segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

And the Oscar goes...

Embora não tivesse visto todos os filmes nomeados (falta-nos ver um, o Fences), a minha escolha vai para Manchester by the Sea. 
Mas please, Academia, tudo menos o La La Land. [Não percebo tanto alarido com o filme.] 

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Quando é que sabes que tens filhos crescidos? VI

Quando a escola te envia um e-mail a informar dos prazos para as inscrições dos alunos que frequentarão o 5ºano no próximo ano letivo!

(O liceu senhoras, o liceu! Deixem-me beber um chá de camomila para acalmar!)

domingo, 12 de fevereiro de 2017

Workout@home

Quando comecei a correr na ilha, no saudoso verão de 2015, fazia também exercício. Depois de 2 (ou menos) km a morrer, ie, a correr, fazia flexões, agachamentos e afins. Lembro-me que no segundo dia, a virilha prendeu quando tentei dar um passo. Foi doloroso. 
Entretanto, fui melhorando a corrida e não aderi à ginástica. A Carolina lembrava-me sempre que tinha de fortalecer os músculos, "como na ilha", que a corrida precisa dessa aliada para evitar lesões e correr mais. A MaryQA também me incentivou, já que antes do baby3 nascer, fazia exercício em casa com o seu Shawn. 
Encontrei uns vídeos no YouTube de Workout for runners e uns vídeos PopSugar (a sério, é mesmo assim) e vou fazendo coisas em casa. É ainda coisa pouca, uma ou duas vezes por semana, mas faz-me sentir mais determinada. 

[O Pedro, com o seu físico de sempre, de menino sem percentil (ou percentil 0, vá), faz ou quer fazer algumas coisas comigo mas eu não deixo e mando-o  embora. O Tiago só me acompanhou no início, durante um minuto apenas e nitidamente para gozar comigo.]

[E sim, é treino puxado em alguns casos, deixando-me muitas vezes com dores musculares!]

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Hoje estou um caco

Depois de ter acordado às 6h30, de ter orientado as coisas em casa antes de sair, de ter trabalhado, de ter corrigido testes à hora de almoço, de ter recebido Encarregados de Educação à tarde, de ter feito o jantar antes das 18h, de ter corrido 14 km com a Carolina, de ter arrumado a cozinha, decidimos ver o Manchester by the Sea. 
E foi este filme senhoras, aquela realidade crua, aquela interpretação genial, aquela agitação constante, aquela dor permanente, aquela densidade emocional que deram cabo de mim. Hoje, ainda estou ko por causa disso e até acho que sonhei com o filme.
Brutal.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Aquele momento em que ....

... só me apetece dizer palavrões depois de ouvir um "olá, tudo bem e tal. Olha, quando é que pintas o cabelo?"
Pumba, que uma colega quando não fala contigo há meses, sente logo necessidade de te dizer coisas realmente importantes e simpáticas, sem dúvida. Só que não! 

Apre! Não entendo a fixação em torno dos meus (muitos) cabelos brancos. A sério.

Há mais do que a mãe em mim

Querem sempre saber histórias sobre nós na idade dele, mas nunca me perguntaram assim nada objetivo até que na semana passada, o Tiago quis saber o que queria ser quando era pequena, quais os meus sonhos na idade dele.

Pois bem, sonhos sonhos, não sei se tinha ou pelo menos não me lembro.
Queria ser Médica Sem Fronteira para ajudar os meninos na Etiópia, que apareciam esfomeados na nossa televisão. Depois, deixei-me de altruísmos e quis ser como o Indiana Jones, uma arqueóloga a viver mil aventuras e encontrar tesouros perdidos. Durante muito tempo acalentei este sonho...Ah, o Harrison Ford, quando eu era uma criança, tinha esse fascínio em mim! Mais tarde, enfim, se calhar mais crescida e menos sonhadora, quis ser professora de história, disciplina que sempre adorei (e adoro). 

