segunda-feira, 17 de janeiro de 2022

Livro 4

"Gente séria " - Hugo Mezena.

Fui à biblioteca entregar uns livros e estava com pressa. Trouxe este livro porque estava destacado, ao alto, fora da prateleira. Vi um avó e um neto na capa e achei que era capaz de ser bom. 
Mas não foi. É uma tentativa de ser ou de seguir uma onda neo-realista, de relatar um Portugal profundo, entre 1984 e 1995, onde falta muito coisa, onde se reza muito e onde há violência. 
É um livro simples, sem interesse, com uma escrita que não seduz. Achei-o aborrecido. 
2 estrelas. 

sábado, 15 de janeiro de 2022

O mesmo post, ano após ano

 Já sabem que sou uma pessoa chata que se repete. Como tal, chegou o momento de dizer que detesto esta época do ano -  durante a qual nem eu me aturo - onde janeiro se arrasta para depois dar lugar a um fevereiro lamuriante.  Só me apetece estar na minha bolha, longe das pessoas, a hibernar. Estou uma autêntica ursa. 

sexta-feira, 14 de janeiro de 2022

Livro 3 - " As Oito Montanhas "

 


Há alguns anos, a Carolina fez um post sobre este livro. Acho, mas sem certeza, que foi o único livro sobre o qual falou com intensidade. Se calhar nao foi, mas a leitura que fiz desse post marcou-me. Chegou o momento de o ler, se calhar , sei lá, porque haverá muito em breve uma nova montanha na vida dela... Ele há coisas que...

É uma história de amizade entre duas crianças, que entretanto crescem, de uma relação difícil com o pai e de uma montanha. É um livro simples mas carregado de sinais sobre os caminhos a percorrer, quem verdadeiramente somos em determinados lugares, cumes aos quais chegamos e sítios para onde só queremos ser nós. Verdadeiramente nós.  "Cada vez que voltava lá acima parecia-me regressar a mim mesmo, ao lugar em que era eu e me sentia bem."

É um livro que fala da montanha, do sentimento de liberdade da montanha - que senti em duas ou três corridas nos trail. As descrições são tão boas que consegui cheirar a montanha e sentir o frio da neve. A montanha até parece uma personagem. 

4,5 estrelas. Recomendo. 

[Vou agora procurar o post da Carolina.]

domingo, 9 de janeiro de 2022

Livro 2 - " Os Pilares da Terra" - volume II

"Os Pilares da Terra" - Ken Follett

Li o primeiro volume em novembro. Gostei muito mas não fiquei completamente  fã, tendo-lhe dado 4 estrelas. Quando fui à biblioteca, trouxe o 2° volume sem saber se o ia ler. Não sabia se ia ter tempo (e vontade) para ler um livro com quase 600 páginas. 

Embora estivesse a dar aulas online durante três dias, tive tempo e vontade para o ler. Ao contrário do primeiro volume, este prendeu-me logo nas primeiras páginas. A construção da catedral, o crescimento do priorado, os ataques violentos, a evolução das personagens - enfim toda a recriação de uma época , não esquecendo nenhuma camada da sociedade -  estão muito bem descritas.  Entrei  a sério na Idade Média com este volume e gostei de tudo. Devorei o livro, tendo ficado horas sentada no sofá ou deitada na cama a ler. Tão bom. Houve um dia em que fechei o o livro às 2h00 da manhã contrariada...

Valeu a pena passar pelo primeiro volume, que foi uma coisa assim tipo em lume brando, para chegar ao segundo, tudo em ebulição. 

Quando o um livro me prende assim, merece 5 estrelas, claro. 

quinta-feira, 6 de janeiro de 2022

Livro 2 - Pedro

Não pensem que o Pedro decidiu ler este mundo e o outro em 2022. Nada disso. Este livro foi requisitado em finais de outubro, na biblioteca da escola. Andou a lê-lo quando estava na biblioteca da escola à espera que eu  acabasse a minha aula para irmos para casa. 

Durante as férias,  tinha de ler o livro do Ali-babá, imposto pela professora de Português e acabar este livro requisitado, por ordem da mãe.  

Começou hoje um outro, que terá de apresentar à turma, tal como lhe relembrou a professora hoje na aula online.

A leitura tem sempre de ser imposta. É uma pena porque até acaba por gostar sempre.


(Do irmão,  já não consigo impor nada. )

quarta-feira, 5 de janeiro de 2022

Livro 1 - "A Máquina de fazer Espanhóis"

 

"Máquina de fazer espanhóis " - Valter Hugo Mãe 

Trouxe o livro da biblioteca depois de ter sido recomendado por uma colega com quem raramente falo. Viu-me a ler. Perguntou pelo título do livro e às duas por três,  falava-me do Valter Hugo Mãe e deste livro com tanta veemência que fiquei curiosa. 

