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Confissões

A propósito do novo filme de Tom Cruise, confesso que nunca vi o "Top Gun". Devo ser a única pessoa da minha geração que nunca o viu.  (Até os meus filhos já o viram e querem ir ao cinema ver este novo...)

Livro 15 - " Cartas Vermelhas"

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"Cartas Vermelhas" de Ana Cristina Silva também me foi oferecido pela Carolina. Ela sabia que eu ia gostar muito.  Este livro prende-nos com os dramas da personagem principal, inspirada na pessoa de  Carolina Loff da Fonseca* e cuja vida dava um filme à Hollywood, se fossemos americanos, claro. Para além dos grandes dramas da vida que me agarram sempre, o livro contempla momentos históricos importantes e que me seduzem: a chegada do fascismo em Portugal, a PVDE, a guerra espanhola e os Comunistas.  A Carol é uma mulher que nunca se resignou à miséria e pobreza, apesar de viver numa família abastada. Encontra no comunismo uma forma de luta, uma forma de construir uma sociedade mais justa..  E ste é o mote, o resto fica para quem quiser descobrir o livro. Eu gostei muito. A autora, que foi professora de psicologia não sei quê de um conhecido meu, disse-me que ela é uma das autoras de romances psicológicos em Portugal com mais destaque. O livro n.9 que li este ano...

Do Pedro

Ontem jantei só com o meu mais novo. Só nós os dois, num jantar que se prolongou durante bastante tempo. Foi a confirmação de várias coisas: que ele não esquece o que lhe fizeram, pró bem e pró mal, que tem sentido de humor, que detesta injustiças, que nem sempre tem um discurso articulado e que é um puto mesmo mesmo engraçado.  Se não o amasse já tanto, apaixonar-me-ia por ele de certeza.  [E ao escrever o post, a dúvida: ele é efetivamente assim ou são apenas os meus olhos de mãe a escrever (e sentir)? ]

Da minha entrada nos 44

- Retirei a minha data de nascimento das redes sociais porque me faz confusão receber mil mensagens de "parabéns" de pessoas que, que...com quem não tenho grande intimidade. Resultado: foram poucas as mensagens, mas boas e sentidas. Tudo bem na mesma para aqueles que não se lembraram ou não sabiam. É perfeitamente normal não saberem quando faço anos. Também eu não sei as datas de todas as pessoas com quem me cruzo/ei na vida. Pareceu-me tudo mais autêntico. -  Fomos passar o fim de semana fora. A caminho do Alentejo, o carro morreu. Estávamos quase a chegar, mas tivemos de regressar a Lisboa com um taxista para ir buscar outro carro, enquanto o reboque levava o nosso não sei para onde. Pensei que ia chegar com neura, mas não, somente cansada por ter saído as 15h de casa e chegar ao destino à meia-noite. Não aproveitámos a sexta-feira à tarde, mas nem isso me tirou a boa disposição de fazer algo diferente a quatro.  - Os meus filhos, cheios de avaliações na escola, levaram os ...

Faltam três segundas para o fim do ano letivo

 Aguentai!

Livro 14 - "Berta Isla"

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 "Isla Berta" - Javier Marías É um livro muito comentado e apreciado, mas acho que é excessivo. Arrastei a leitura durante um mês porque nunca me prendeu verdadeiramente. É a história entre Berta Isla e o seu marido, que tem uma vida dupla. É uma história de amor intermitente, com segredos, meias-vidas e fingimento.  Dei-lhe 4 estrelas.

44 anos

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Despedi-me ontem dos 43 com a música do Sergio Godinho, "O elixir da eterna juventude".  Começa a música com "estou velho/doí-me o joelho" e às tantas diz "misticismo à parte, envelhecer é uma arte". Achei a música ainda mais bonita e parecia que estava a falar de mim.  Hoje, faço 44 anos, e a personagem do meu livro diz isso, logo hoje, e parece que está a falar de mim. 

(Mais) um relato de futsal

 Como sabem, o meu mais novo está na Final Six (termo inventado por mim) da distrital de Lisboa. Os melhores querem ser campeão de Lisboa.  Sábado, tive mais uma conversa com o Pedro para baixar as expetativas. Ia jogar contra o Benfica, na Luz. Estipulamos um número : 15, ou seja, a partir do 16º golo sofrido, seriámos efetivamente derrotados. Sei que sou profissional a baixar as expetativas, mas da última vez, sofremos 8 ou 9 golos do Benfica e doeu muito. Percebi que não íamos repetir o empate. Fomos tranquilos, certos da derrota.  Num pavilhão com cerca de 120 pessoas - sendo que a nossa claque, composta por mães e pais, não chegava aos 20 -  a Luz sentiu um verdadeiro inferno devido às nossas vozes que não se calaram um segundo. Nem um segundo! O Pedro disse-me depois que só conseguiram jogar tanto por causa das nossas vozes.  Os nossos cânticos, que nunca ofenderam ninguém, começaram a enervar a claque encarnada. Começaram a não gostar da nossa alegria e d...

Relato da bola - o futsal

Acabou hoje o campeonato do meu mais novo. Ficaram em 3° lugar da série onde estão, depois do Benfica e do Sporting. Como estas duas equipas não são as principais, são equipa B e a equipa A é que continua em jogo, subimos nós à final six (soa sempre melhor em inglês) onde disputaremos os 6 primeiros lugares da distrital de Lisboa. Que festa! Jogarão a partir da próximo semana com os melhores e vai ser muito difícil. Há que prepará-lo para a derrota e para os muitos golos sofridos. Temos de criar uma expectativa baixa, que se há coisa que ele não gosta nada, é perder. Tem até muito mau perder, meu rico menino!

Run Tella, run!

