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Do interrail

Chegou há pouco, sujo, cansado, feliz, a querer contar demasiado ("em Amesterdão, comprámos erva...") e sem a carteira, com todos os documentos e cartões, que perdeu hoje, dia do regresso, em Madrid. 
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Andámos, desde o início do mês, a remodelar o quarto do mais novo, a substiuir as cores azul bebé e verde pastel das paredes pelo branco, cor neutra que não compromete nem remete para a infância. Os autocolantes do star wars desapareceram da parede. A cama está a ser substituída por uma maior. Os autocolantes dos monstros e companhia foram retirados da porta. Ainda perguntei se não os queria manter, mas claro que não. Tem sido duro, porque há muita tralha e mil coisas para (re)fazer. Aproveitámos a onda e também mudámos o roupeiro do mais velho e pintámos o quarto dele.  A casa está um caos e isso mexe com o meu sistema.  Com estas remodelações, acabou-se definitivamente o capítulo filhos-criança. Só me resta mudar o nome do blog para fechar todo um ciclo.

Saiu-me a sorte grande

Sempre, sempre, que nos despedimos ao telefone, o meu mais velho diz-me "amo-te" e desliga. Fico sempre, sempre, surpreendida.  Às vezes, por causa disso, não tenho tempo de retribuir.  

Sobre a seleção

Uma pergunta que paira cá em casa: Nas vossas casas, quando o CR7 marca um golo, também gritam todos em uníssono "siiii"?  Todos nós, em casa, achamos que sim, mas não sei se somos só infantis e tolos...

Quando é que sabes que os teus filhos estão muito crescidos?

O meu mais velho começou hoje um interrail de 25 dias por 9 países, com três colegas do Colégio. 
Um colega bem  jeitoso simpático enviou-me um link para uma espécie de Tinder...mas de  cromos (suas malandras!) para completar a caderneta do mundial.  Com o fim das aulas, o Pedro e eu já não conseguimos trocar cromos com os miúdos.  Faltam-nos apenas 28 cromos e queremos mesmo concluí-la. Vai daí que me inscrevi na dita apps e ando a encontrar-me com pessoas nas redondezas para efetuar a troca, porque eles têm vergonha e não podem porque têm coisas combinadas e o diabo a quatro!  De acordo com este post da MaryQA , eis mais uma coisa que fazemos e que os nossos pais não fariam. 

Livros de junho

Achava, em Abril , que tinha encontrado o melhor livro lido em 2026. Sou tão precipitada, benzadeus ... Livro 11 - A península das casas vazias , de David Uclés Li, no Público , que este livro era imperdível e que estava a ser um sucesso em Espanha. Fui-me a ele, juntamente com 2 colegas, um em Lisboa e outro em Madrid.  Demorei um mês e picos para chegar ao fim do livro que nos conta a história da Guerra Civil espanhola através da personagem de Odisto e da sua família. O romance tem um toque de Gabriel Garcia Marquéz por causa do realismo mágico. Nem toda a gente gosta, reconheço.  O narrador tem um toque de Saramago. Tem uma voz irónica, mordaz, humana e, por vezes, doutoral. Fala connosco. Conta pormenores da Guerra, detalhes sobre os quais fui pesquisar para ver se era mesmo verdade. Dá-nos sugestões de visitas a certos locais. Sugere-nos música para acompanhar cenas violentas. É uma voz espetacular!  Sempre tive muita curiosidade sobre a Guerra Civil dos nossos herm...
Ontem e hoje, estive a resolver coisas para os meus pais. Telefonemas, idas a determinados sítios, pins e passwords perdidas, enfim, um conjunto de coisas que eles não conseguem desembrulhar.  Depois disso tudo, disse-lhes que queria comprar melancia boa. Aconselharam-me a mercearia onde os meus pais aviam as compras do dia a dia ali no bairro. O meu pai foi comigo. Ao entrar, a Dona Natalia excalama " Sr. Victor - depois do meu pai lhe dizer quem eu era -  não sabia que tinha uma filha tão jovem! ".  O meu pai, cheio de classe e muito naturalmente, responde: - Jovem? Ela já é velha! Tem quase 50 anos!  Pumba! A D. Natália, coitada, tentou salvar a situação e respondeu-lhe: - Mas tem um ar muito jovem. E eu com aquele sorriso parvo... No regresso, dei-lhe uma grande esfrega. Fiquei super ofendida. Ele lá dizia, sem ser irónico e de uma maneira quase inocente: " sim, sim, pois, velho sou eu, tens razão, mas tu também não és jovem. Jovem é o Tiago ou o Pedro..."

Este blog conseguirá ?

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 Depois de quase 3000 posts, de quase 20 anos a escrever aqui sobre tudo e, muitas vezes, sobre nada, chegou o momento de testar os meus queridos leitores: Será que este blog consegue ajudar 164 miúdos a participar em torneios de futsal fora de Lisboa? É um projeto que me é caro, porque conheço todas as crianças, sei de muitas histórias delas e sei que para muitas, serão as únicas férias que terão.  Temos um QR Code para ajudar, com todos os detalhes da iniciativa. Querem ajudar-nos? Agradeço-vos imenso! [Tenho esperança (mas poucas certezas sobre a prova de fogo deste blog...)] 
Lembram-se disto ? Afinal não é um caso isolado.  Ontem, uma aluna do 9°ano, na nossa última aula, confessou-me que fui também professora da mãe, no meu primeiro ano enquanto professora na escola, em setembro de 2003. Ela disse-me o nome da mãe, mas não cheguei la. Pedi-lhe para ver uma foto, mas a aluna é uma ave rara: não tem telemóvel (nem televisão).  Acrescentei, um tom jocoso, qualquer coisa como "Descansa a mãe e diz-lhe que me tornei professora a sério e que estou muito melhor do que era no tempo dela". A miúda,  uma aluna exemplar e muito querida, riu-se e assegurou-me que já tinha mencionado que era competente e fixe. Fiquei  mais descansada. Não vamos para novas, certo? 

Livro do mês de maio

Pela primeira vez em anos, desde o tempo em que tive bebés e estava completamente absorvida por eles, chego ao fim do mês sem ter lido um livro. Zero. Nada.  Quer dizer, eu comecei a ler um livro logo no início do maio e até estou a gostar bastante, mas nem a metade cheguei.   Dizem que a culpa nao morre solteira. Acho que a culpa é da vida que se vai metendo e que, por vezes, pesa mais do que o kobo.