domingo, 19 de março de 2017

Da saga "Run Tella, run"

Cheguei ao fim da prova. 
O Voltaren ao pequeno-almoço e o Brufen na partida não acalmaram as dores no pé. 
A partir do km 5, fiz uma pausa para ir à casa de banho e também para fazer uma quebra no meu ritmo. Estava a ir demasiado rápido e sabia que assim, não conseguiria chegar ao fim. 
Por causa do pé (esquerdo), comecei a fazer mais força na perna direita e ao km 10, comecei a sentir uma coisinha na coxa direita. Que merda. A partir do km 15, foi muito difícil e aí, decidi correr 1 km e andar 200 metros. 
O sol quente, a inexistência de pessoas a torcer por nós nas ruas, a paisagem fraquinha tornam a prova chata e difícil. Árida, como disse a Carolina. 
Ao km 18, a dor no pé e coxa, o cansaço, a música que a banda estava a tocar (e nem me recordo que música era), desatei a chorar. Não foi assim baba e ranho mas foi uma grande emoção, não sei explicar. 
Na reta final, na meta, oiço "Tella" "mamã" e nas bancadas, o meu mundo: os meus filhos e o pai cá de casa. Não aguentei e a emoção deu conta de mim. Nem me apercebi, por isso, que já tinha acabado a prova e continuei a correr. 
Mas depois disso tudo, a sensação de "feito" é maravilhosa, assim como a de superação. Mesmo. 
O meu tempo: 2h22 ( no meu relógio. O tempo oficial ainda não o tenho).

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