Livros de julho - 2026
Livro 14 - A porta, de Magda Szabo
Por que razão é que eu decidi ler este livro? Não sei. Não me lembro.
O romance conta a relação intensa entre uma escritora húngara e a sua empregada, sendo esta uma pessoa com temperamento forte, autoritária, por vezes cruel, mas também generosa. Enfim, uma pessoa com defeitos e qualidades. A porta da sua casa, que não abre a ninguém, simboliza os traumas a que foi sujeita e os segredos que guarda.
Houve qualquer coisa no livro que não me cativou. Por vezes, fechava-o já um pouco aborrecida com o que estava a ler.
3 estrelas.
Livro 15 - A Hora da Estrela, de Clarice Lispector.
A minha estreia com a autora. Este livro, com menos de 100 páginas, foi recomendado pelo algoritmo do Goodreads.Ya...
Retrata a vida simples e infeliz de uma jovem pobre "que nunca pensara em "eu sou eu" . Acho que julgava nao ter direito, ela era um acaso. Um feto jogado na lata do lixo embrulhado em um jornal. Há milhares como ela? Sim"
Gostei muito. 5 estrelas.
Livro 16 - Puro, de Nara Vidal.
No podcast Vale a pena, alguém mencionou o livro, que despertou a minha curiosidade. Nunca tinha ouvido falar da autora brasileira.
Neste livro curtíssimo, diferentes vozes revelam os horrores do racismo e do movimento eugenista (cuja termo eu desconhecia), na década de 30 do século passado, que defendia a ideia de raça pura e de branqueamento do povo brasileiro.
Foi um soco no estômago, escrito sempre com um prosa muito envolvente.
4,5.
Livro 17 - A noite passada, de Alice Brito.
Tenho este livro há anos. Decidi ler agora, por causa do livro novo da autora editadi hádois meses. "Ah, espera, tenho aqui um livro dela..."
É um romance que conta a história de uma família e dos seus vizinhos entre a década de 60 e o pós 25 de Abril, na cidade de Setúbal. Há quem diga que o livro se parece com a série "Conta-me como foi" e é. Como gosto da série (que já vi duas vezes!), também gostei do livro, que, não sendo uma obra prima, me surpreendeu e agarrou.
4 estrelas.
Livro 18 - Uma noite em Lisboa, de Erich Maria Remarque
Em plena segunda guerra mundial, um refugiado alemão narra, numa só noite em Lisboa, a sua vida a um desconhecido, também ele refugiado em busca de visto para ir para os EUA. Fala-lhe do amor da sua vida, da identidade de um refugiado quando é perseguido e da sua luta pela sobrevivência.
4 estrelas, embora, por vezes, a introspecção me tenha cansado.
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