Mensagens

A mostrar mensagens com a etiqueta #avó #aida

Run Tella, run!

Ando a tentar encontrar vontade e prazer na corrida, mas está dificil. Não corro há muito tempo e há uma semana que me arrasto na estrada para fazer 5 míseros km, dia sim, dia não. Devo dar dó a ver!  Mas este post é mais do que sobre corrida. Cruzei-me com uma mulher que estava a correr e a empurrar um bebé, num ovo. Ela tinha a barriga de quem pariu há pouco. É recém-mamã, deduzi. Uau, que força, pensei. Instintivamente, ao passar por ela, bati-lhe palmas e dei-lhe os parabéns.  Agradeceu e pôs a mão no peito, com um sorriso de orelha a orelha.  Fiquei feliz por ter provocado um sentimento bom àquela mulher.  Sonoridade também é isto, creio. 
Morreu hoje o filho mais novo da minha avó.  [Um homem sobre o qual talvez um dia escreva umas linhas. Um homem por quem não nutro / nutria qualquer tipo de afeto. Um homem a quem não falava há uma década. Um homem mau, na verdade. ] Hoje morreu o filho mais novo da minha querida avó e tenho muito medo da reação dela quando souber. Um coração de 93 anos resiste à morte de um filho, à carne da sua carne?