domingo, 31 de julho de 2016

Do blog

O meu blog é aberto. Já o fechei uma vez mas para mim, faz mais sentido que esteja aberto. No entanto, este facto condiciona-me a escrita . Haverá colegas  a ler-me? A vizinha? A amiga da colega de quem nem gosto muito?
Posso falar abertamente da(s) professora(s) dos meus filhos? Posso contar aqui que uma delas enviou TPC para as férias e que me passei nessa reunião e disse que o meu filho não o faria porque está de férias!
Posso falar abertamente do local onde trabalho? Dos colegas mais próximos? Daquela colega que, irra, me enerva até mais não? Daquele familiar que, ó céus, é infelizmente meu familiar? Do que realmente sinto sem que alguém, um dia, me mande isso à cara?

Há muitos anos, ainda postava fotos nossas aqui, uma leitora cuja filha andava no mesmo infantário que o Tiago, reconheceu-me e disse "és a Tella, leio o teu blog". Foi assustador e foi o fim das fotos.

Às vezes pergunto-me se não devia acabar com este espaço, agarrar numa caneta e num caderno e continuar à moda antiga. Seria muito mais verdadeiro?

sábado, 30 de julho de 2016

Deles

Eles já andavam a pedir isso há muito tempo. Hoje acedi! Tenho dois rapazes com penteados à la CR7.

A lição de hoje é portanto "nunca digas nunca" ou acabas por engolir as tuas próprias palavras!

Dos meus filhos - post para reler dentro de alguns anos

Regressaram à casa depois de 4 semanas com os avós. A sogra tinha como objetivo engordar o Pedro e trabalhou muito para isso. Conseguiu. Nunca esteve tão gordo (dentro da sua magreza, claro!) como agora.
Mas dizia eu, que me perco nesta conversa de peso do Pedro - o trauma persiste - que eles regressaram felizes, crescidos, morenos, loirinhos, espertos, engraçados e tão afetuosos. Embora estivesse com eles todos os fins de semana, senti saudades. Por isso, hoje foi um dia em que os abracei muito, em que senti que estava (ainda mais) apaixonada por eles, uma espécie de coiso no peito, muito idêntico àquela onda de amor que nos atinge em cheio (e que nos deixa desnorteadas) quando nascem.
Que sorte que tenho em ser mãe deles, a sério. Enchem-me tanto.

[E sim claro, ainda não houve nenhuma birra nem nenhuma cena entre eles que me tira do sério! E sim, hão de fazer já amanhã e vou passar -me (ou não) mas agora, não interessa nada. ]

sexta-feira, 29 de julho de 2016

quinta-feira, 28 de julho de 2016

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Do Instagram

Aquele momento em que o Luíz Carvalho, fotojornalista da nossa praça e ainda por cima fotógrafo de um dos meus escritores preferidos*, faz um like numa foto minha no Insta!  
Estou histérica!
É isso.

 [* Manuel Alegre] 

 

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Constatação

Fomos festejar os 40 anos do pai cá de casa no sábado à noite. Deitámo-nos quase à hora que devíamos acordar (e ir correr, por exemplo) e sem grande doses de álcool, reparem. Hoje, 12h41, estou no trabalho mais morta do que viva, ainda.
Bolas. 

terça-feira, 12 de julho de 2016

CAMPEÕES! (Ainda sobre o Euro 2016)

Já toda a gente disse o que tinha a dizer sobre o Euro 2016, mas ainda assim e correndo o risco de ser repetitiva e cair nos vários clichés, também eu quer dizer o que sinto sobre o tema.

