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Algo diferente

Vi a série toda do Sexo e a Cidade há mais de  17 anos. Sei que morava na minha primeira casa e que não tinha filhos. Vi a série em DVD, emprestado pelo meu amigo gay, claro. Adorei cada episódio, cada par de sapatos, cada aventura. Foi o início da paixão por NY e a descoberta da palavra "cosmopolita(n) ". Como se diz agora: ententendores,  entenderão ! Acabei de ver os dois episódios de "And Just like that..." e gostei muito do que vi, até porque agora parece-se mais comigo do que há quase 20 anos. Estão mais velhas mas lindas. Algumas pintam o cabelo e outras não. Têm filhos e outras não. Enlouqueceram um pouco e outras não. Adaptaram-se a uma nova sociedade e outras não. Têm estilo e outras nem por isso.  Tal qual eu, mas sem o glamour. 

Série "GOT"

Acabamos de (re)ver a Guerra dos Tronos com os miúdos. Continua a ser uma grande, grande, série, mas com muitas cenas de sexo. A Mãe dos Dragões aparece demasiadas vezes a ser possuída à bruta, para além de mamas, pipis, ménages e o diabo a quatro, literalmente falando... Ora ver uma série com filhos com cenas dessas torna-se desconfortável. Parece que temos aquele elefante no meio da sala. O Tiago descobriu que desviando os olhos para o cortinado, conseguia ter interesse pelos mesmos:  "quantos paralelepípedos tem o cortinado? Vou contá-los...". O Pedro, mais normal, ou não, fecha os olhos e pergunta "já posso ver?". Adiante. É uma grande série, sem dúvida.  Houve uma cena em que as tripas de um soldado saíram todas assim tipo gelatina para o chão. Eu, sempre com nível, tentei aligeirar a série: "Estão a ver? Nem sempre se vê mamas, também se vê entranhas! Super pedagógico para as aulas de Ciências!". Rimos e vimos todas as cenas com mais à vontade. Foi e...