É um livro que fala sobre um homem que entra para o lar "Feliz Idade".   Comovi-me com a descrição da sua entrada no lar e da sua raiva. É um livro triste porque percebemos que é o fim. Mas há também sorrisos porque os velhos fazem-nos sorrir, com as suas considerações e devaneios. Dizem verdades absolutas, quase. Há uma personagem, o "Esteves",  que é citado num verso de um poema do Fernando Pessoa, e que é maravilhosa.

Falar ou escrever da terceira idade e da morte com tanta sensibilidade não é para qualquer um.  4 estrelas.



segunda-feira, 3 de janeiro de 2022

Livro 1 - Pedro

O Pedro dá o mote para a rúbrica dos livros em 2022.
Leu o "Ali Babá e os 40 ladrões ", trabalho de casa para as férias de Natal.
Obrigada professora de Português!

sexta-feira, 31 de dezembro de 2021

2021 no blog

 Eu Tella Marie assume-me somente aqui blogger. Gosto de ler blogs e gosto de escrever no meu. Gosto mesmo mesmo muito e adoraria saber escrever bem e sobre coisas fascinantes. Mas é o que temos e é o que é.  

Por aqui passaram 38 706 pessoas ao longo de 2021. Deixaram 84 comentários. No dia 26 de julho,  o blog devia estar em promoção nalgum canto da internet porque teve quase 2000 pessoas a visitá-lo. Fico sempre na dúvida: será mesmo assim? Haverá tanta gente a passar por cá? Não será um erro do site? Enfim, aceito as vossas leituras e agradeço. 

Este ano, os posts mais lidos são os da balanite de 2009 e das diferenças e descobertas de ter 2 filhos de 2010. Nem são os mais giros. Nem os mais engraçados. Continuo a achar os meus diáriosde covid bem mais interessantes. Mas pronto, são opiniões. 



Os livros de 2021

Já falei do meu top 3 no post anterior, mas vamos aos números e dados.

Livro com menos páginas: Asterix e O Grifo, com 48 páginas.

Livro com mais páginas: Les Misérables de Victor Hugo com 1468 páginas.  (Foi o meu grande desafio literário. Nunca tinha lido um livro tão difícil e interessante mas também tão minucioso e por vezes aborrecido. Transporto comigo o Jean Vallejean.)

O livro mais popular, de acordo com o Goodreads: Les Misérables (somos 1.662.296 de pessoas na App...)

O livro menos popular: O Milagre Segundo Salomé de José Rodrigues Miguéis  (8 pessoas...). Não deixa de ser cómico pensar que comparei a primeira parte deste livro ao Misérables...

O livro lido com melhor pontuação na supracitada aplicação: "Torto Arado" de Itamar Vieira Júnior, com 4,62 pontos em 5.

Deixei apenas um livro a meio. 

No total, li 13 372 páginas. 

Cada página lida é agora a certeza que seria incapaz de deixar de ler, como já me aconteceu. Em 2008, escrevi no blog que tinha lido apenas um livro e sobre educação infantil. Depois há um vazio. Nenhuma referência mas acho que devo ter lido um. Pelo menos um. Sei que li durante o mês de agosto "As Luzes de Leonor" de Maria Teresa Horta. Um livro especial e muito bom. Mas enfim,  percebe-se a ausência de livros: sou mãe de 2 bebés e fico quase louca. Em 2014, de acordo com o blog, decidi ler um livro por mês. Consegui ler 15. Aos poucos, fui-me organizando e percebendo que não vivo sem livros, que são eles que me fizeram ser como sou e como penso. Foram as leituras que me fizeram ter a certeza que sou uma mulher de esquerda. Foram as leituras que me mostram sempre as injustiças do mundo. São os livros que me mostram e me informam sobre outras culturas, outros povos e que me fazem aceitar cada vez mais o outro. Sou mais tolerante graças aos livros. Percebo melhor o mundo com a ajuda deles.

Em 2021, lembrei-me de uma palavra para caracterizar um livro (As Vinhas da Ira). Lembrei-me da palavra "colossal" e tive quase a certeza que nunca me tinha referido a um livro ou até a qualquer outra coisa com esse adjetivo. A palavra sempre existiu apesar de mim; sempre a conheci mas só brotou do meu pensamento ao ler aquela obra. Os livros fazem-me isso. Despertam-me.

