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Livro 33- "A Breve Vida das Flores"

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 "A Breve Vida das Flores" - Valérie Perrin Comprei o livro naquela ida despropositada ao centro comercial. Tinha lido, há uns tempos, um artigo francês sobre um livro da autora, intitulado "Trois", mas que ainda não foi traduzido cá. De repente, oiço falar da autora por cá também. Parece que toda a gente tinha lido ou estava a ler "A Breve Vida ..." (cujo título em português nada tem a ver com o título francês "Changer l'eau des fleurs" - a saber Mudar a água das flores,  como quem diz manter a esperança e a vontade para que uma flor (ou pessoa) não morra. Quer dizer, interpretei assim a coisa depois de ler o livro, claro, e vale o que vale. ) O romance fala de Violette, uma mulher que trabalha num cemitério. Acompanhamos a vida dos mortos, dos vivos que visitam os mortos e a própria história da Violette. Mas todo livro fala sempre sobre a vida e o renascer. É uma ode à esperança, quase. A Violette é uma personagem que nos marca porque aguen...

Livro 32 - "Os da Minha Rua"

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 "Os da Minha Rua" - Ondjaki Na minha primeira pausa de férias,  para além de uma ida despropositada a um centro comercial, fui trocar livros à biblioteca. Como tinha gostado muito do "Livro do Deslembramento ", resolvi trazer outro do mesmo autor. Este livro é um livro de contos. Quem me lê e presta atenção ao que escrevo, sabe que não gosto particularmente desse género literário. Aqui, no entanto, é diferente. O autor volta à sua infância,  às personagens que já conhecia do outro livro, à cidade de Luanda, às traquinices dos meninos da rua, que brincavam juntos. Nestes contos, eu emocionei-me bastante pela poesia que é dita em prosa. É um livro íntimo também. Emocionei-me no fim, chorando baba e ranho e relendo os últimos 5 parágrafos 3 vezes para captar tudo.  Quando um livro me sensibiliza tanto e me faz querer comprá-lo já depois de o ter lido, só pode ter 5 estrelas. 

Livro 31 - "Madalena"

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 "Madalena" - Isabel Rio Novo Trouxe este livro da biblioteca por causa deste , que me ficou na cabeça.  "Madalena" conta duas histórias: a da narradora, professora de história, a fazer sessões de quimio e radioterapia e a história da sua bisavó Madalena, personagem misteriosa e de fama duvidosa e do seu bisavô. As duas histórias estão entrelaçadas e na reta final, de alguma forma, convergem.  As passagens sobre a dor física e emocional de quem trava uma luta contra um cancro foram difíceis de ler e houve momentos em que parecia estar a ver a minha amiga Ana ou só agora perceber algumas coisas sobre o seu sofrimento final.  A história de amor, traição e drama dos bisavós, por ser contada a partir de cartas antigas e notas num caderno azul, prendeu-me de imediato. Que personagens! Hei de ler mais coisas desta autora, até porque tenho cada vez mais vontade de conhecer escritoras portuguesas.  Recomendo muito a leitura deste livro. Dei-lhe 4,5.

Outra pausa nas férias

Rumo ao terceiro e último spot das férias, com nova paragem em casa para tratar da roupa, mas, desta vez, sem passar pela balança, claro. 

Livro 30 - "Homens Bons"

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 "Homens Bons " - Arturo Pérez-Reverte  No ano passado ou há mais tempo, já nao sei, li um artigo no Observador sobre este livro e lembro-me de pensar que tinha de o ler. Nunca o trouxe da biblioteca porque é um calhamaço. Quando os livros ultrapassam as 500 páginas,  prefiro trazê-los para as férias. Assim o fiz. Este livro conta a história de dois homens, no século XVIII, membros da Real Academia Espanhola, que têm como missão trazer de Paris os 28 volumes da Encyclopédie de Diderot. Seguimos assim as aventuras deles, numa Paris pré-revolucionária e iluminista onde a Razão tenta derrubar ideias obscuras e ultrapassadas.  Gostei muito do livro, cheio de peripécias e de enquadramentos históricos e filosóficos sobre as Luzes. Para além disso, as personagens são deliciosas e foi fácil gostar delas.  Dei-lhe 4 estrelas e recomendo o livro, sobretudo para as férias. 

