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O blog em 2025

E este blog, que começou em 2007, tem, como  sabem, ou não, direito a honras no final do ano. Em 2025, os posts mais lidos foram: 1.  Fim de ciclo - a prova que as pessoas estão perpetuamente à procura de mudança, pena não conseguirem retirar nada deste post, como sempre.  2. O r apaz tem uma balanite - post de 2009 que,  anos após ano, está no top de posts mais lidos. O post mais fake de todos os tempos. Suponho que o querem ler para tirar dúvidas, só que não serve para nada.  3. Vizinhos - post inspirado de outros blogs que (re)descobri em 2025. Ainda agora me emociono a ler o que escrevi.  Em 2025, houve 43 comentários, provando que este blog é sobretudo mais um monólogo do que um espaço de conversa. E está tudo bem assim. Não sei quantas pessoas me acompanham desde o início, nem quantas andam por cá por hábito ou acaso. O programa blogger diz que houve 58 000 click neste canto, que até podem ser todas da mesma pessoa - duvido dessa ideia e do numero t...

Os livros de 2025

Li 32 livros em 2025.  Menos do que nos anos anteriores. Dou por mim a perder tempo da minha vida a fazer scroll até ao infinito. Que torpor, eu sei. Que praga.  Li 32 livros do princípio ao fim, mas comecei outros, que abandonei por não gostar, por não querer lidar com ou não ser o momento: "Como morrem as democracias? ", "Por dentro do Chega", 'Gaibéus" de Alves Redol ou "A Balada da Praia dos Cães" de José Cardoso Pires.  Deve haver mais três ou quatro, mas não me lembro ou só li meia dúzia de páginas, mas o suficiente para encostar. Houve um momento do ano em que não me apetecia nada.  Li 22 livros escritos por mulheres e somente 10  escritos por autores portugueses. Li 2 livros físicos.  Tenho na mesa de cabeceira um livro físico- Canção do Profeta - há meio ano e que quero muito ler, mas o facto de não ser em formato digital faz com que não o leia . Doideira, eu sei.  Li dois livros em francês.  "A Sibila" foi o livro mais desafian...

De 2025 [editado]

Janeiro demorou a passar, deixando-me quase à beira da depressão. Alongou-se demasiado em 2025, mais do que nos anos anteriores.  Por outro lado, os restantes meses passaram num ápice, mais do que os anos anteriores. O tempo é um fenómeno bizarro e só lhe dei  valor ou atenção a partir de uma certa idade. Em 2025, estive sempre atenta à sua passagem. Atenta e atropelada também.  Como já o referi nuns quantos posts,  fui muitas vezes atropelada pelo tempo. Envelheci?  Envelheci!  Eu e o pai cá de casa envelhecemos! Gosto de acreditar que mais ele do que eu, mas cá no fundo, sei que ambos, eu mais numas coisas e ele mais noutras. Estamos quase iguais, mas sente-se que estamos diferentes. Por fora, estamos com as rugas e os cabelos brancos de quem caminha para os 50.  Sendo "o tempo uma roda que passa por todos" [frase da minha avó Aida], os meus filhos tambem cresceram, mas nem sempre o crescimento deles foi sinónimo de amadurecimento.  O meu filho,...

Preparativos

 Cada um fez preencheu um cartão de bingo com 16 frases que poderão ser ditas no dia 24 e 25. Temos algumas em comum.  Estivemos a ler o que escrevemos e rimo-nos muito.  O vencedor recebe as nossas felicitações. 

Livro 32 - 2025

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 "Astérix na Lusitânia" - Fabcaro e Didier Conrad Sei que há muita gente que deixou de ler os novos Astérix. Sou, encore et toujours, uma fã dos heróis gauleses com quem cresci e tenciono ler tudo o que sair... Neste álbum,  há gags, muitos clichés, pormenores giros (como um pequeno a jogar a bola com uma camisola VII ou um preso MCMLXXIV a gritar "o povo unido jamais será vencido"). A história, no entanto, é fraca e falta mais astúcia ao Obélix, não sei.  (A tradução usa (e abusa) de "oh pá": todas as personagens lusas o usam como bengala linguística. Estou curiosa para ler o original e ver qual é a expressão usada em francês. ) Dito isso, é um 4, obviamente. 

E o secundário do mais novo, como está a correr?

"Vou tentar escrever a palavra "proletariado" no teste de Economia." Maturidade 0 - Pedro 15

Livro 31 - 2025

 "Os Lobos" - Tania Ganho Livro bem escrito que aborda temas difíceis,  como o cyberbulling, a pedofilia e a solidão. Fala de lobos também. Ficamos logo a gostar deles, sobretudo quando os comparamos a certos homens. Conseguem ser verdadeiros animais.    Não é um livro espetacular, mas conquista-nos através das personagens e das suas vivências e de pequenos pormenores: referências a vários escritores,  escrita meticulosa e uma coisa muito fixe que é a juncao da realidade à ficção. (  Uma das personagens tira fotografias ao que vê e publica as fotos numa conta do Instagram que existe  aqui . O máximo!) 4 estrelas. 