Boas leituras.



quinta-feira, 30 de dezembro de 2021

2021 num só fôlego

Em 2021, estivemos confinados na casa dos sogros, na Aroeira. Foi muito bom. 
Em 2021, a casa dos sogros foi vendida e senti uma grande tristeza. Nunca tinha sentido nenhum apego às casas, até aquele momento. Ainda hoje falo do que perdemos com aquela casa. Já todos reviram olhos quando falo dela. Parece uma relação mal resolvida. 
Em 2021, uma amiga teve cancro e multipliquei as minhas horas para poder estar com ela. Tive de optar entre certas certas coisas. Deixei de correr para correr atrás do que realmente importa: a amizade. Deixei de ver séries ou de perder tempo nas redes sociais. Deixei os meus filhos a organizarem tudo em casa. Passaram no teste.
Nunca estive tão perto do cancro e posso agora juntar a minha voz a quem já passou por isso para dizer que é uma grande merda, mesmo. Entretanto, a ressonância não mostra nenhuma célula cancerígena mas os indicadores indicam qualquer coisa. Uma merda. 
Em 2021, a nossa casa da ilha foi vendida e deixámos de poder alugá-la. Para mim, foi um sinal do que seria o último ano lá. Alugámos outra e tudo correu maravilhosamente bem. Ainda não sei se irei para lá em 2022.
Em 2021, partilhei a grande alegria da Carolina. Quando soube da notícia,  emocionei-me. Que orgulho nela. É sempre imbatível e imparável. É mesmo muito boa, a maior. Quando penso na sua partida, antecipo a saudade e a dor de a ver ir para longe para me aguentar firme no dia D. 
Em 2021, comecei a fazer a minha árvore genealógica. Andei louca até às 3 ou 4h00 da manhã à procura de nomes nos vários assentes de batizado. Cheguei até 1870. Depois disso, fartei -me porque a caligrafia dos registos é dificílima de ler e porque os meus antepassados são meros nomes sem história. Tornaram-se desinteressantes. Encostei os meus apontamentos a um canto. 
Em 2021, vi os meus rapazes crescerem muito. São responsáveis,  corretos, queridos e o meu orgulho. O Tiago, embora adolescente que testa a nossa autoridade, continua a ser um miúdo simpático e super bem disposto. É um puto giro. O Pedro mudou muito. Saiu da bolha e fez amigos. Está mais dado, mais divertido e encontrou a sua onda, o seu registo. Continua meigo, mas com uma personalidade bem vincada. Tem muitos segredos. Separa a vida familiar da vida da escola e da vida no futsal. Nunca me conta nada do que acontece nos dois outros mundos dele. Acabo por ouvir boatos do Pedro na escola e custa a  acreditar que seja mesmo assim. Vejo-o a jogar futsal e não o reconheço em campo. Ele tem várias máscaras. Não sei se é bom ou não, mas é o que é.  
"É o que é" foi uma das expressões mais usadas em 2021. Começou a ser dita para encarar o cancro da minha amiga e alargou-se a todos os cantos da minha vida. Não se consegue mudar o inevitável. 
Em 2021, fui despromovida no trabalho.  Fui informada em setembro, numa sexta-feira. Fiquei em choque porque não estava à espera. A forma como tudo aconteceu deixou-me ansiosa. Nessa sexta-feira, quis esvaziar o meu gabinete mas senti-me engolida por tudo. No domingo à noite, tive uma crise de ansiedade e tive de tomar um comprimido sos. Tive medo de me sentir humilhada perante os outros.  Felizmente, nunca aconteceu. Muitos devem ter comentado nas minhas costas, o que é perfeitamente normal mas não me importei. Sinto-me bem. Deixei de ter apertos no peito ao entrar no local de trabalho. Como é que pude achar normal sentir ansiedade por trabalhar?  Respiro melhor e trabalho sob menos pressão. Saio à hora estipulada no meu horário, incrível. O ordenado ressentiu-se, verdade, mas nem tudo é dinheiro na vida. Nada paga o sossego da minha cabeça. Só agora entendi isso.
Em 2021, li 39 livros. Li muito coisa boa. O meu top 3 é "Os imigrantes", " As Vinhas da Ira " e num registo diferente "Coisas de Loucos". Deixei apenas um de lado "O Infinito num Junco". Que tédio! Os meus filhos,  a cada confinamento,  ficam mais dependentes e viciados em écran. A leitura é uma coisa que nao lhes dá prazer. Lêem pouco e sempre obrigados. Nem sei quantos livros leram, mas o Tiago deve andar por 4 ou 5 e o Pedro uns 8 ou 9. O velho do Restelo, que habita em mim também, olha para esta geração e pensa que está perdida e burra com aqueles jogos e tik-tok e afins.

Em 2021, estive 3 vezes como meu mano, mas quando estamos, é tão bom. Fico genuinamente feliz. Depois ficamos meses sem nos vermos ou falarmos. Nenhum de nós agarra no telefone para dizer olá. Também não enviamos whattapp,  apesar de estarmos em dois grupos. Somos desligados, creio. 
2021 foi ter cada filho no seu respetivo quarto, cada um a ver o que quer e nos na salaa a vermos uma coisa diferente. Às vezes, sabe bem , mas noutras, faz-me sentir mais velha. Embora saiba e diga que não vou para nova, que tudo no meu corpo e cabeça indique a passagem do tempo, são a ausência deles, o afastamento deles que me faz sentir a envelhecer porque eu ja não lhes basto, porque há um fosso geracional, porque há agora muitas diferenças.  É normal, eu sei, mas só não se sente quem não é filho de boa gente. 

