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Sub 17 [update]

Hoje começa a 2a parte do campeonato nacional. Das 16 equipas, somente 8 passaram. A equipa do meu Pedro está, para já, nas melhores 8 do país. Ele marcou 2 golos na 1a parte,  o que para um guarda-redes, nesta fase, é muito. Também impediu que muitas bolas entrassem. O colega dele também, verdade seja dita, mas aos meus olhos, o meu esteve melhor, claro.  Depois desta fase, só 4 permanecerão em jogo.  Seguirão para as meias-finais e a final que destacará o campeão nacional. Estou a torcer para que seja o meu filho, como calculam.  Jogará hoje contra o Braga, às 18h. Ao nosso lado, já cá está o selecionador nacional. Espero que o meu filho jogue pelo menos uma parte e que nada passe.  Ser mãe de guarda-redes é super difícil. Respira, Tella, respira. [Update: jogou o tempo todo, as duas partes, e ganharam.]
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Vi a serie documental de que toda a gente fala: 'Mário Soares a duas voltas", disponível na RtpPlay, sobre as eleições presidenciais de 86. Em 1986, vivia em França e tinha 8 anos. Foi por isso uma surpresa para mim conhecer os meandros do momento. Gostei dos pormenores, que nunca foram aborrecidos, as figuras,  as movimentações políticas, o dramatismo da 1a volta, as frases que marcaram alguns momentos e fiquei de boca aberta com a forte mobilização de Portugal. Era sempre um mar de gente a acompanhar Freitas e Soares. Incrível.  E aquele políticos, que classe e que eloquência. (Chegámos a pôr para trás para a ouvir uma segunda vez algumas deixas deles .) Vale muito a pena.

Desabafo

Há dias em que perdes o controlo da tua aula e de um aluno em particular. Hoje foi um desses dias. Terá sido, em 23 anos de docência, a primeira* situação grave que me ocorreu.  Não vou contar a história em si, porque não interessa, mas apenas o que fica durante e depois.  O coração que bate demasiado rápido, a voz que treme, a ausência de discernimento para saber o que fazer, a tua vulnerabilidade perante os outros alunos, a insegurança, sempre ela, que aparece com ainda mais força, a vontade de chorar e o pensamento constante "se calhar, não devia ter ido por aquele caminho" ou pior ainda "podia ter fingido não ter visto". A experiência vale de pouco, certo? E depois do sucedido, tens de continuar a dar aula com a restante turma, como se nada fosse, numa espécie de "sorrir e acenar" e num ambiente crispado (e solidária comigo? Com o colega? ) ou de troça silenciosa perante a adulta que teve muitas dificuldades em lidar com a cena. Estou aqui num furo a e...

O Pedro faz 16 anos

Há uns anos, neste dia, uma colega disse-me "Que interessante, o número dele é o 7", com aquele ar que as pessoas têm quando falam de coisas místicas. Como não desenvolvi conversa, não sei o que significa. Relato o episódio aqui para ser uma espécie de introdução, porque pouca coisa tenho a dizer. Tudo, ou quase tudo, já foi dito sobre esse miúdo que nos surpreende sempre.  Para mim, o Pedro é um infinitude de coisas e, hoje, está de parabéns. Não receberá a prenda desejada, a motorizada, porque, convenhamos, está...parvo, mas receberá abraços sentidos e longos que o farão revirar olhos e dizer "mãe, vá, chega". Adoro esse meu filho! 

Como este blog já foi um babyblog,

...parece-me certo deixar aqui registado que o meu mais velho votou hoje pela primeira vez (e que não me deixou tirar foto ao momento...).

Outra pequena nota

Hoje, fui ao Castelo de São Jorge, numa visita de estudo com um 9ºano. Ao descer as ruelas, já no regresso para o autocarro que esperava por nós em Alfama, entre casinhas pequenas de AL ou wines bar, o Tejo aparecia cinzento ,  como só janeiro sabe ser. Havia algo de triste: o frio, a chuva, a calçada escorregadia, o céu também ele cinzento ou, vá, plúmbeo, como dizem os escritores a sério quando descrevem nuvens. E nem a ideia de ser sexta-feira nem o riso dos alunos conseguiu aligeirar o ambiente.  Hoje, não tive dúvidas: Janeiro pede recolhimento. Eu, como sempre (2019 ou 2022 ), só quero hibernar.  

Pequenas notas sobre janeiro (que nunca mais chega ao fim)

O pai cá de casa foi operado, uma coisa aparatosa, de difícil recuperação.  (E eu que nunca tive vocação para enfermeira, com exceção dos tempos em que os miúdos eram pequenos e o colo era meio consolo para ambas as partes...) Acabámos de rever em família a série Guerra dos Tronos, eles pela segunda vez e nós, o pai de casa e eu, pela terceira. É uma série que continua a surpreender. Comprei o 1° volume porque o Pedro disse que os queria ler. Espero que sim, que esse miúdo não me lê nada e passa horas agarrado ao telemóvel ou à PlayStation.  (E eu que ando tão preocupada pela forma como eles falam, com pouco vocabulário ou com expressões parvas, que ouvem nas redes sociais e que repetem até à exaustão. Estupidificação em massa loading  ✅   ) Vi o filme "Batalha atrás de batalha". Inicialmente, achei que ia ver um daqueles filmes norte-americanos, com perseguições e tiros, e que ia detestar. Afinal vi um filme norte-americano, com perseguições e tiros, e muito bom! A ...

Resolução ou objetivo?

Fui pesquisar no blog os posts sobre "resoluções para o próximo ano" e encontrei vários, claro. O de 2013 parece-me o mais sensato, escrito depois de dois anos difíceis, de grande turbilhão emocional: " Por isso, neste novo ano, não tenho nenhuma resolução. Viver cada dia, esperando que chegue ao final do dia sem grandes inquietações ". Os meus filhos, no dia 1/01, falavam de objetivos para 2026 enquanto púnhamos a mesa para o almoço. "Mano, tens objetivos?" O que achei estranho na conversa? Várias coisas.  Ambos têm objetivos aliciantes.  Não usaram a palavra "resolução", que me leva a pensar que: 1.  Sabem que as resoluções só existem para não se cumprirem e não estão para isso.  2. Os objetivos são mais concretos e pressupõem planos de ação e foco constante e eles estão mesmo determinados a chegar ao de querem. 3. Lêem pouco e são de uma geração com outros léxicos, vá..., logo não conhecem a palavra "resolução ".  Estando apenas os t...