Quando é que sabes que não vais para nova?

Escrevo este post ainda em choque pela descoberta feita, hoje, numa aula do 5º ano... - Professora, a minha mãe disse-me que foi sua aluna de Francês.  - Deve estar a confundir com outra professora. Não terá sido com a professora J.? - Não. A minha diz que foi sua aluna. - Huuum, não pode ser... Que idade tem a mãe? - 33 anos. ( Entrei cá em 2003, com 23 anos. Ela tem 33 anos, quer dizer que X=Y elevado ao cubo +2x... A minha cabeça deu um nó com as contas. ) - Como se chama a mãe? - perguntei. Ela responde. De repente, olha para a miúda e vejo a mãe. Duas gotas. Foi minha aluna, sim senhora.  Já sou professora de crianças cujos pais foram também meus alunos. Já faço parte do património da escola? Sou uma velharia? Sou um clássico? Um choque,  n'est-ce pas?

Livro 30 - 2025

"O peso do pássaro morto" -Aline Bei Embora recomendado pela Sofia, e a Sofia só me recomenda livros bons, demorei a pegar no livro. Há mais de 6 meses que ela me vai dizendo: -  Lê, a sério, vais gostar muito! E eu, je ne sais pas pourquoi, não me apetecia... Mas hoje, sábado,  acordei às 5h, com uma urgência em começar o dia, em fazer coisas. -  Sossega o pipi, Tella! - disse de mim para mim. - Daqui a nada, não aguentas o dia e ficas ko.  Fiquei então na cama e lembrei-me da Aline Bei. Comecei a lê-la, pensando que ia adormecer, mas nada disso aconteceu. Que arrebatamento! É um livro que tem um ritmo certo, uma cadência que embala e que nos entristece. A prosa é linda, poética. Conta-nos a história de uma mulher dos 8 aos 55 anos e de como uma experiência traumatizante nos pode matar por dentro. Estou aqui com um vazio, com um nó na garganta. Pfff, que livro bom!

Livro 29 - 2025

 "O sonho do jaguar" - Miguel Bonnefoy É uma saga familiar venezuelana, com um início que nos prende logo : um recém-nascido é abandonado nas escadas de uma igreja, ao lado de uma pedinte. Seguimos a vida dessa criança e da sua família ao mesmo tempo que acompanhamos a história da Venezuela.  Gostei, mas achei que as personagens foram trabalhadas superficialmente e que havia muita coisa à la García Marquéz. Tanta coisa que estava sempre a comparar e achar pouco, do género "ele teria feito mais e melhor!", porque Gracía Marquéz só há um.  Dei-lhe 3,5. Não dei 4 talvez por ter arrastado a leitura durante um mês por causa do excesso de trabalho, da falta de tempo e dos videos estúpidos de gatinhos e afins do Instagram! (Quem nunca?) Mas vale a pena. 
 No meu local de trabalho, gostava de ser uma pessoa com uma resposta pronta na ponta da língua. Quando me dizem umas coisas que considero injustas,  desfasadas da minha realidade ou simplesmente idiotas,  gostaria de conseguir dizer algo que mostrasse o meu ponto de vista, que me defendesse e que conseguisse rebater o argumento contrário.  Sou incapaz de ter destreza mental para isso. Balbucio coisas superficiais que não dão a entender ao outro a minha visão e/ou que não gosto do tom ou do conteúdo com que se dirigem a mim. Não é um "ouvir e calar", é mais um "ouvir e dizer pouco".  ( Há uns anos, antes de fazer psicoterapia,  seria um "ouvir e chorar", um clássico da minha vida de outrora em momentos de confrontos .) Depos desse "ouvir e dizer pouco", fico atormentada. Fico a remoer durante horas o que foi dito e o que deveria ter dito. E fantasio diálogos imaginários em que sou a maior a defender-me.  - Isso, Tella - penso eu - assim é que  se...

O drama do chamado middle age*

 Ir trabalhar e deixar os óculos de ver ao perto em casa... (*Expressão usada pelo meu mais novo quando fala da nossa idade.)