2021 foi o ano que marcou o fim de várias coisas, que fechou portas mas o início de outras, que a vida é mesmo assim. 


quarta-feira, 29 de dezembro de 2021

Livro 39

"Astérix e o Grifo" 

Não queria comprar a BD porque não é do Goscinny e Uderzo. Já não é "o" Astérix. O pai cá de casa não ligou à conversa e comprou-o.
Ainda bem. 
É uma aventura gira, com piada. Ri-me com muitas tiradas. Gostei mais deste do que o anterior. 
Nada a fazer, sou uma fã do Obélix e do Astérix.
Dei-lhe 4 estrelas. 

Livro 38

"Deus, Pátria, Famíla" - Hugo Gonçalves 

Não sei classificar o livro. Romance histórico? Policial? Distopia? Talvez seja tudo isso, aquele 3 em 1 e siga. 
É um livro que conta a história de mulheres que aparecem  mortas numa Lisboa cheia de refugiados da 2a guerra mundial. Paralelamente, Salazar é morto e um outro pai da pátria assume o poder, alinhando-se com o os Nazis. Temos portanto de tudo: investigação criminal, caracterização de um Portugal pobre, inculto e refém da manipulação política,  perseguição dos judeus e a história do antissemitismo em Portugal e a entrada na guerra. 
Gostei do livro,  sobretudo porque retrata muito bem o obscurantismo, o fanatismo e o perigo que representam. 
Gostei bastante, embora ache que tem páginas a mais e parece que o fim é despachado demasiado rapidamente. 
4 estrelas. 

domingo, 26 de dezembro de 2021

Quem nunca?

Dia 25, das 14h às 18h: almoço à grande, com peixe  assado num forno a lenha, com respetivas batatas e couves cozida + queijo +broa + arroz doce + bolo rei + panetone + vinho

Houve uma caminhada de 6 km a seguir e uma certeza absoluta : "não como mais nada hoje".
E  uma hora depois, já tinha marchado bolo-rei, arroz doce, figos com nozes e queijo mas com chá...



sexta-feira, 24 de dezembro de 2021

Já é natal outra vez

Este ano, não senti o mês de dezembro como habitualmente. De repente cheguei ao dia 24 e sem me aperceber e sem viver o mês. A ausência do calendário do Advento que nos faz celebrar o dia 24 desde o dia 1 de dezembro terá a sua dose de culpa, mas pronto, assunto encerrado.

Dito isto, um feliz Natal, com sorrisos e comida e bebida boas. 



segunda-feira, 20 de dezembro de 2021

14 anos, 1 mês e 18 dias

"Aqui, são as minhas regras, a minha casa. Na tua casa, farás o que quiseres mas aqui e agora, quem manda sou eu."

Sim, proferi este discurso pela primeira vez, enquanto os olhos do meu mais novo se enchiam de lágrimas de raiva. 
Proferi o discurso já a olhar para cima, mas a falar pausadamente e de uma forma seca, para que as palavras me ajudassem a ficar maior do que ele. 
Não me orgulho do discurso, mas há momentos em que tenho de marcar posição e confesso que não sei fazer de outra forma.

A adolescência é mil vezes pior que a amamentação, os terrible two e three, as sestas, o desfralde, a primária, a hora de deitar e as festas da escola.
Pior até do que o parto sem epidural.
Cria entre pessoas que se amam trincheiras desnecessárias e tolas, que magoam. 
Que nervos.

Eu, agora

A filha da minha amiga, mãe há um mês e meio, precisou de sair para resolver coisas. Como está a chover, não quis levar o filho. Resolveu então pedir à tia do coração para ficar com o sobrinho-neto. Aceitei logo. 
Está tudo a correr bem. A mãe deu -lhe mama e saiu. Ele só dorme ao meu colo e tudo está tranquilo e sereno. 
A mãe já  me ligou a perguntar se estava tudo bem. "Tia, posso então ir comprar mais umas coisas? Aguentas com ele mais um pouco? Consegues?". 

