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A mostrar mensagens de abril, 2026

Livros de Abril

Livro 8 - A malcriada , de Beatrice Salvioni. Este livro é a continuação de "A malnascida". Li um a seguir ao outro, porque gostei muito do anterior. Também gostei muito deste, mas achei o 1° volume melhor.  3,5.  Livro 9  - A canção do profeta , de Paul Lynch (O livro foi emprestado há muitos e muitos meses por uma colega que me disse "vais adorar". Demorei a pegar nele por não o poder ler no kobo. Que tonta, eu sei!)  Um dos sentimentos que mais gosto é quando estou a ler um livro (em abril, neste caso) e sei, de antemão, que será o melhor livro do ano. É uma distopia na Irlanda do Norte onde o governo retira liberdades e direitos à população e seguimos, oprimidos e de forma claustrofóbica, uma família onde o pai lá de casa é sindicalista.  É de leitura obrigatória, sobretudo nos tempos que correm. Constatamos, ao lê-lo, que a liberdade é mesmo uma coisa muito frágil e que quando a engrenagem para acabar com a Democracia está em marcha, nada podemos fazer pa...

25 de abril, sempre! [Editado]

 Hoje é o melhor dia do ano!  ( Mas hoje com um sabor diferente, pois o meu mais novo não descerá a avenida, porque tem um jogo contra o Sporting. Esteve indeciso. Falta ao jogo ou falta à descida na Avenida? Optou pelo jogo e irá depois ter com os amigos e talvez connosco ao Rossio. Saiu há pouco para o jogo comovido e, acho, arrependido da escolha ...) [Edit:  Encontrei o Miguel PC e falamos da Carolina  e fiquei de lágrimas nos olhos. Estava a ver que me desmanchava... O Pedro jogou. Dizem e diz ele que fez um jogaço. Marcou um golo. Esse meu guarda-redes é do catano! Chegou às 18h. Esteve connosco 30 minutos e foi ter com a grupeta dele.  Para o ano há mais. ]
Imagem
Ontem fui ao Fundo do Lugar ver a casa da minha avó, vendida há quase um ano. Contornei a casa, pelo lado dos campos outrora cultivados, pronta a galgar o murro baixo e o arame que o meu avô lá colocou há mais de 30 anos talvez. (Terá sido mesmo ele a colocar o arame?) Queria entrar no espaço. Foram as câmaras a apontar para o sítio onde estava - câmaras no Fundo do Lugar! - que me impediram in extremis de o fazer. Realmente teria sido parvo. Perguntava o pai cá de casa "querias soltar aquilo para quê?" Não sei. Se calhar,  queria ceder a um impuslo primitivo, como um animal que marca território. Apoderar-me do espaço só mais uma vez.  Num dos pátios interiores, um móvel da cozinha de cima desmanchado - consegui ver através de uma foto tirada com o meu telemóvel, erguendo-me ligeiramente junto ao portão de baixo.  O portão principal ainda tem as inicias AR -1972 (Anibal Rodrigues, meu avô). A venda da casa despertou lágrimas e zangas na família. Eu não senti nada disso. C...

Curtas

- Apercebi-me melhor do verdadeiro corpo da mulher, aquele que se move sem filtros e sem pudor no ginásio. (Só reparei agora porque passei a tomar lá banho). Tem ancas largas, tem estrias tatuadas que parecem rios. Tem a barriga apertada nas leggins, que sai um pouco de fora e tem mamas descaídas. Sinto que sorrio interiormente quando vejo, de soslaio, um corpo assim. Mulher como nós.   - O Pedro descobriu a música cigana. Passou a ser a nossa banda sonora de manhã até à escola. Não gosto nada. É horrível! Pelo meio, ouve Zeca. Sempre o Zeca.  - Falando dele ainda : ele assinou contrato de formação com o clube. Foi o único atleta de 2010 a fazê-lo. O meu hastag é  #quero ser a Dolores do futsal. (Já tinha dito que ele tinha assinado? Estou na dúvida...Oh pá,  ando chalupa.) - Já elegi o melhor livro lido em 2026: A Canção do Profeta . - Detesto arrumar a casa ou limpá-la, mas cada vez mais me agrada fazê-lo para ter tudo organizado e limpo. É um contrassens...

Sobrevivi!

Acho que não se fala suficientemente do Corte Inglês de Lisboa, certo? Chegou então a hora de pôr os pontos nos -is.  A primeira vez que fui ao supracitado local, saí ao fim de 5-10 minutos. Não gostei do conceito. Os sítios fechados e amplos atrofiam-me.  Fiquei anos sem lá pôr os pés. Regressei com o pai cá de casa, que estacionou no parque, uma espécie de escorrega em espiral  enlouquecido , até ao piso -2 ou -3. Que descida infernal. Fui com o intuito de comprar uma caixa de Legos. Não a comprei por causa do preço elevado: sim, sou forreta.  Regressei hoje, pela quarta vez.  Fui sozinha de carro. Estacionei naquele local infernal, que enrola, enrola, enrola. Pensei "Ah Tella, fecha os olhos!". Não os fechei, acho. Não posso jurar. Sim, sou má condutora. Estacionei e perdi-me imediatamente. Não encontrava a porta de entrada e não decorei o caminho até ao carro. Estava a pensar no jantar, no trabalho, na vida e ainda com o coração nas mãos por causa do estacio...

O que faz falta?*

Conversas sem telemóvel na mão, tempo sem pressa, " mais comunicação e menos interpretação **", contas mais leves no supermercado, menos ruído e mais intenção, mais atitudes dignas de seres humanos pensantes e, claro, " animar a malta". * * O Pedro estava no quarto a ouvir o Zeca e fiquei a divagar... ** Frase da Tânia Graça no podcast " Voz de Cama" . 

Ordem

Há meses que pensava que tinha de arrumar a casa . Aquela lista de blogs ( "Por lá ") aqui ao lado, cheia de nomes parados, alguns  há 5, 6 ou 7 anos. Estão ali no fim da lista à espera de não sei quê.  Foram blogs com vida, mas que acabaram.  Há que aceitar, eliminá-los e seguir em frente, até porque no substack, há tantos blogs giros e interessantes... (Há pouca coisa a relatar de momento, eu sei...)