domingo, 29 de maio de 2016

Afinal foram 28km

Foi bom mas difícil. Entre o km 16 e 22, estive sem força psicológica para ultrapassar as coisas. Trouxe comigo uma voz cá que me fazia querer parar. Ainda verbalizei em desistir (que vergonhaa!) e pensei nisso algumas  vezes. [Mas convém dizer que estava meio constipada e que tive febre na noite da prova, claro. ]
E depois, ao km 22, num abastecimento, bebi uma  bebida energética e pensei "bora lá acabar que estou farta" e tive  mais resistência ou força ou vontade.
Notas:
- caí, coisa pouca, já quase no fim, a descer;
- a Carolina esteve sempre a puxar por mim quando encontrei "o muro", "a parede", "a barreira psicológica";
- demos as mãos para passar juntas a meta;
- a prova de 23km passou a ser de 26 quando lá chegámos e no meio da prova, informaram-nos que era mais:28km. Filhos da mãe.
- houve momentos em que subimos trilhos difíceis e tinham de ser feitos a andar mas o que retenho foi o silêncio dos atletas. Subimos em silêncio absoluto. Na serra de Sintra, nesses momentos, só se ouviam pássaros e a respiração de quem estava a dar tudo para subir ao ponto mais alto de Sintra.
- o momento Lost da Carolina foi também maravilhoso.
Foi difícil, é certo. Mas foi bonito. 

Da saga "Run Tella, run"

São 6h00 da manhã (aaaaaaah), acordo para um trail de 23km (aaaaaaah) e tenho esta mensagem. (oooooooh)
O pai cá de casa é uma coisa boa da minha vida, sem dúvida!

sábado, 28 de maio de 2016

Desabafo de quem acabou de levar um soco na barriga

Ao longo da nossa vida, encontramos pessoas de todo o género.
Afeiçoamo-nos mais a umas do que a outras. Umas ficam na nossa vida uns tempos e depois seguem um rumo diferente. Outras ficam um segundo e queremos mesmo que elas sigam um caminho diferente. E depois há as outras, aquelas pessoas que vão ficando ano após ano. Com estas pessoas, criam-se laços de amizade, como bem sabeis. Tornamo-nos íntimos, próximos, leais. Feliz ou infelizmente, não sei, há poucas pessoas nestas condições na minha vida. São pessoas a quem posso chamar "minhas pessoas".
Uma dessas pessoas já me tinha desiludido há uns tempos mas enfim, perdoei, relativizei e embora dissesse que ela coiso, quis que ela continuasse minha pessoa. Hoje, percebi de uma forma quase dolorosa (e a serio que estou quase a desatar a chorar e que me doí o peito) que essa pessoa também seguiu por outra via, que não foi leal quando o devia ser, nem próxima, nem nada. Até estou com o sentimento horrível que fui usada... Se eu contasse a história toda, alguns iam pensar "mas que cena mais adolescente!". Talvez tenham razão mas para mim, uma das minhas pessoas desapareceu definitivamente e isso, bolas, custa como o caraças.

quarta-feira, 25 de maio de 2016

Post sobre comida

O meu grupo de partilha de comida anda ao rubro. Andámos cada vez mais atentas ao que comemos. Experimentamos o que vemos no Instagram, adquirimos alimentos que nem sempre sabemos cozinhar mas como ouvimos dizer que é saudável, compramos. Estamos assim, rendidas à coisa. Eu penso sempre em tudo o que como, é incrível. Há quem diga que é radical. Que seja, quero lá saber!
Bem, mas voltando ao grupo-maravilha do whattpp...  Queremos MESMO chegar aos 40 hiper mega saudáveis (sim, porque giras, já o somos! ) e a que já está nos 40 quer chegar aos 50 ainda mais saudável do que nós. Umas correm, outras fazem natação e há umas que acordam de madrugada para fazer ginástica. Somos, vamos ser sinceras, umas cromitas!
Relatar tudo o que como, tirar fotos a rótulos ou aos pratos de comida é uma coisa perfeitamente normal em casa. Por isso, muitas vezes, o Pedro pede-me para tirar foto às "papas do Pedro" (iogurte natural, framboesa, aveia e um fio de mel) ou o Tiago ao seu  lanche preferido (iogurte natural, granola e morangos) para partilhar com as minhas amigas. 

Hoje, ao PA, fiz batido de Kefir com dióspiros (ainda tenho o congelador cheio deles), banana e sementes. No carro, o Pedro lembrou-se e de repente informa-me "mamã, não tiraste foto ao batido hoje de manhã!". Uma cara entre o horror e a surpresa! 
Adorei!
 

Amanhã é feriado!

Viva a gerigonça! 

[ E é isso]

domingo, 15 de maio de 2016

38 - sempre gostei de números pares

Fiz anos ontem.
Sei a teoria toda. É bom fazer anos porque é sinal que andamos por cá e isso é incomensurável. Eu sei e sinto tudo isso mesmo, até porque tenho filhos maravilhosos, um pai cá de casa sempre sempre ao meu lado, uma família até de quem gosto e os amigos de sempre sempre presentes. [E dois gatos].
Mas porra, envelhecer, ter cabelos brancos ou marcas no pescoço ao acordar, estar de ressaca mais dias que o normal, ver rugas no contorno dos olhos e perceber, sobretudo, que já vivemos metade da nossa vida é uma coisa que me anda a aborrercer. Ultimamente ando demasiada consciente disso e não aprecio a ideia de envelhecer. Quase que tenho medo.