As miúdas que são mães pela 1a vez acham que nós,  mulheres e mães de 40 e poucos anos, somos umas totós que já não sabemos cuidar de bebés. Eu acho que também fui assim (e não era tão miúda.)
Pffff.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2021

Livro 37

"Os rapazes de Nickel"  - Colson Whitehead

Em 2019, li a "Estrada Subterrânea " do mesmo autor. Quando vi este na biblioteca, vencedor do tão famoso Pulitzer Prize, tal como o outro já agora,  decidi trazê -lo.
É a história de um reformatório para rapazes, numa América racista e ainda segregada, onde os rapazes negros sofrem horrores nas mãos dos adultos brancos e do sistema.
O início do livro agarrou-me mas a partir da página 50, começou a ser aborrecido e repetitivo. As personagens são previsíveis e ...não sei... A história é boa mas é mal contada. 
Dei-lhe 3 estrelas.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2021

Relato da bola

Aí, coração de soccer mum sofreu tanto no domingo. Os nossos vs. Benfica. 
É certo e sabido que os nossos encaixam muitos golos do Benfica (e do Sporting). O Pedro já levou 5 ou 6 golos em menos de 10 minutos há muitos anos.
Neste, aqui, o Pedro é o único guarda-redes convocado: os outros estão confinados ou fora de Lisboa. 
Eu, mãe positiva, digo-lhe "filho, quando a bola chega à tua baliza, já passou pelos restantes colegas que também não fizeram nada de jeito. Até 15 golos levados, é vitória. ". Ya, eu sei, sou pró em manter as expetativas baixas.

Lá fui para o jogo, nervosa, "meu rico filho". Ainda na semana passada, nos últimos segundos, sofreu um golo que deu a vitória aos adversários e meteu dó vê-lo assumir a derrota da equipa, em lágrimas. Raios parta mais a ingratidão do lugar ou da posição ou lá como se diz na gíria futebolística. 

Lá entraram em campo e o meu de braçadeira de capitão ao braço. Todos nervosos e sem grandes ilusões. Os pais, entenda-se. Um pai levou um tambor para acompanhar os cânticos "para os animar quando forem muitos."
1 minuto de jogo e... pumba, marcamos. Eh lá,  já tínhamos ganho. Euforia total nas bancadas. Foi assim lindo.
 Minutos depois, o Pedro faz uma defesa brutal, tipo "strike the pose", mas na recarga leva um. E depois leva outra. E outro. Serão apenas 3 golos sofridos. Defendeu dezenas e dezenas de bolas. O maior. Uma confiança acima do normal, aquele meu filho. A gritar com os colegas, a incentivar os colegas. Como é possivel não reconhecer o meu Pedro naquele Pedro? 
Estamos a perder por 2-3, apenas. Penalti assinalado a nosso favor, mas o baliseiro adversário é muito bom e defende. É o Pedro, capitão à lá "safoda", que vai ter com o colega e que o reconforta. E acredita. "'Bora, bora, bora". Os miúdos do Benfica estão desorientados com tantos ataques nossos. Nunca perderam. Não estavam à espera de uma equipa tão unida e forte. Sentem que podem perder o jogo. Não sabem perder porque nunca perderam. Perdê-lo-ão no último minuto. O Pedro coloca a bola por trás dos defesas (como é aquele miúdo, um sem percentil durante anos e anos, tem força de braço para colocar a bola onde quer e ali tão longe?). Um colega que tinha antecipado a jogada dele, chega à bola e pica-a para um outro demarcado, que  marca de cabeça. 
Empate, ou seja, vitória! 3-3 e o jogo acaba. Não há invasão de campo porque estamos no futsal e estamos por cima do campo. É o delírio de todos. O pavilhão é demasiado pequeno para tanto orgulho. 
É um dia feliz para as crianças. As de encarnada choram copiosamente. Custa sempre a primeira vez. 

Senti sempre o coração a galopar dentro de mim, com receio que ele levasse mais do que 15 golos e que a sua auto-estima se ressentisse. Nada disso aconteceu.
Podia ser um script de um filme: um clube bairrista, com marcha popular, do povo, ganha ao gigante do futsal que vai buscar todas as crianças talentosas aos clubes pequenos, nem que seja para as deixar no banco. Todas? Não! Algumas resistem ainda e sempre e sem poção  mágica, apenas com querer. 

Mãe,  aprende e acredita. 

(E sim, já houve contactos de gigantes de futebol...)

sexta-feira, 10 de dezembro de 2021

Algo diferente

Vi a série toda do Sexo e a Cidade há mais de  17 anos. Sei que morava na minha primeira casa e que não tinha filhos. Vi a série em DVD, emprestado pelo meu amigo gay, claro. Adorei cada episódio, cada par de sapatos, cada aventura. Foi o início da paixão por NY e a descoberta da palavra "cosmopolita(n) ". Como se diz agora: ententendores,  entenderão !
Acabei de ver os dois episódios de "And Just like that..." e gostei muito do que vi, até porque agora parece-se mais comigo do que há quase 20 anos. Estão mais velhas mas lindas. Algumas pintam o cabelo e outras não. Têm filhos e outras não. Enlouqueceram um pouco e outras não. Adaptaram-se a uma nova sociedade e outras não. Têm estilo e outras nem por isso.
 Tal qual eu, mas sem o glamour. 

terça-feira, 7 de dezembro de 2021

Livro 36

"Consentimento " - Vanessa Springora

Livro auto-biográfico onde a autora relata a forma como foi vítima de um predador sexual - ela então com 14 anos e ele com 50 - apesar de ter dado o seu consentimento e de pensar que estava apaixonada. A situação é aceite pela mãe e pelo meio literário e cultural da época . Este livro abalou a sociedade francesa porque o agressor, o pedófilo, é um reconhecido escritor: Gabriel Matzneff.