O futebol, para mim, assenta em crenças irracionais, completamente primitivas, superstições do arco da velha: a camisola n.10 tem de ser vestida; a sogra não pode sentar-se no sofá porque os adversários aproximam-se sempre, nessa hora, da nossa baliza; se eu fizer dois agachamentos seguidos agora mesmo, o perigo foge; se agarrar no meu Pedro e disser que vão marcar, eles marcam, porque uma vez resultou...and so on...
Domingo, às 20h00, depois de um arrepiante hino em que tivemos todos de pôr a mão no peito, em que ensinámos aos filhos que assim é que se fazia, senti que íamos ganhar. Porquê? Pela Elsa! A Elsa adorava, delirava, respirava futebol. E por ela, com ela, por causa dela, íamos ganhar, uma forma de repor um pouco de justiça com ela, de escrever um pouco mais certo por linhas hiper tortas. Partilho quase esta certeza com o meu grupo de amigas. Três dizem exatamente a mesma coisa, também elas pensaram a mesma coisa. Não há coincidências, não há. Uma crença irracional, mas quase palpável. 
O jogo é o que sabemos. Arranjaram forma de lixar o Cristiano e aí já era muita coincidência, Portugal vai ganhar pela Elsa e pelo nosso CR7. A borboleta (sim, aquilo não é uma traça, não me lixem!) é mais um símbolo. 
Foram vários gritos, várias caralhadas, vários agachamentos e o golo do Eder, que para mim, era gajo que não corria nada porque só o conhecia do último Mundial...
E que golo*, pá, o momento de gritos, de abraços, de lágrimas e de um salto meu para o colo do pai cá de casa como nunca houve. Os minutos seguintes vividos da mesma forma que os restantes portugueses...mas com agachamentos (não fosse o diabo tecê-las e ter de ir a penaltis...). Apito final. Campeões. Campeões. Campeões. 
Ronaldo levanta a taça e as lágrimas caem-me. Pela Elsa, por Portugal, pelo meu pai que foi trabalhar cabisbaixo depois da meia final contra a França em 1984, pelos milhares de imigrantes que chegaram à França nos anos 50/60 a viver nos bairros de lata onde o meu avô também viveu e que, cabisbaixos, foram trabalhar nos empregos que os franceses não queriam (nem querem agora), pelos imigrantes que são da segunda e terceira geração, que não sabem sequer falar a língua de Camões, apenas a de Voltaire, mas que se embrulham numa bandeira Lusa e que gritam "às armas, às armas" e pelo meu Pedro, a quem agarrei e disse "tens 6 anos mas vais lembrar-te sempre do dia em que viste a tua mãe e o teu pai loucos, aos gritos, felizes, o dia em que Portugal foi campeão", por todos nós que passamos a acreditar que sim, podemos.

E depois fomos para a rua que tamanho feito tem de ser partilhado, comentado e festejado em grupo. E relatado aqui.

*Quando o Eder recebe a bola, estava a fazer o meu segundo agachamento...True story

domingo, 10 de julho de 2016

GANHÁMOS

1984 foi vingado.
PORTUGAL ALLEZ!

sábado, 9 de julho de 2016

Hoje, é novamente um dia muito triste

Primeiro foi a Joana, a minha Joana, que não sendo minha, passou a ser depois de morta, vítima de um cancro.
Hoje, dia 8, foi a minha Elsa, a minha ruiva, a minha red, que não sendo minha, passa a ser minha depois da sua morte, também ela vítima de um cancro.
Também ela deixa um filho, sozinho e assustado. E a minha cabeça só pensa nessa criança.
E minha Elsa era uma força da natureza, uma mulher com pêlo na venta, uma mulher que dizia caralhadas, como eu. Era uma mulher que sempre foi em busca da sua felicidade. Teve dificuldade em encontrá-la. Caiu mil vezes mas levantou-se outras mil. Procurou, procurou e quando a encontrou, quando serenou, a vida pregou-lhe uma partida. Foi-se. Morreu.
Não há como embelezar a morte. Acabou-se. 
Hoje fui beber  com o pai cá de casa. Quis embriagar -me. O primeiro brinde foi feito por ele para ela.  O último foi feito no Botequim, na Graça, onde fui com ela pela primeira vez há uns anos e  onde me disse, numa fase da minha vida muito conturbada e louca, qualquer coisa como "Hoje decides tu. Tens de decidir e impor -te". 
A minha Elsa foi embora. A nossa Elsa foi-se. A ruiva do meu coração partiu e dói muito.
Hoje o meu coração está triste. O nosso coração está triste.
Também está revoltado. A sério, ó vida, fizeste isso já a duas amigas minhas e tens mais uma em lista de espera com cancro da mamã? A sério? A vida é assim injusta.
Caralho pá, caralho.