Pausa entre as férias

Regressámos ontem todos muito contrariados do Algarve. Na verdade, estávamos também irritados. Foram 15 dias que passaram rapidamente, apesar do nosso Algarve ser sem pressas e confusões. Não bastava isso para me irritar, não. Ainda há mais.  Quis pesar-me porque  tinha quase a certeza que tinha perdido um quilo ou mais. Afinal de contas, uma pessoa só andou a pé numa média de 10-12 km por dia, não comeu nenhuma bola de Berlim e ainda correu 32 km em 15 dias. Só que uma pessoa também comeu muito folar de Olhão e bebeu muitas caipirinhas, é verdade, mas, ainda assim...  E pumba, o raio da balança disse-me que tinha ganho um quilo e meio.  Não bastavam estas duas coisas para me irritar, não. Ainda há mais. Os 3 outros cá de casa, que não correram nem um quilómetro e que comeram bolos, perderam peso. Que injustiça! Esperem, que há mais. Fui desfazer malas do Algarve para voltar a fazê-las para outro destino, onde as noites podem ser frias e onde há necessidade de roupa ...

Livro 29 - "O Livro do Deslembramento"

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 "O Livro do Deslembramento"  - Ondjaki Há muito tempo que queria ler este autor angolano,mas nunca me lembrei até agora de o requisitar. (Na biblioteca do bairro, os autores africanos e brasileiros estão afastados dos portugueses e dos outros todos...). É um livro que nos leva a Luanda, nos anos 90. É a voz de uma criança que nos conduz pelas ruas de capital angolana, pelos encontros familiares, pela rotina da casa e pela escola. É um olhar aparentemente ingénuo e muito ternurento, mas que consegue perceber as diferentes camadas das pessoas e da vida. Tudo é contado com um ritmo oral, com palavras inventadas, acho eu. Está escrito como se fala. As observações da criança são genuínas e muito cómicas. Dei várias gargalhadas, coisa rara quando leio. Na maior parte das vezes, esboço um sorriso. Aqui nao, é delicioso e mesmo muito divertido. Mas as observações da criança também são bonitas e encantadoras. O livro acaba com o início,  novamente, da guerra civil e até esse mome...

Livro 28-"Retrato a Sépia"

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 "Retrato a Sépia " - Isabel Allende Trouxe este livro porque é sempre bom contar com uma escritora como a Allende nas férias: escreve histórias que prendem, com mulheres fortes e paisagens chilenas que me apaixonam sempre. E são livros que se lêem rapidamente porque exigem pouco de nós, leitores. Este segue a linha. Não me falhou.  Quando comecei a ler este livro, reconheci as personagens e até achei por momentos que já o tinha lido. Não sabia que este era uma espécie de continuação da " Filha da Fortuna ", uma vez que a protagonista é neta da personagem principal deste último. Fiquei depois a saber que a " Casa dos Espíritos " é o terceiro volume da saga familiar (embora os 3 possam ser lidos individualmente).  Dei-lhe 4 estrelas porque estive completamente entretida com a trama e fui sonhando, através do livro, numa viagem ao Chile...

Livro 27 - "Samarcanda"

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 "Samarcanda" - Amin Maalouf Este livro pertencia à minha amiga Ana e por isso o trouxe para as férias.  Este livro fala de um manuscrito com poemas de um grande poeta persa do século X e XI. Na primeira parte, descobrimos a vida deste poeta, junto dos vizires, dos xás, da sua amada e afins em várias cidades do Oriente. Fui incapaz de me localizar no espaço, pois não conheço grande coisa por aquelas bandas. Samarcanda é uma cidade que fica no Uzbequistão e onde o poeta escreveu esse tal manuscrito.  Na segunda parte, estamos no início do século XX. O Ocidente descobre o Oriente e esse poeta em particular. Seguimos então uma personagem - encantadora, diga-se - pelo Oriente e pelas mil cidades para mim quase todas desconhecidas, à procura do livro. Pelo meio, temos conhecimento da evolução política e social da Pérsia, que é dominada pelos vários Impérios europeus. Tédio! Achei tudo aborrecido. Não gosto particularmente da cultura das arábias, talvez por não a conhecer. Daí ...

Livro 26 - "Fahrenheit 451"

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 "Fahrenheit 451" - Ray Bradbury Ouvi falar deste livro quando li este romance do Afonso Cruz. Algum tempo depois, a irmã da Mary escreveu uma ótima review, que me despertou a curiosidade.  É um romance distópico escrito em 1953, onde os bombeiros não apagam incêndios. Em vez disso, queimam livros porque são proibidos. Os leitores sao mortos. Um dos bombeiros - Guy Montag - começa a questionar a sua vivência e a sociedade onde está, cheia de tecnologia, com um ritmo acelerado onde não há espaço para ler, logo não há tempo para questionar, saber, ponderar ou refletir. Os ecrãs estão em todo o lado, com imagens rápidas, sons repetitivos e de forma a que todos estejam felizes ( ao jeito das redes sociais.). Mas a personagem principal perceberá que os livros e o conhecimento abrirão portas e mundos novos.  É um livro que foi escrito em 1953 e parece-me que está mais atual agora. Não que haja uma coisa assim, de queimar livros. Parece que não se dá valor ao que um livro nos m...

