terça-feira, 18 de julho de 2017

Quando é que sabes que tens filhos crescidos? XIII

Quando andas com as Havaianas do teu filho mais velho, uma vez que já calçamos o mesmo número. 

quinta-feira, 13 de julho de 2017

As mães, os ginásios e a culpa (sempre presente na vida de uma mãe)

Em março, depois da meia-maratona, o meu pé obrigou-me a uma pausa longa. Comecei a descompensar, a comer muito e sobretudo a pensar que ia ficar sem vontade de correr ou de fazer desporto. Uma verdadeira neurótica. 
No dia 17 de abril, pesei-me, tirei uma foto em soutien em frente ao espelho da casa de banho e fui inscrever-me no ginásio. 
No início, senti-me intimidada pelas pessoas que, aparentemente, se conheciam bem; pelos músculos XXL, pelos corpos fit's das miúdas mais novas e sobretudo pelos valores dos pesos que levantava versus os pesos levantados pelos outros. Mas a vontade de reforçar a massa muscular para prevenir futuras lesões na corrida falou mais alto que a vergonha e não me deixei afetar por essa neura. 
Fui todos os dias ao ginásio menos no dia da criança e ontem (uma espécie de ressaca dos anos do pai cá de casa). Acreditem que não foi fácil. Inicialmente, sentia-me egoísta por estar a usufruir de uma hora por dia só para mim, deixando os meus filhos em casa. Estava no ginásio a pensar que tinha de despachar tudo super rápido para ir ter com eles, coitadinhos, abandonados sem o meu carinho, sem a minha presença. Estava no gym quase sempre em sofrimento. Que neura! Sabia também que se não fosse, ia ficar lixada comigo, com eles e que o pai cá de casa ia apanhar por tabela. Outra neura, está visto. 
Aos poucos, ou talvez depois da Carolina ter dito que era um falso peso na consciência, que era a sociedade a martelar que uma mãe não podia ter tempo para ela, fui deixando essa ideia de lado e passei a ir sem culpa, sem complexos e com maior prazer. Efetivamente não sou nem pior nem melhor por ir ao ginásio e usufruir de uma hora só para mim. Não é essa hora que me determina enquanto mãe. Sei - e isso é extremamente importante -  que sou mais fácil de aturar quando vou e tenho mais paciência também para os aturar quando regresso. Deixa de haver tantas neuras portanto. Maravilha. 

Saber lidar com a culpa é coisa que me faz ver que estou a crescer...

[Nota: se eu fosse uma blogger da moda, punha a foto do antes (17/4) e depois (hoje) para sacar montes de propaganda desportiva da Prozis, myprotein, Nike e afins por causa do transformação do meu corpo.De facto, é incrível como é que ele se modificou tanto. Como sou a Tella, não ponho foto nenhuma, que os azulejos da minha casa de banho são horríveis e não quero que vejam!]

sexta-feira, 7 de julho de 2017

Fácil chegar, difícil partir

Cheguei à Castanheira.
Não há imagens na televisão que nos preparem para este cenário desolador. Nao encontro palavras para descrever a desolação. Dói a alma. 
A estrada nacional que liga Figueiró à Castanheira é terrível. É impossível não se emocionar perante tamanha tragédia.
As pessoas sentem necessidade de falar do medo que sentiram, das pessoas que perderam, do caos que viveram. No fim das conversas, há sempre qualquer coisa como "as pessaos têm de vir para cá para tentarmos seguir com a nossa vida".
O inferno existe e andou por cá. 

sábado, 1 de julho de 2017

Sabem qual foi o meu anticlímax de ontem?

Sair da festa da primária, com o meu "finalista" que se emocionou ao despedir-se do 1°ciclo (e cujas lágrimas vieram emocionar-nos também muito) e ver o nosso carro em cima de um reboque, pronto para ser transportado para um parque de EMEL. 

dasssssse, eu sei. Também o disse várias vezes. 

Quando é que sabes que tens filhos crescidos? XII

Quando o teu filho mais velho se despede da primária.

[Foi ontem]