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Run Tella, run

 Não corro desde o dia 6 de maio. Embora todos os dias, todos, pense que devia correr, a verdade é que me faltam a vontade e o entusiasmo na hora H.  Há dias que o Pedro, atleta a sério,  quer ir correr. Não treina há muitos dias e não quer perder intensidade ou lá o que é, nas férias. Não lhe ligo nada, fingindo que não o oiço.  Ontem, pôs o relógio a despertar às 7h e foi acordar-me. Estava a sonhar e senti no meu sonho alguém a abanar-me. Era ele a acordar-me. Fiquei tão lixada por sair daquele sonho (já não me recordo dele, naturalmente) que me passei com o miúdo. "PEDRO, ESTÁS DOIDO. VAI PRA CAMA! JÁ!". Quando o fui acordar, horas depois, pedi-lhe desculpas.  Hoje de manhã,  o meu telemóvel tocou às 7h. O sacaninha pôs alarme no meu telemóvel para me acordar e irmos correr. Desliguei-o e voltei a dormir. Acordei às 9h e fui chamá-lo. "Vamos correr?". Fomos. Corremos 5km ao sol e ao calor, no sobe e desce das ruas da Graça e Alfama. Foi horrível, mas fo...

Run Tella, run!

Ando a tentar encontrar vontade e prazer na corrida, mas está dificil. Não corro há muito tempo e há uma semana que me arrasto na estrada para fazer 5 míseros km, dia sim, dia não. Devo dar dó a ver!  Mas este post é mais do que sobre corrida. Cruzei-me com uma mulher que estava a correr e a empurrar um bebé, num ovo. Ela tinha a barriga de quem pariu há pouco. É recém-mamã, deduzi. Uau, que força, pensei. Instintivamente, ao passar por ela, bati-lhe palmas e dei-lhe os parabéns.  Agradeceu e pôs a mão no peito, com um sorriso de orelha a orelha.  Fiquei feliz por ter provocado um sentimento bom àquela mulher.  Sonoridade também é isto, creio. 

Run Tella, run

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O Louzantrail decorreu hoje. Embora tenha corrido apenas 11 km (que na verdade foram 11,800 km) e não os 18 km a que me tinha proposto correr no dia 1 de dezembro, estou muito satisfeita com tudo.  Percebi que tive saudades de varias coisas, como por exemplo do acordar cedo para ir correr, mas sem stress ou frete, diferente do acordar cedo para ir trabalhar, of course.  Também gostei de sentir aquele nervoso miudinho, que me fez dormir mal a noite toda e que me fez respirar fundo muitas vezes quanto mais me aproximava da Lousã.  A excitação que antecede a partida: uns a esquecerem, outros a cantarem, a esticarem músculos, a tirar selfies ou a respirarem fundo. Mas é uma sensação gira que pára mal começamos a correr. Que adrenalina.  Depois, há uns segundos ou minutos, não sei precisar, em que não ouço nada ao meu redor. Apenas me oiço respirar para tentar acertar o passo. Nesse momento, quase que estou numa bolha e sinto quase vontade de estar...

Ai, que já estou a ficar nervosa...

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Está quase.  Inscrevi-me nos 18km mas a minha ida à terra no Carnaval fez-me ver que não estou em forma para correr na Lousã uma distância tão grande. Alterei a minha inscrição para os 11km. Fiquei menos stressada, mas acho que vai ser muito difícil.  Está quase...

Run Tella, run.

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No livro 4 -2020, o sexo com fetiches, a perversão e as fantasias sexuais são a tábua de salvação de algumas personagens. Só assim se aguentam à vida. Para mim, decididamente é a corrida, quando olho para ela de frente ou quando não fujo dela a sete pés. Ontem desafiei-me a correr o número mágico e fiz os meus primeiros 10 km de 2020. Foi horrível (porque foi difícil) mas foi, depois, absolutamente maravilhoso. Aquela sensação de me ter superado, do cansaço que nós faz sorrir interiormente e de perceber que estava minimamente organizada cá dentro deu-me alento para aguentar o colégio até às 19h00 hoje. A corrida é a minha "droga" e só é pena me esquecer muitas vezes do bem que ela me faz.