Das férias

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Tiveram um comportamento pessimo logo à chegada. Desataram à pancada um ao outro, coisa séria e feia. Ficaram sem telemóvel até sábado. Foi a melhor coisa que aconteceu. Voltaram aos livros e às cartas.

Livro 25 - "As Pessoas Invisíveis "

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 "As palavras invisíveis " - José Carlos Barros Comprei o livro porque recebeu o prémio Leya e porque apareceu naquelas listas "livros para ler nas férias". O livro está muito bem escrito. Nada a dizer nesta parte.  A história é uma desilusão, embora não possa dizer que não tenha gostado, até porque acordei hoje de manhã a pensar no livro.  O livro começa por falar-nos de um jovem, Xavier Sarmiento, que tem o dom de curar as pessoas através de plantas. Ou pensa que tem.  Cura sobretudo pessoas sós,  invisiveis aos outros. Às tantas, consegue mover com a mente objetos e levitar. E as primeiras 100 páginas ou mais são sobre isso. Percebemos no entanto que ele se fascina com o Poder que o dom lhe dá, mas nada do outro mundo. De repente, reviravolta e ele vai para São Tomé e deixa de aparecer. Ou seja, aparece aqui e ali, mas não é o centro da narrativa Tornou-se numa pessoa diferente, de má índole, participando num massacre de um grande número de nativos africanos....

Livro 24 - "O Tempo e o Vento: O Continente" - volume 1 e 2

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"O Tempo e o Vento: O Continente - Parte 1" de Erico Verissimo. Foi uma sugestão de uma colega, aquela que me sugeriu há um ano "As Vinhas da Ira ". Dizia ela que este romance, que tem 3 partes, é um dos livros que toda a gente devia ler. Desvendo já a  coisa,  dizendo-vos que estou de acordo com ela.  Nesta primeira parte da trilogia, descobrimos o nascimento do estado de Rio Grande do Sul através da história de uma família ao longo quase 150 anos, de 1745 até 1895. É uma saga muito bem construída e com personagens que me marcam.  Senti intensamente aquela gente, aquele cheiro, aquela terra vermelha, aquele falar das pessoas do Sul e as vivências daqueles homens e mulheres. Já há muito tempo que não era arrebatada assim por um livro e que me apaixonava pelas personagens. Não consigo dizer qual a minha preferida, mas tenho um fraquinho pelo médico alemão e um maior ainda pelo capitão Rodrigo Cambará.  O romance prendeu-me tanto que o quero na minha estante...

Novo visual

Mudei a imagem do blog, que já estava ultrapassada.  Percebi que também eu estou ultrapassada naquelas questões que têm  vocábulos associados à web,  às coisas de formatação e/ou programação de um blog. Mudei coisas sem saber o que estava a fazer. Aquele "do you want to save the doc?" em versão super hermético. Nunca dei parte fraca e fui clicando no "yes", "save" e outros que tais. Não andamos todos, em determinados momentos, a navegar em sítios difíceis e incompreensíveis? E ainda assim, avançamos sem saber qual o resultado final. Neste blog, também. Dito isso, entrem. Puxem uma cadeirinha,  que a idade não perdoa - por mim falo - e desfrutem de um blog que continuará igual a si própria. (Enfim, já me conhecem há muitos anos e sabem que melhor, é improvável. A tendência será talvez piorar. Por isso, desculpem se não está ao vosso gosto. Também não fiquei fã.)

Run Tella, run

 Não corro desde o dia 6 de maio. Embora todos os dias, todos, pense que devia correr, a verdade é que me faltam a vontade e o entusiasmo na hora H.  Há dias que o Pedro, atleta a sério,  quer ir correr. Não treina há muitos dias e não quer perder intensidade ou lá o que é, nas férias. Não lhe ligo nada, fingindo que não o oiço.  Ontem, pôs o relógio a despertar às 7h e foi acordar-me. Estava a sonhar e senti no meu sonho alguém a abanar-me. Era ele a acordar-me. Fiquei tão lixada por sair daquele sonho (já não me recordo dele, naturalmente) que me passei com o miúdo. "PEDRO, ESTÁS DOIDO. VAI PRA CAMA! JÁ!". Quando o fui acordar, horas depois, pedi-lhe desculpas.  Hoje de manhã,  o meu telemóvel tocou às 7h. O sacaninha pôs alarme no meu telemóvel para me acordar e irmos correr. Desliguei-o e voltei a dormir. Acordei às 9h e fui chamá-lo. "Vamos correr?". Fomos. Corremos 5km ao sol e ao calor, no sobe e desce das ruas da Graça e Alfama. Foi horrível, mas fo...