(Há no YouTube um excerto de um programa televisivo literário, de 1990, onde perante a aceitação generalizada de quase todos, menos de uma escritora do Canadá, o Matzneff relata com ares de Casanova as suas conquistas junto das adolescente, como se ele fosse a vítima de ninfetas que o desejam. )

Também me abalou, confesso. A escrita agarrou-me, a história deu-me nojo,  a vítima, que aos 14 anos não percebe o que lhe acontece, nem que está refém de um monstro, entristeceu-me. A fragilidade emocional dela transtornou-me.
É um relato simples, um testemunho importante que ajuda a perceber como se é  "seduzida" quando se é crainça e se está numa situação de fraca auto-estima e sem amor.
Acordei hoje às 2h00 da manhã a pensar nela. Às 3h, tive de voltar a ler. Sentia que devia ler todo o relato para a ajudar a esquecer tudo o que lhe aconteceu, como se a minha leitura fosse uma forma de ela seguir em frente e enclausurar a besta naquelas páginas, tal como refere no início do livro.

5 estrelas. Fortemente recomendado. 

domingo, 5 de dezembro de 2021

Livro 35

"O Mapa e o Território " - Michel Houellebecq

Trouxe o livro da biblioteca porque tinha gostado imenso do "Plataforma" (livro 33). 
Mas não gostei deste. Quer dizer, gostei muito da primeira parte, mas as duas seguintes foram perdendo interesse, tornando-se aborrecidas, lá quase pró fim. 
O resumo? Jed é um artista plástico, homem só, sem grandes ligações afetivas. Tem um grande êxito com os seus quadros, mas a fama e o reconhecimento são-lhe indiferente. Conhece entretanto um autor, o Michel Houellebecq (!), e coisas estranhas depois acontecem. Não vou ser spoiler, embora não recomende a leitura!
O livro é sarcástico.
Como a cidade de Paris retratada, a vida destes dois homens é cinzenta. O romance também na minha perspetiva.
Dei-lhe 3 por causa do início que me empolgou. Mas é apenas um 2,5.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2021

quarta-feira, 1 de dezembro de 2021

Dia 1

Hoje deveria ser o primeiro dia do advento. Já não é.  

Ficam as recordações. No domingo, recordámos tantas e rimos com a ingenuidade deles. 

Fica também uma certa nostalgia. 

Mas foi uma coisa que sei que fizemos bem e que marcas na nossa vida a 4. 

(Se os meus netos também tiverem direito às atividades do Advento, hei de recuperar este post e oficializar a tradição  da família da Tella para todo o sempre. )

terça-feira, 30 de novembro de 2021

Livro 34

"Rio do Esquecimento"  - Isabel Rio Novo

Exposto na seção "novas aquisições ", os meus olhos cruzaram-se primeiro com a foto da capa e depois com o título. Num impulso,  agarrei no livro e trouxe. Disse-me o bibliotecária que era a primeira leitora a requisitá-lo. 
Nunca tinha ouvido falar da escritora nem do livro. 
É um livro que nos leva para o Porto do final do século XIX (e tive pena de não conhecer o Porto para me orientar nas ruas indicadas, embora tenha gostado de estar por lá perdida, tendo o Rio ou a rua de Santa Catarina como referência. ) 
É-nos apresentado um brasileiro rico e velho que regressa a Portugal para legitimar uma filha e deixar-lhe uma fortuna em herança. A filha que outrora era rejeitada por todos, filha da desonra e da vergonha, fica noiva de um homem que está apaixonado pela mulher de um grande amigo. Este é o ponto de partida de um romance que é contado de forma não linear. Há avanços e recuos no tempo. Não segue o percurso dum rio ou da vida vivida. Desta forma, tive de ler devagar para entender os sinais e as personagens. 
O livro prendeu-me pelas atitudes das personagens, que nem são por aí além e que nem são demasiadas aprofundadas mas gostei delas por não  serem perfeitas. A forma como é contado o enredo também me prendeu. Parecia que estava a boiar ao sabor das palavras e do tempo, como se estivesse um pouco à deriva. Fiquei decepcionada, no entanto, com o fim. Parece que não chegou a lado nenhum ; parece que ficou preso nas águas turvas de um rio; parece que ficou tudo em suspenso. Ou este livro é para ser entendido assim, como um rio tranquilo (ou não) que segue o seu leito.
Precisava de falar com pessoas sobre o livro que me chegou às mãos inesperadamente para trocarmos umas ideias sobre o assunto, como escreveu o outro. 
4 estrelas. 

sexta-feira, 26 de novembro de 2021

Das inicitaivas tolas mas fofinhas

Lá na minha escola, alguém decidiu que era giro trazermos comida para todos até ao final do período. Já começámos há umas semanas. Há um calendário para sabermos em que dia é que alimentamos a sala dos professores. O meu foi no dia 22.

