as impressões, sensações, crenças e feelings. Queres então acreditar que és too much e agarras-te a isso, como se fosse uma verdade absoluta. "Menos Tella, menos" está sempre a ecoar cá dentro, como quem diz "deves pensar que sabes tudo".
Andas assim a tapar o sol com a peneira, como quem diz enganada, ofuscada, a assobiar para o lado. Mas na verdade, lá bem no fundinho, sabes que o aperto no peito e a constante preocupação são os sinais que te continuam a fazer crer que algo não está bem, que há algo de podre no reino da Dinamarca.
E tu só queres desligar e não consegues. Que seca por vezes esta minha cabeça!