18 anos

 Tenho um filho com 18 anos.  (Ainda estou em choque.)
 - E o Tiago? - perguntam duas ou três pessoas. Está contente com o curso, com a  faculdade, com as festas, com o rally das tascas, com o jantar dos caloiros and so on. ..Embora tenha já conhecido pessoas novas, continua a andar muito com os colegas da turma dele do secundário, que também estão por lá.  Enquanto mister, está bem.  O objetivo delineado por ele é só um: a diversão. Se ganharem melhor ainda, mas não quero pressionar crianças de 9 anos a nada disso. Quer que gostem da modalidade e que sejam felizes, mesmo na derrota. Apesar da pesada derrota de ontem, todos vibraram com o único golo que marcaram e, disso, fizeram uma festa. Estavam todos felizes. O Tiago tem mesmo jeito para os miúdos. Ainda espero que ponha a vida em perspectiva, que se deixe de coisas de economia e gestão, e que seja professor do ensino primário.  Nas outras esferas da vida, também está bem. Sempre de bem com a vida. Uma das melhores características dele. 
-E o Pedro? -  perguntam duas ou tres pessoas. Está bem e confiante. Na sua 1a convocatória, ficou no banco. Na semana seguinte,  foi ao Norte e foi titular. Saiu apenas nos 3 últimos minutos para o colega entrar. Ontem, voltou a ser titular. Jogou a 1a parte e metade da segunda. Esteve muito bem. Foi super elogiado pelo treinador que disse que ele tinha passado da 4 opção na baliza - até porque tem um ano a menos que os restantes GR - à 1a nesse dia.  - O trabalho compensa. - disse-nos ele depois.  Fomos os 4 jantar fora para celebrar porque, segundo ele, "eu mereço".  [O selecionador nacional estava na bacanda a tirar notas.] [ Houve um momento, naquela baixa feita em milésimos de segundos que evita o golo quase garantido, em que o pai cá de casa e eu trocámos olhares e sorrisos cheios de " porra, aquele é o nosso míudo!"] [Aguentem os posts à la soccer mum. É a novidade do campeonato nacional e o orgulho de quem vê um filho a ser outra pessoa em campo, a cres...

1a convocatória

Começa amanhã o campeonato nacional e saiu agora mesmo a convocatória. Há sempre 2 guarda-redes convocados e o Pedro foi um deles.  Jogará contra uma equipa de Coimbra em casa. Espero que não fique só a polir o banco e que entre em campo.  Espero que corra tudo bem. 

Livro 28 - 2025

 "A Educação de Eleonor" - Gail Honeyman Ando há semanas a pegar e largar livros ao fim de meia dúzia de páginas. Nada me apetece. Nada me prende.  Esta semana, ouvi o podcast da Mariana Alvim - Vale a Pena- com a Bumba na Fofinha. Ela falou tão bem do livro "A Educação de Eleanor" que resolvi ler porque o tinha cá por casa.  Devorei o livro no fim de semana. Comecei na madrugada de sábado por causa da insónia e não parei mais até agora.  É a história de uma mulher de 30 anos, sem filtros sociais, inadaptada e só, com quem ri e chorei. Tive vontade de ser amiga dela e de a abraçar. Tudo é bom, até o nome da psicóloga. Não vou contar nada sobre a história porque vale a pena descobrir a narrativa, sabendo que é uma belíssima personagem, com muitas camadas.  5 estrelas. 

A primeira vez

Senti ontem, acho eu, o meu primeiro afrontamento. Os sintomas foram idênticos ao que leio na net. Estávamos na rua, numa fila para ver a grande Capicua. Comecei a sentir a cara e o pescoço a ferverem. Até perguntei ao pai cá de casa se não estava com muito calor. " Não, 'tá-se bem ".  Pedi-lhe depois um beijo na testa para ver se não estava com febre. Ele revirou olhos porque já não tem paciência para os meus dramas de doenças súbitas, que nunca são nada. Disse que estava normal. Não estava. Senti-me mal durante uns 15-20 segundos. O rosto e corpo a ferverem, como quando bebemos um chá quente em julho, mas em pior.  Depois, passou.  Fez-se luz: ooooooh, o meu primeiro afrontamento . Ele revirou olhos outra vez.  Acho que foi. Foi, não foi?  Aos 47 anos já pode ser?  Este blog, que já foi um babyblog e que sobreviveu, poderá tornar-se num blog sobre menopausa? Veremos os próximos capítulos. 
O meu mais novo acabou de jurar "pela minha saúde e pelo Partido".  ... Ya, também não sei o que pensar...Rio ou choro? 
Ele foi colocado na 2a opção dele na 1a fase. Quis candidatar-se à 2a fase, uma vez que teve melhor nota nos exames nacionais da 2a fase.  Entrou finalmente agora na 1a opção. Está de parabéns. Achava que não ia conseguir porque havia poucas vagas, mas conseguiu.  (E mais um ✅️ na checklist da parentalidade.)