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A mostrar mensagens de setembro, 2026

Notas soltas (e longas)

A Carolina falou-me em registar os sonhos num caderno logo ao acordar. Já tenho o caderno na minha mesa de cabeceira, mas não coloquei lá caneta ou lápis. Hoje, acordei a pensar "ai, que sonho tão bom": Metia a Inês P. e mais duas pessoas a fazer não sei quê. Lá está, já não sei do que se tratava... A ver se me organizo mais e melhor - é pôr um lápis lá, Tella! - para conseguir perceber o que sonho.  Recebi, este ano letivo, o melhor horário de sempre. É a primeira vez, desde sempre, que tenho três tardes livres. A maravilha das maravilhas!  Desde que regressámos de férias, o pai cá de casa e eu temos passado todos os fins de semana fora e sem os filhos. Que maravilha! Não ter filhos atrelados é uma nova etapa nas nossas vidas. Para além da privacidade e intimidade recuperadas, sem medo de ser interrompidos/apanhados /you know it, recuperámos também conversas à mesa, com todo o tempo do mundo. Senti um pouco que era quase como estar na ilha. As conversas continuam muito a ser...

Jorge Palma

Será talvez o artista que mais vi ao vivo. Há pouco, contei 8 concertos, mas depois lembrei-me de mais um no Campo Pequeno, logo a seguir ao desconfinamento. 9. Deve haver mais, de certeza. A minha memória já não é a mesma. Fui até ver um programa ao vivo do Herman 98 (ou 99) para o ver a tocar uma música.  Vi-o no ano passado nos claustros da Graça, depois de um longo internamento. Cantou com a ajuda dos filhos. Já não era o Palma de outrora. Disse que não conseguia cantar "Frágil", mas cantou e emocionou todos com o "Estrela do mar". Senti que seria o último concerto que iria ver. Não me enganei.  O Jorge Palma é também a banda sonora da minha vida e da relação com o pai cá de casa. Em 2000 ou antes ou depois, fomos acampar para o Gerês, percorremos o Norte de carro, com um único CD: Só . Ouvimos em loop. Ouvimos em loop muitos outros, mas o Só representa aquelas férias loucas, sem rumo, só nós e a certeza que vivíamos um amor sem fim. Cantávamos tudo aos gritos n...

Pequenas coisas da vida

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Sou tão obcecada com genealogia, com a minha árvore genealógica, que decidi há dois anos, mais ou menos, não mexer mais no meu caderno, nos meus ficheiros e esperar pela reforma para me dedicar a 100% à genealogia. Ou esperar que os putos saem de casa.  Deixei quase de viver por causa dela. Cheguei a deitar-me às 3h00 da manhã para tentar encontrar alguém morto há 100 anos ou acordar, doida, ao fim de semana às 5h...  Continuo a ler todas as mensagens num grupo do FB sobre genealogia. Há coisas muito interessantes e gosto de ver a entreajuda entre as pessoas que por lá andam.  Há pouco, um senhor procurava dados sobre um trisavó e partilhou alguns dados, inclusivamente um passaporte recente de 1945, de uma bisavó, de Santa Marta de Penaguião, com o apelido "Martins".  - Ai, que encontrei um familiar... - disse em voz alta, enquanto os outros cá de casa estão compenetrados a ver o Milão-Benfica.  Levantei-me e fui abrir o meu caderno para tentar situar a senhora....

A Aida faria hoje 101 anos

E hoje também, o meu pai foi operado ao coração. Foi colocar uma prótese na válvula mitral. (Abençoados médicos e engenheria biomédica!). Deixaram-me ir vê-lo e, no pouco tempo em que estive com ele, mencionou que a Aida fazia anos.  Será sempe o menino da sua mãe.
 A sensação de férias acaba quando o calor acaba, quando regressas ao trabalho ou quando arrumas o biquíni na caixa dos biquínis e pensas "adeus, até pró ano"? Num dia preciso?  Depois de um evento? Quando a hora muda? Quando deixas de poder andar de sandálias?  Para o Pedro, o fim do Avante! marca o fim das férias.  (Está ali a deprimir na cama, coitado...). Para o Taigo, o início das aulas marca o fim das férias.  (E começaram hoje e está ali meio deprimido na cama, coitado...) Para mim, a sensação de férias começa a desaparecer quando as aulas começam, mas o fim definitivo é o 5 de outubro. (E é a partir dessa data que volto a fazer sopa semanalmente.) É só cá por casa que temos momemtos que marcam sensações de fim de férias ? Somos estranhos...

3000 posts desde 2007

Quero marcar o facto, embora nada tenha dizer de momento. Eu, que nem gosto de matemática, posso só dizer que escrevi, em média, 14 posts por mês. Fiz a conta e acho que está certo.  Voltei a verificar. 216 meses de existência a dividiir por 3000 posts. Está certo.  Parece-me imenso também. Que ritmo, Tella. Comecei a contar todos os passos da maternidade (e atualmente nem sempre sei que passos estão a dar) e agora escrevo sobre coisas ainda menos interessantes.  Mas são 3000, senhor, são 3000.