Eu, Tella, 48 anos de idade, mãe há quase 19, assumo que ainda não sei lidar com as dores de alma dos meus filhos. Sou incapaz de incentivar, aconselhar ou dizer palavras reconfortantes. Fui colo, apenas, num tempo em que eles cabiam nele. Agora sou apenas uma ouvinte que nada diz, sobretudo para não desatar a chorar também com eles. Finjo ser um rochedo onde se podem agarrar e é tudo fake, naturalmente.
As lágrimas deles deixam-me sempre sem chão.
[Felizmente que temos o pai cá de casa que, como sempre, trilha caminho pelo meio da tempestadade e aponta direção.]
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