Mas pronto, sim, parabéns para mim.

terça-feira, 10 de maio de 2016

O que se tem ouvido por cá?

Por aqui, ouve-se música aleatoriamente. Não temos assim um género ou uma banda que estejamos sempre a ouvir*. Quando há um álbum que sai e se gostamos muito dele, ouvimos muitas vezes mas depois passa, como foi o caso do último CD  dos Arcade Fire e Deolinda (sendo que os miúdos adoram Deolinda!). De resto, ouvimos música. Ponto. Escolhemos uma playlist do Spotify e siga. 

[Ao jantar, houve um momento em que ouvíamos muito os Queen para que os rapazes conhecessem e gostassem dos clássicos. Resultou.Também tivemos a fase dos D.A.M.A. para que o pai cá de casa e eu conhecêssemos  banda da moda dos pequenos. Mas pronto, acabou, os pais conhecem mas ...não!]

De repente, a partir de um programa na Antena 3, ouvimos o Samuel Úria e WOW! Como é que eu não conhecia o artista? Estou rendida a ouvir as músicas dele e que bonitas que elas são! 


segunda-feira, 9 de maio de 2016

Tabaco

Fumei, como já o disse aqui, o meu último cigarro no dia 1 de agosto de 2015. 
Nunca mais toquei num cigarro desde então. Houve momentos em que me apeteceu mas foram momentos muito curtos, que ultrapassei com mais ou menos dificuldade.
Houve uma fase da minha vida em que estive quarto anos sem fumar e depois, iludi-me com aquela coisa "é só um". Pff! Foram mais 5 anos de vício, com vários cigarros diários. Por isso, sei perfeitamente que quando somos fumadores uma vez, somos fumadores para sempre e que a recaída espreita em cada esquina.

Mas desta vez, é diferente porque quando me lembro de mim, não me lembro de mim fumadora. Quer isso dizer que tenho a sensação que nunca fumei na vida e esse sentimento é inédito. 
Isso só pode ser um sinal que a recaída afinal já não espreita em cada esquina ? Que estou livre?

domingo, 8 de maio de 2016

A série do momento

Enquanto estamos à espera da nova temporada do WD e já que o GoT só nos entretém uma vez por semana, resolvemos ver o Shameless.
E é ótima.

sábado, 7 de maio de 2016

1° TPC do Pedro

E estava tão contente!!
[Que este contentamento se mantenha sempre!]

terça-feira, 3 de maio de 2016

Referências

Dizia-me o meu Tiago que é o único na escola que pede "leite de vaca" ao lanchem  Os colegas pedem "leite simples" ou "leite com chocolate". Acrescentou que foi a funcionária que o chamou à atenção sobre o pormenor, dizendo que não havia outro leite sem ser o de vaca.
Ele a sorrir disse-me "Cá em casa, há muitos leites e lá não."

[Tanto que há uns anos, o Tiago me perguntou se o leite das minhas mamas era de vaca ou de soja!!]

domingo, 1 de maio de 2016

Saga "run Tella, run"

Inscrevi-me na corrida 1°de maio. A Carolina adoeceu e não foi. Confesso que nem me passou pela cabeça não ir. (E isso diz tanta coisa sobre a Tella, pós corrida)
Foi bom. Corri bem e muito, para mim. 15km num bom ritmo:5,44/km.
Logo na saída, estava com muita energia e força. Ao entrar nos túneis do campo grande, deixei a amiga que foi com o dorsal da Carolina para trás que só me dizia "vai vai!". Fui, fresca, leve e a dar sorrisos e a bater palmas a quem me batia palmas. Eles puxavam por nós e eu retribuía sempre com um gesto. Tão fixe. Na rua do ouro, um corredor informou-me que estávamos no km 8 com 42 minutos. Uau, pensei cá para mim! Aconselhou-me a ir agora mais devagar porque íamos entrar no inferno. E tinha razão: rua Almirante Reis, bolas pá, tão mas tão difícil, com sol a queimar ainda por cima. E comecei a sentir que estava  a fraquejar, a querer parar. Bebi um gel e lá ganhei força mas ao km 12, desculpei-me com " vou andar um pouco para beber água ". Ao fim de 10 /15 segundos a andar, uma senhora, com voz grossa, começou a dizer "não desistas, estás quase, bora, corre comigo". E pronto, bastou isso e voltei a correr. Estive com ela mais um km. Depois ela foi ao ritmo dela e eu ao meu, até à meta.
E foi bonito, como sempre.
Se consigo correr 15km, com sol quente, consigo tudo.
Perguntaram-me hoje por que razão corro. Não disse o que realmente queria dizer. Corro por variadíssimos motivos mas sobretudo porque me dá força interior. 8 meses de corrida fizeram mais por mim do que um ano de psicoterapia. Dei-me forças para tudo, até para me reconstruir. Os meus alicerces estão muito mais sólidos agora.

Run Tella, run

O pai cá de casa foi para os copos. Chegou há pouco mas antes de se deitar, deixou-me esta mensagem.
Não parece mas esse pedaço de papel é capaz de me dar força no último km!