Todos os dias, temos bolachas, bolo ou chocolates. TODOS os dias. Já deixei de levar a minha maçã e os meus frutos secos. Não vale a pena. Não consigo resistir à tentação do doce e à partilha.

O corpo docente da minha escola chegará a janeiro a rebolar, e quiçá pré-diabético, mas feliz e contente por partilhar lanchinhos uns com os outros. Até agora, ninguém (e nem eu, diga-se) trouxe fruta ou bolachas de água e sal. Pelo contrário, desde as bolachas da pasteleria xpto da avenida de Roma, que ui, ui! mas que kcal, kcal! aos travesseiros de Sintra, passando pelas broas de mel, tudo soma(rá) na balança.

Em tempos, escrevi que nunca serei magra em tempo de confinamento. Acrescento agora que nunca serei magra durante o mês de novembro e dezembro. 

(Depois de estar 8 ou 9 anos fora da sala dos professores, é tão bom partilhar essas coisas e ser apenas professora. Um dia, atualizo-vos sobre isso.)

Por aqui

Se tudo correr bem, ou seja, se o PCR chegar negativo, o Pedro regressará à normalidade amanhã e a emissão, caros leitores, seguirá dentro dos conformes. Na verdade, a emissão continua sempre, independentemente de tudo, mas tentei fazer qualquer coisa que pudesse despertar um leve sorriso. Já percebi que não resultou.Lamento. Adiante. É o que é, como quem diz "sou quem sou".

Alguém previa outra vez isolamentos, férias prolongadas e algumas novas restrições? Eu não via nada disso a acontecer mas a verdade é que sou uma ingénua que, às vezes, parece que come gelados com a testa. Ya. 

 (Não tarda nada e o diário do confinamento regresso, hein?  )


 


quinta-feira, 25 de novembro de 2021

Livro 33

"Plataforma" - Michel Houellebecq

Depois de percorrer durante 20 minutos as várias prateleiras da biblioteca e sem saber o que trazer, os meus olhos cruzaram-se com o Houellebecq. Há anos que quero ler o homem. Tinha chegado a hora. 

É a história de Michel, um homem "medíocre ", sem ambições e que diz em determinada momento "habitualmente não sou uma pessoa boa, não é esse o traço fundamental do meu carácter. A humanidade desgosta-me e, em geral, a sorte dos outros é-me indiferente, não me lembro de alguma vez ter tido um sentimento de solidariedade".

Depois da morte do pai, que não o transtorna por aí além,  vai passar férias à Tailândia. Rapidamente se farta da parte cultural do país e vira-se para a prostituição. As cenas de sexo são rápidas mas fortes e... objetivas, vá. (Mas para quem leu "O Escuro que me Ilumina", este é um menino em termos de cenas ousadas...). Lá, conhece a Valérie, empregada de uma empresa de turismo. Em Paris, reencontram-se e chegam a viver juntos. O Michel vislumbra felicidade durante uns tempos e parece que tudo vai correr bem. Elaboram juntos um programa de férias com sexo e prazer para ser vendido aos europeus. Tudo corre às mil maravilhas...Ou pelo menos parece...

Não gostei das personagens, do papel que a mulher-objeto tem, mas é impossível não deixar de ler. A escrita é sarcástica e apresenta-nos uma visão horrível e decadente da Europa, do turismo, do consumo e do neo-liberalismo. Não há lugares para metáforas ou clichés.  E uma escrita dura, pumba, toma lá isso na cara. É quase demasiado sincero, por vezes.  Tive de parar nalguns momentos e percebi que estava com aquele sorriso amarelo, tipo, "bolas, essa tem piada mas doeu ". 
Há pelo meio alguns comentário racistas e preconceituosos e ainda assim, não consegui deixar de ler. 
Pinta uma sociedade sem esperança. O fim é assim uma coisa que puxa para baixo.
Gostei muito. 
4 estrelas que são 4,5.

sábado, 20 de novembro de 2021

Ainda não acabou...

 Quem é que está em isolamento profilatico durante 14 dias e há de ter aulas via Teams? 

O meu mais novo, claro!


sexta-feira, 19 de novembro de 2021

Livro 32 - 2021

"Os Pilares Da Terra",  volume 1 - Ken Follett

Há anos que ouço falar deste best-seller, mas nunca me seduziu. Não sou muito de best-seller porque tenho a mania que sou leitora mais erudita. Só que não. Tenho só a mania e às vezes até me farto de ser assim.
O livro chegou cá porque a filha da minha amiga, que já teve o seu bebé, fez uma limpeza no quarto para receber o filho. Tinha dezenas de livros para guardar na arrecadação, onde ficariam esquecidos e mortos para todo o sempre. No meio de livros de Rodrigues dos Santos e Nicolas Sparks - abrenúncio - encontrei este. Trouxe apenas para casa, só para ver e ler.

