Pequenas coisas da vida
Sou tão obcecada com genealogia, com a minha árvore genealógica, que decidi há dois anos, mais ou menos, não mexer mais no meu caderno, nos meus ficheiros e esperar pela reforma para me dedicar a 100% à genealogia. Ou esperar que os putos saem de casa.
Deixei quase de viver por causa dela. Cheguei a deitar-me às 3h00 da manhã para tentar encontrar alguém morto há 100 anos ou acordar, doida, ao fim de semana às 5h...
Continuo a ler todas as mensagens num grupo do FB sobre genealogia. Há coisas muito interessantes e gosto de ver a entreajuda entre as pessoas que por lá andam.
Há pouco, um senhor procurava dados sobre um trisavó e partilhou alguns dados, inclusivamente um passaporte recente de 1945, de uma bisavó, de Santa Marta de Penaguião, com o apelido "Martins".
- Ai, que encontrei um familiar... - disse em voz alta, enquanto os outros cá de casa estão compenetrados a ver o Milão-Benfica.
Levantei-me e fui abrir o meu caderno para tentar situar a senhora. Não o consegui fazer porque é de um ramo que ainda não desenvolvi convenientemente. Mas tenho um feeling que partilho ADN com ela.
Dito isso, ao abrir aquele caderno, senti uma vontade logo de continuar. Li tudo e, no fim, achei por bem arrumar o caderno, junto dos documentos e fingir estar interessada na bola.

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