(Meno)pausa na forma de estar?
Há uns dias, alguém fez uma cena infeliz. Não vale a pena estar aqui a explicar, mas foi foleiro e não gostei nada. O meu olhar de desdém foi revelador. Não ia dizer nada. A vida segue. A pessoa é parva, coitada, e eu sigo a minha vida. Não há necessidade de drama.
No dia seguinte, veio ter comigo para falar o sucedido, a querer explicar o porquê da cena. Quis falar comigo sobre o assunto em pé, na sala dos professores. Ela começou "bla bla bla" e lá explicou algo sem sentido. Interrompi-a, já estava em loop, para lhe dizer "não gostei nada da tua atitude. Foste infeliz e, na verdade, já que puxas o assunto, tu é que tiveste mal porque bla bla bla". Juro-vos que acho que foi a primeira vez que disse, no trabalho, a alguém que não tinha gostado da atitude dela para comigo. Sou de comer e calar e, se necessário, cortar para sempre a pessoa, à la ressabiada, admito.
Entretanto, apercebi-me que as conversas dos restantes colegas começaram a ficar suspensas para ouvir o sucedido. Detesto confrontos e cenas desse género. Detesto estar metida nessas coisas.
Depois disso, virei costas e sentei-me. Ela ouviu e saiu.
Dizia-me uma colega, a seguir: "Tella, quem és tu que não te reconheço?".
Nem eu, nem eu.
Será este o meu novo papel ou será apenas um efeito colateral da perimenopausa?
Aguardemos, caras leitoras, que haja mais desenvolvimentos. Ou não.
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