Eles nem queriam acreditar que havia uma aventureira em mim, uma exploradora, uma heroína corajosa pronta a ajudar os outros num pais distantes. Aos olhos dos meus filhos, devo ser muita coisa, a mãe afetos que ama, brinca e provoca emoções boas, a mãe preocupada, a mãe que se passa [aka a mãe louca que berra muito] e claro, a mãe chata que repete as mesmas coisas "cuidado meninos", "vão lavar os dentes" ou "rápido,  rápido!". Entretanto, revelo-lhes coisas desse género, e eles percebem que houve (há?) uma criança intrépida como eles em mim e os olhos deles brilhavam a ouvir-me. Devem ter pensado "uau, a mãe foi mais do que a nossa mãe!"
Fiquei a pensar na nossa conversa. É bom desmistificar quem eles pensam que somos ou fomos. Desconstruir-nos e/ou voltarem a construir a imagem dos pais assente numa realidade e não numa perceção é importante. Torna-nos mais normais e também mais próximos.

domingo, 5 de fevereiro de 2017

Quando é que sabes que já tens filhos crescidos - V (e que tu já tiveste um espírito mais jovem)?

Quando numa sexta-feira à noite, vais para a cama às 22h00 e deixas o pai cá de casa e os filhos na sala a jogarem FIFA 2017...

Sonhar

Sonhei a noite toda que estava não sei onde e que estava a fumar cigarro atrás de cigarro. E sabiam bem, muito bem. No sonho, pensava para mim "não voltei a fumar, é só hoje"! Tento enganar-me a mim mesmo nos sonhos...até nos sonhos! 


Uma vez fumadora, fumadora para sempre. 

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Estudar com os nossos filhos

O meu filho mais velho está mais autónomo nessa coisa da escola. Faz os TPC sempre de forma responsável e nunca tenho de lhe dizer que tem de os fazer. Um descanso este 4° ano no que diz respeito aos TPC, que são sempre poucos, com a graça da senhora professora.
No entanto, nas épocas de testes, quer a minha ajuda. E eu ajudo-o, pois claro. E faço com um certo prazer. Gosto de estudar português, de ler textos, de perceber que ele o percebeu, de escrever textos a meias com ele, de lhe fazer perguntas de gramática (e o meu rapaz sai-se tão bem na gramática). Aprecio estudar inglês porque tentamos falar só inglês um com o outro e é muito giro. Também gosto de Estudo do Meio, que este ano é sobretudo história, disciplina que sempre adorei. 
E depois temos a matemática. Pfff, disciplina que é quase venerada na nossa escola mas que eu pfff, coiso.
Não sei precisar exatamente em que fase da minha vida em que a matemática passou a ser um enorme X, uma incógnita absoluta e nem as explicações no 8° ano me fizeram apanhar o comboio dos números. Eu, Tella Marie, assumo aqui perante vós, caras e caros leitores, sou uma nulidade no que diz respeito ao raciocínio matemático! Algoritmos, frações (simples), perímetros , áreas e pouco mais. O básico do básico, estão a ver?
Mas voltando ao meu Tiago e ao seu estudo... Estudar matemática com ele complica-me o sistema. Ele pergunta-me qualquer coisa e oiço-me dizer que sim, quando nem sei se sim, se não, se o camandro! Há qualquer coisa em mim, quando se fala dessa disciplina, que desliga, que complica. Os números toldam-me o discernimento. Ao fim de alguns momentos, digo-lhe "o pai trata disso contigo", desculpando-me com o jantar, os meus testes para corrigir ou até limpar a areia dos gatos! Sim, sempre saídas airosas! Sim, qualquer coisa para fugir das medidas de comprimento, das situações problemáticas, das leituras de classes dos números e afins. 

[Espero que nenhum deles seja como eu, que às vezes receio que essa incompatibilidade com os números seja genética!]

[E aqueles problemas que metiam comboios que saiam às X horas da estação A e que se cruzavam com o comboio Y às tais horas? Sinto a pulsação a acelerar quando me lembro deles.]