 É um livro histórico que conta a vida na Idade Média, onde a estratificação da sociedade da altura está bem desenhada e representada por várias personagens. Gostei dessa parte, da envolvência da coisa.
 A história gira em torno do Tom Pedreiro que sonha construir uma catedral e do prior Philips,  que quer construir uma catedral.  Há, pelo meio, senhores maus e crueis, gente do povo faminta, violência, lutas e algumas intrigas palacianas. 
É uma história simples que se lê bem, mas que não me arrebatou e tive pena que assim fosse. Não percebo o razão pela qual este livro seduz tanto tantas pessoas em todo o mundo. 
Dei-lhe 4 estrelas, mas talvez sejam 3.5. 

Fui há pouco à biblioteca mas não trouxe o 2°volume. Não me apeteceu...

terça-feira, 9 de novembro de 2021

Tella? Oui, c'est moi!

Quem é que teve 18 reuniões em 4 dias, enquanto dá aulas, tira bicas e faz magia? 

Quem é que sobreviveu a todas, com uma espécie de sorriso debaixo da máscara?

(Eu tinha avisado...)



domingo, 7 de novembro de 2021

Livro 5 - Tiago

"Nunca mais vou ler o Eça!"

(Digo-lhe já que vai ter de ler "Os Maias" no 11° ano?)

terça-feira, 2 de novembro de 2021

14 anos

O meu filho faz hoje 14 anos e eu nem acredito como consegui colocar neste mundo uma pessoa tão fixe como ele. Mesmo.

domingo, 24 de outubro de 2021

Novo estatuto

A filha da minha grande amiga está grávida. Conheço a miúda desde sempre. Foi o primeiro bebé a quem dei um biberon. Ela diz orgulhosamente que foi o meu primeiro bebé. Foi. É a minha sobrinha do coração, sem dúvida.
Está quase a dar a luz. Troquei uma SMS há pouco com ela. Está com 10 dedos de dilatação. Está quase, quase.
E eu quase a ser... tia-avó.  
(Outch!)

sexta-feira, 22 de outubro de 2021

Livro 8 - Pedro

A professora de Português deu-lhe uma lista de livros. Tinha de ler um e apresentá-lo à turma. Escolheu um que me toca muito: "Cão como Nós" de Manuel Alegre. Escolheu-o por quatro motivos:

1) Já o tínhamos em casa;

2) Manuel Alegre é um dos meus escritores de eleição e queria partilhar comigo a afinidade;

3) Fala de animais e embora não goste de cães, gosta de gatos, por isso, estão a ver, certo?

3) Tem poucas páginas (sendo esta a verdadeira razão, creio...).

Acabou de o ler. Chegou ao pé de mim, com o livro na mão e a chorar baba e ranho. Quis ficar uns segundos abraçado a mim. Depois, foi buscar o gato, o seu James, para ficar mais reconfortado. 

Gostou muito, embora tenha achado a leitura difícil. 

Recomendamos a leitura. Dei-lhe 5 estrelas há mais de 15 anos e o Pedro, hoje,
também lhe dá a mesma avaliação. 

 



Livro 31

"Rapariga mulher outra" - Bernardine Evaristo.

Agarrei o livro com entusiasmo e com expectativa alta. Falava -se bem do livro, vencedor o Booker Prize  2019. 
O livro, muito resumidamente, relata a vida de 12 mulheres,  quase todas negras. Fala -se de feminismo, racismo, lesbianismo, emigração, pessoas transgeneras, de uma sociedade multicutural que avança mas que luta ainda com muitos preconceitos. 
Há frases cruas, que querem chocar pelo grau de preconceito. Às vezes resulta, às vezes parece que alguns temas são tratados de forma leviana.
Dei-lhe 4 estrelas, mas puxadinho, que na verdade é um 3,75. 

terça-feira, 19 de outubro de 2021

Assunto pré -natalício

 Deparei -me ontem, no Lidl, com duas coisas que me dizem muito, muito mesmo, mas resisti estoicamente a ambas. A saber:

1) Um calendário do Advento. Foi uma  década... 

 [Um aparte repentino e não programado neste processo de escrita: senti-me velha ao escrever a palavra década, outch.]

... uma década de dedicação total ao Advento. Combinámos que este ano não haveria...

2) O panetone.  É uma vida a comer panetones e mais panetones de outubro a janeiro. Combinei que este ano iria reduzir e só me lambuzaria com eles em dezembro. 

Uma aposta que falho uma das combinações ?!