Ando a tentar encontrar vontade e prazer na corrida, mas está dificil. Não corro há muito tempo e há uma semana que me arrasto na estrada para fazer 5 míseros km, dia sim, dia não. Devo dar dó a ver!  Mas este post é mais do que sobre corrida. Cruzei-me com uma mulher que estava a correr e a empurrar um bebé, num ovo. Ela tinha a barriga de quem pariu há pouco. É recém-mamã, deduzi. Uau, que força, pensei. Instintivamente, ao passar por ela, bati-lhe palmas e dei-lhe os parabéns.  Agradeceu e pôs a mão no peito, com um sorriso de orelha a orelha.  Fiquei feliz por ter provocado um sentimento bom àquela mulher.  Sonoridade também é isto, creio. 

Quando é que sabes que tens filhos crescidos? (Já perdi o número da coisa*)

Uma família entra num supermercado para aviar alguns produtos. Cada um tem uma lista e vai à procura do que lá está escrito. A mãe está com vários produtos nas mãos quando um filho chega à sua beira . - Ó mãe,  a sério? É para quem? Para quê? - Tu sabes para que serve... É para ti. - Ó mãe! Fogo! Não quero nada disso!  - Não,  estou a brincar. É para mim e para o teu pai. - Ó MÃE! Pior ainda!  - Não, estou a brincar. É para fazeres balões de água com o teu irmão.  - Ah, ok. Traz então.  (* e se calhar aquela numeração romana já custava a ler ...)

Fim das máscaras

As máscaras já não são obrigatórias na escola e a primeira coisa que penso é "eh pá, tenho de fazer o buço com mais regularidade!". Logo de seguida pensei " que merda, vou ter de pôr base novamente na cara até perder a cor de inverno que mais parece que estou com anemia. Que trabalheira!". Sim, reconheço, nem sempre me preocupo pelas grandes questões da sociedade.

Quando é que sabes que tens filhos crescidos e que não vais para nova? (Dois em um...)

Quando matriculas o mais velho no ensino secundário,  no 10°ano, e o mais novo no 3° ciclo, no 7° ano. Outch, ainda estou abananada por causa da rapidez com que tudo passou (e pelo preço das matrículas,  também, vá!).

Dia de praia

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Aquele primeiro dia de praia em que não consegues vestir um biquíni porque há novos  pneus que não consegues encarar e estás demasiada branca.  Tudo too much! É lidar, dizem, mas fui incapaz. Siga com fato de banho para começar, que depois logo se vê. 

Livro 13 - " Sinais de Fogo"

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"Sinais de Fogo" - Jorge de Sena.  Há anos que ando para ler o livro. É,  de acordo com muita gente entendida, "um marco na literatura portuguesa". É um livro autobiográfico. O autor quis escrever uma obra que abarcasse a vida portuguesa entre 1936 e 1959.  Morreu entretanto e deixou a 1a parte -este livro- que retatra alguns meses de 1936. Não gostei do livro, nem das personagens,  nem do Jorge (de Sena). Nunca senti empatia por ninguém porque nunca sentiram empatia pelos outros.  É o retrato da sociedade da altura, mas a visão que todos têm das mulheres,  das prostitutas e das criadas não me permitiu gostar do livro. São miúdos burgueses que se preocupam muito mas que nada fazem. Para além disso, achei o livro entediante, apesar de estar muito bem escrito, claro, e com ritmo. A questão não é estética. É o resto.  Não gostei, simplesmente. Sinto-me sempre um ser aparte quando um  livro tão bem cotado e tão reconhecido pela elite intelectual me pa...

Done

Os 4 covidados ✔

Quando é que sabes que tens filhos crescidos ? XLVIII

Quando exemplificas (porque não queres nenhuma surpresa, nem filhos ignorantes) com uma garrafa de vinho (what else?) como se põe um preservativo. Tella, quinze points. 

Aguardente? Ouvi perfeitamente!

 A Mary QA fez um post  sobre o mal da idade e os óculos .  Parafraseando o José Severino, eu é mais ouvidos. Estou cada vez mais surda. Não oiço o que se diz. É uma cena que limita muito, sobretudo quando se é professora com alunos que ainda usam máscaras. Ainda mais quando se leciona uma língua estrangeira e as pronúncias são por vezes incompreensíveis para todos. Pensendo bem, é capaz ser bom não ouvir coisas tão agressivas para os meus ouvidos.  É limitativo também em casa quando eles dizem coisas, peço para repetirem e tenho como resposta "não é nada. Esquece!" ou "ó mãe,  tens de ir ao médico ". Esta última faz-me revirar olhos, mas a primeira, ai senhoras, enerva-me e faz-me passar.  É limitativo em certas reuniões de trabalho. Para não dares a parte fraca,  acenas com a cabeça e sorris (com os olhos), mesmo se estão à espera de uma resposta mais objetiva ou concreta. Dou aquele ar entre o distraído e o burro, nada a fazer.  É limitativo nu...
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Ontem juntámo-nos e fomos dizer definitivamente adeus à minha amiga. Cumprimos a sua última vontade e fomos colocar as cinzas num sítio que lhe era muito especial. Ontem foi ainda mais palpável a nossa finitude. "Do pó vieste e ao pó voltarás" ou algo parecido. Foi triste, obviamente, mas foi um momento perfeito. Ainda pensei que era uma pena ela não estar cá para ver e dizer-me "Baby, é mesmo isso que eu queria". Saí de coração cheio, numa espécie de sentimento que passa também pelo dever cumprido.  Ficam agora as recordações e as memórias.

Quando sabes que não vais para nova?

 Quando te nascem pêlos no queixo e são brancos.  Fdx*! * (Ya, uma tentativa de não parecer tão velha!)