sexta-feira, 8 de julho de 2016

Julho - mês 7

...e apenas 7 livros lidos em 2016.
E por achar muito pouco e uma verdadeira vergonha, fui inscrever-me na biblioteca da zona. Os prazos deles obrigar-me-ão, de certeza, a ler mais.

quarta-feira, 6 de julho de 2016

As memórias que a bola me traz

(Faltam 32 minutos para o jogo Portugal-País de Gales)

Em 1984, tinha 6 anos e vivia em França.
Em 1984, Portugal e França defrontaram-se num jogo memorável.
Ali, em campo, era a nossa terra vs a minha terra. Não me lembro por quem torcia, nem nada disso. Lembro-me apenas do meu pai querer que Portugal ganhasse, para mostrar aos franceses que conseguíamos ser superiores a eles. O meu pai, que, naquela altura correspondia ao cliché do emigrante, trabalhava nas obras. Queria, sei-o agora, mostar que sim, podiam ser trolhas e vencê-los, um pouco como o outro, "que se foda ser emigrante e ter trabalhos desse género se ganharmos".
Num tempo em que as chamadas telefónica para Portugal eram caras, logo raras e curtas, vi os meus pais ligarem para a família em Lisboa a comentarem o jogo, a acreditarem que sim.
Lembro-me da alegria, dos pulos de contentamento da minha mãe, das lágrimas do meu pai, quando Portugal marcou o segundo golo , acho que já no prolongamento. E também me lembro da tristeza e das lágrimas quando a França deu a volta e ganhou.
Tenho presente o meu pai, ao telefone com o irmão ou cunhado, não me lembro, a desabafar, triste.
No dia seguinte, talvez mais cabisbaixo do que o normal, agarrou no seu farnel e foi trabalhar, subserviente como devia ser um "maçon portugais " en France.
Aquilo foi mais do que um jogo de bola, sem dúvida.

As memórias que a bola me traz ...

Lido algures na net

Um dos melhores hastags para honrar a seleção Portugal:

#jesuissafoda

E "a menina", hein, onde está?

Aqueles momentos em que te atendem, em diferentes estabelecimentos comerciais, com a expressão "E a senhora, o que vai desejar?"

Pfff

sábado, 2 de julho de 2016

Pedro & Tiago vintage


Último dia na infantil

Na quinta -feira, despedimo-nos da secção da infantil do colégio. Despedi-me emocionada da educadora e da coordenadora. Mas despedi-me sobretudo do espaço. Aquele sítio é fantástico. A dinâmica das educadoras, das auxiliares, de todos, é uma coisa que se sente. São toneladas de energias positivas, de sorrisos e de brincadeiras. Os nossos filhos entrem e saiem de lá sempre felizes. Sente-se a boa onda e contagia-nos. Não é uma escola perfeita (porque não existem) mas anda lá perto. Não tenho nenhuma reclamação, nada a apontar. Aliás, houve um dia, há pouco, em que o Pedro se magoou e perante a hipótese de ter fraturado o braço, decidimos levá-lo ao hospital. Um educador entrou no carro comigo e com o Pedro ao colo, dizendo "também vou" e a educadora dele também veio comigo, no seu carro, quase a escoltar-me. Gente fantástica.
Despedir-me de homens e mulheres que tratam tão bem dos meus filhos é coisa para me deixar com um nó na garganta.

Com isso tudo, o meu pequeno, o meu Pedrocas, o meu bebé, vai para a primária!
Já? Outch.