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Série a 4

Começámos a ver o "Conta-me como foi" em setembro. Os miúdos riram com as diabruras do Carlitos e dos amigos, com as brincadeiras ainda muito ingénuas deles, com a obsessão dele por beijos e miúdas, das ideias e incompreensões do mundo. Eu também.  Conheceram muitos aspetos da vida antes de haver Liberdade: da proibição de haver ajuntamento nas ruas, do uso obrigatório de fósforo, do medo da Pide, das greves caladas com bastões nas faculdades, do medo de ser apanhado com o Avante, da sociedade patriarcal,  de ser comunista, do.programa de rádio ouvido às escondidas, da mulher ser serva de casa; do facto de se fumar em todo o lado; da guerra, da importância das miss e do festival da canção, etc. Foi também uma excelente aprendizagem, sem duvida. Apropriaram-se de expressões, tais como "Ai, vou levar tantas!"; "aqui no meu estabelecimento, não se fala de política!"; "ó minha mãe!"; "sou o chefe de família"... Eu chorei imenso: na...

Paralelismos

Ainda sobre o post anterior e também sobre o dia de hoje: muitas vezes parece que trabalho na tipografia do Ramires em 1968.

Série em família

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Acabámos de ver o "How I meet your mother" com os miúdos e instalou-se a pergunta óbvia: "E agora, que série para ver a 4, ao final do dia?" A propósito da notícia do Público que dizia que a segunda temporada da série portuguesa "Conta-me como foi" seria transmitida em dezembro, 10 anos depois da primeira, achamos que a devíamos (re)ver com os nossos filhos.  Tem sido ótimo rever a série porque agora estou mais atentas aos pormenores (é de facto uma grande série, tendo em conta o panorama português) e os miúdos aprendem como era ser criança antes dos telemóveis, da TV e da Liberdade. A não perder!