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Livros de agosto - 2026

Li muito em agosto, porque agosto é tempo da ilha e lá, há tempo para tudo.. É um post longo e chato, mas já sabem, é o que é! Vejam os títulos e leiam, pelo menos, o parágrafo sobre o último livro, porque sim.  19/2026 Imperatriz - A história da última mulher que governou a China, de Pearl S. Buck Na minha ideia, tinha tudo para gostar: autora premiado com o Nobel da Literatura, romance histórico, mulher forte como personagem prinicipal. Estava errada. Foi uma seca, com demasaidos pormenores sobre os corredores do poder, os enuncos e as descrições longas e pouco conseguidas. Um tédio. 2 estrelas.  20/2026 Sótão , de Madalena Sá Fernandes Vi um vídeo do Markl sobre o livro e fiquei curiosa. O sótão como espaço interior e exterior, aquele sítio que nos pode salvar. Uma leitura que nos agarra imediatamente.  4 estrelas. 21/2026 Atos de desobediência , de Helena Magalhães  Num post qualquer no Instagram, falava-se em livros feministas. Ao lado de vários nomes sonantes, ...

Nota

Sobre as férias: estou a ficar um pouco farta e apetece-me regressar a casa.  (E sei de antemão que me vou arrepnder deste pensamento já em setembro...)

Pequenos prazeres

Há poucas coisas que me fazem sentir tão bem como deitar-me na cama depois de tomar banho e ver a casa finalmente limpa, organizada e arrumada. Depois de um mês de caos, sinto harmonia entre a minha cabeça e o que me rodeia.  Férias, estou pronta!   

Livros de julho - 2026

Livro 14 - A porta , de Magda Szabo Por que razão é que eu decidi ler este livro? Não sei. Não me lembro. O romance conta a relação intensa entre uma escritora húngara e a sua empregada, sendo esta uma pessoa com temperamento forte, autoritária, por vezes cruel, mas também generosa. Enfim, uma pessoa com defeitos e qualidades. A porta da sua casa, que não abre a ninguém, simboliza os traumas a que foi sujeita e os segredos que guarda.  Houve qualquer coisa no livro que não me cativou. Por vezes, fechava-o já um pouco aborrecida com o que estava a ler.  3 estrelas.  Livro 15   - A Hora da Estrela , de Clarice Lispector. A minha estreia com a autora. Este livro, com menos de 100 páginas, foi recomendado pelo algoritmo do Goodreads.Ya... Retrata a vida simples e infeliz de uma jovem pobre " que nunca pensara em "eu sou eu" . Acho que julgava nao ter direito, ela era um acaso. Um feto jogado na lata do lixo embrulhado em um jornal. Há milhares como ela? Sim" Gostei mu...

Do interrail

O meu mais velho chegou há pouco, sujo, cansado, feliz, a querer contar demasiado ("em Amesterdão, comprámos erva...") e sem a carteira, com todos os documentos e cartões, que perdeu hoje, dia do regresso, em Madrid. 
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Andámos, desde o início do mês, a remodelar o quarto do mais novo, a substiuir as cores azul bebé e verde pastel das paredes pelo branco, cor neutra que não compromete nem remete para a infância. Os autocolantes do star wars desapareceram da parede. A cama está a ser substituída por uma maior. Os autocolantes dos monstros e companhia foram retirados da porta. Ainda perguntei se não os queria manter, mas claro que não. Tem sido duro, porque há muita tralha e mil coisas para (re)fazer. Aproveitámos a onda e também mudámos o roupeiro do mais velho e pintámos o quarto dele.  A casa está um caos e isso mexe com o meu sistema.  Com estas remodelações, acabou-se definitivamente o capítulo filhos-criança. Só me resta mudar o nome do blog para fechar todo um ciclo.

Saiu-me a sorte grande

Sempre, sempre, que nos despedimos ao telefone, o meu mais velho diz-me "amo-te" e desliga. Fico sempre, sempre, surpreendida.  Às vezes, por causa disso, não tenho tempo de retribuir.  

Sobre a seleção

Uma pergunta que paira cá em casa: Nas vossas casas, quando o CR7 marca um golo, também gritam todos em uníssono "siiii"?  Todos nós, em casa, achamos que sim, mas não sei se somos só infantis e tolos...

Quando é que sabes que os teus filhos estão muito crescidos?

O meu mais velho começou hoje um interrail de 25 dias por 9 países, com três colegas do Colégio. 
Um colega bem  jeitoso simpático enviou-me um link para uma espécie de Tinder...mas de  cromos (suas malandras!) para completar a caderneta do mundial.  Com o fim das aulas, o Pedro e eu já não conseguimos trocar cromos com os miúdos.  Faltam-nos apenas 28 cromos e queremos mesmo concluí-la. Vai daí que me inscrevi na dita apps e ando a encontrar-me com pessoas nas redondezas para efetuar a troca, porque eles têm vergonha e não podem porque têm coisas combinadas e o diabo a quatro!  De acordo com este post da MaryQA , eis mais uma coisa que fazemos e que os nossos pais não fariam. 

Livros de junho

Achava, em Abril , que tinha encontrado o melhor livro lido em 2026. Sou tão precipitada, benzadeus ... Livro 11 - A península das casas vazias , de David Uclés Li, no Público , que este livro era imperdível e que estava a ser um sucesso em Espanha. Fui-me a ele, juntamente com 2 colegas, um em Lisboa e outro em Madrid.  Demorei um mês e picos para chegar ao fim do livro que nos conta a história da Guerra Civil espanhola através da personagem de Odisto e da sua família. O romance tem um toque de Gabriel Garcia Marquéz por causa do realismo mágico. Nem toda a gente gosta, reconheço.  O narrador tem um toque de Saramago. Tem uma voz irónica, mordaz, humana e, por vezes, doutoral. Fala connosco. Conta pormenores da Guerra, detalhes sobre os quais fui pesquisar para ver se era mesmo verdade. Dá-nos sugestões de visitas a certos locais. Sugere-nos música para acompanhar cenas violentas. É uma voz espetacular!  Sempre tive muita curiosidade sobre a Guerra Civil dos nossos herm...