Diferenças

Ontem, à saída da praia, encontrei uns ex-alunos. Meteram conversa comigo. Às tantas, no meio do grupo, aparece uma outra aluna que está no mesmo ano que o meu mais novo. À noite, trocaram sms e o Pedro disse-me que ia estar na praia, com os colegas da escola, no dia seguinte. Assim fez. Passou a tarde toda de hoje com miúdos entre os 11 e 19 anos (um já está na faculdade). No total, era um grupo de 11/12 miúdos.  O que fez o meu mais velho a tarde toda?  Ficou com a mãe a jogar Uno e a dar toques sozinha na bola.  - Ó filho, vai ter com o teu irmão. Ele também não conhece (quase) ninguém, mas estão todos na mesma escola.  - Mãe,  tu sabes que o mano é popular lá no colégio, mas eu não.   [O Pedro é sempre uma surpresa!]

Livro 23 - "O Jogador"

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 "O Jogador" - Dostoievski Vim passar uns dias fora, mas só trouxe um livro. Que parvoíce! Ao segundo dia, já não tinha nada para ler. A  casa onde estamos tem uma estante peculiar. Tem muitos clássicos, mas nem sempre estamos com vontade de ler coisas densas, n'est-ce pas?  Fiz então "um dó li tá" e saiu-me um russo. Agarrei nele a pensar que ia desistir muito em breve. Na verdade, nada disso aconteceu. Gostei do livro e da forma como fiquei presa à trama.  A história decorre na Alemanha, em Rouletasburgo, e o jovem Alexsei conta-nos como sucumbiu à paixão compulsiva e irracional pelo jogo. O jovem é preceptor da família de um General russo decadente e mostra-nos com objetividade que há também outro tipo de jogo,  fora do casino: as pessoas mesquinhas que vivem as suas vidas em função do que conseguirão ganhar se ficarem com esta ou aquela pessoa. É uma análise atual da sociedade, feita com ironia e graça, sobretudo através da personagem da "avó ". 4 ...

Quando é que sabes que não vais para nova?

Quando estás na praia, decides tirar uma soneca e acordas com os braços completamente dormentes, sem conseguir mexer. [E pensei "Ai Tella, que decadência!]

Livro 22 - "A Noite Não é Eterna"

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 "A Noite Não é Eterna" - Ana Cristina Silva Mais um livro da Ana Cristina Silva... A qui, a ação decorre na Roménia,  durante a ditadura de Ceausescu. Uma mulher perde o filho por causa e para (d)o Estado. Seguimos então os passos dela para o reaver,  para ultrapassar o luto, a dor e a tristeza. Há referências aos orfanatos romenos, cujas imagens me deixaram angustiada aos 11 /12 anos, à fome que vitimou um povo, à "Mãe dos Romenos",  à polícia política e acaba com a revolução.    Lê-se mas não me acrescentou muito. 3 estrelas.  [O livro fez-me lembrar a minha passagem de ano de 89/90, em que antes de me sentar à mesa, vi na televisão parte do julgamento, as imagens dos dois tiranos mortos e a festa do povo romeno. Mais do que a queda do muro, foram as imagens da revolução de Bucareste que me marcaram e que me despertaram para um mundo fora das paredes da minha casa.]

Livro 21 - " Mil Sois Replandescentes"

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  "Mil Sois Replandescentes" - Khaled Hosseini (Devolvi hoje o livro à biblioteca sem tirar uma foto.) Trouxe este livro depois de ler uma review de uma amiga. É a história de duas mulheres afegãs, de gerações diferentes, cujas vidas ficam ligadas porque estão casadas com o mesmo homem.  Ao mesmo tempo que acompanhamos as vidas (tristes) das duas mulheres, percebemos as convulsões políticas e militares do país: os soviéticos, as guerrilhas entre fações religiosas, a tomada de poder e o terror dos talibãs e a chegada dos Norte-americanos.  É um livro que mostra as tradições culturais e a violência sobre as mulheres no Afeganistão, que nada tiveram (e nada têm agora novamente, que tristeza) e que nada podiam fazer, enclausuradas em casa, em burkas e num mundo atrofiado. Gostei do livro porque a história cativa-nos e perturba-nos, porque a realidade é  diferente da nossa e porque no meio da violência, a amizade entre as duas mulheres é comovente. Para mim, os livros tê...