sábado, 16 de março de 2019

quinta-feira, 14 de março de 2019

Quando é que sabes que tens filhos crescidos? XXXIII

Quando o teu filho mais velho quer fazer greve pelo planeta (#schoolstrike4climate) e quer ir à manifestação marcada em 112 países.

[Infelizmente não sei se poderá ir porque não pode ir sozinho, com 11 anos, a uma manif', pois não?]

Quando soltas a dona de casa que há em ti...

Comprámos uma slowcook há 3 meses. 

[Uma slowcook é um tacho elétrico, que cozinha "sozinha",  lentamente e a temperaturas muito baixas.]

É simplesmente fantástico. Porquê? 
Porque basta pôr lá dentro carne, temperos e pouco mais, sem grandes preparações ou dotes culinários (até porque eles nao existem.) Demoramos no máximo dos máximos 10 minutos a fazer isso e deixamos depois a panela programada para cozinhar no dia seguinte durante 4 ou 6 horas, consoante o prato. 
Resultado: quando chego à casa, o jantar está pronto. 
Incrível. 

Já muitas amigas me tinham falado da slowcook mas  tive sempre algumas dúvidas: fica a cozinhar 6 horas? Fica assim a cozinhar sozinha e não se queima? Não é perigoso? A comida fica boa? E o consumo de eletricidade, como é? 
E sim, a comida fica boa e tenra porque é cozinhada lentamente e não, não é perigoso. A fatura de eletricidade não alterou porque o consumo é baixíssimo. 

Tenho uma bimby que me custou demasiado e que não compensa o dinheiro investido, embora raramente se ouça dizer tal coisa. Agora a slowcook, que me custou 25 euros no ebay (a do Aldi custa 19 euros mas é mais pequena) vale cada cêntimo: o jantar faz-se enquanto estamos a trabalhar. Maravilha das maravilhas. 

Livro 7 - 2019

Achei que ia gostar muito mas não foi o caso.

After Life

Acabámos de ver esta série. São 6 episódios de 30 minutos e é muito bonita. 
Ri e chorei na dose certa. Recomendo.

sábado, 9 de março de 2019

Livro 6- 2019

O livro que Saramago escreveu com 24 anos, em 1947.  É engraçado porque sendo Saramago, ainda não é O Saramago. Mas o dom das palavras e o dom de contar uma boa história já estavam dentro dele. Quem editou o livro há décadas vislumbrou um grande escritor.

terça-feira, 5 de março de 2019

Viagem

Há uns tempos, comprámos uma caixa para encher de moedas de 1 euro para irmos viajar: queríamos ir à Disney juntos. 
Durante uns meses, todas as moedas encontradas eram religiosamente guardadas na caixa. Depois, começou-se a fazer da caixa um depósito de moedas encontradas aqui e ali: moedas de vários valores, do cêntimo mais baixo ao euro mais alto. 
Houve momentos de grande afluência à caixa e outros em que a caixa quase desapareceu das nossas vidas, completamente esquecida.

[Começámos a ver a série Outlander, que despertou a vontade de ir à Escócia.  Esquece Paris, que já conhecemos e onde o pai cá de casa vai não sei quantas vezes por ano. Queremos a Escócia e já!]

Fomos então abrir a lata. Fizemos apostas. Sendo uma pessoa contida, achei que tínhamos 520 euros. O pai cá de casa, tudo à grande, acreditou que tivéssemos 678 euros. Os miúdos apostaram um valor entre o pai e a mãe, como quem diz, nem 8 nem 80.
Tem 428 euros. 

Encontrámos na caixa moedas, notas mas também palitos, 3 moedas de plástico dos carrinhos do Continente e uma foto tipo passe do Tiago. 

O dinheiro angariado não nos permite ir à Escócia. Na verdade não nos permite ir a muito sítio. Há coisas em conta, claro,  mas quando multiplicado por 4 e durante a semana da Páscoa, já não fica assim tão barato. Mas pronto, viagem comprada para Londres. 


domingo, 3 de março de 2019

domingo, 24 de fevereiro de 2019

Dizem que estão 26°C lá fora...

Acredito mas o Tiago pediu-me que o ajudasse a decorar tempos verbais... 

sábado, 23 de fevereiro de 2019

Livro 4 # 2019

Houve momentos em que o livro me enervou, bastante até. 

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

Goodreads - a aplicação do Demo

Sou uma mulher de listas. Não sei se gosto de fazer listas ou se preciso delas para conviver na desorganização natural que habita em mim. Mas faço e muitas e para quase tudo!

[Há uma história sobre um Natal de 2003 ou 2004 em que senti necessidade de fazer uma lista onde só escrevi "Bacalhau", "Couves e "Batatas". Desde então, quando alguém faz uma lista, há sempre uma pessoa a dizer "Bacalhau"...]

Descobri, via Mary, o Goodreads (Post anterior) e é uma aplicação do demo. É basicamente um sítio onde fazes listas de livros. Ponderei se fazia sentido atualizar a dita aplicação com TODOS os livros lidos ao longo da minha vida. A Mary disse que sim. Mas se dissesse que não, atualizá-la-ia na mesmo. Afinal de contas, é uma lista onde se pode fazer ✅. 
 Tomada a decisão, veio outra dúvida: terei coragem de assumir que li o Paulo Coelho ou a saga das Brumas de Avalon. Vou misturar Saramago, Manuel Alegre, Eça, Vargas Llosa, João Tordo com ...Paulo Coelho? 
Refleti bastante (sim, a minha vida é interessante ...) e cheguei à conclusão que aos 40 anos, assumimos tudo o que fomos e somos. O Alquimista, aos 18 anos, teria tido 5 estrelas. Hoje, vá, 3 e já é muito!

Enfim, ontem, parecia uma louca agarrada ao telemóvel, a querer completar a lista. Acordei as 3h00 da manhã e pensei "Como água para Chocolate"! . Tenho de atualizar a pps! Voltei a adormecer.

Ando agora a fazer uma retrospetiva literária à minha vida. Já vou em 222 livros atualizados mas acho que ainda faltam muitos. Não contabilizei os livros infantis nem a BD. Fá-lo-ei quando estiver mais em paz com essa coisa absurda de fazer listas, listas e mais listas.

(Como seu eu fosse de listas, i know! Mas vá, aguentem-me! Quem já cá anda há 10 anos a seguir-me, sabe que sou boa rapariga, certo?) 

terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

Por cá

- Ando a comer muito pão, queijo, chocolate e manteiga. Andei anos -  5, 7 , 10 ? - sem comer manteiga e a pensar que não gostava. A simples ideia de comer manteiga dava-me náuseas. Não sei quando se deu um novo paradigma na minha cabeça e agora, ele é manteiga a toda a hora e em doses monstruosas. Desde dezembro que não consigo controlar a minha cena com a comida (e vinho). Todos os dias acordo a pensar que é hoje que volto a comer bem e com cabeça e depois dou comigo a falhar. Raios... E fico o dia todo com sentimento de culpa horrível...

- Baldei-me a uma corrida com a Carolina no domingo de manhã. Jantei na casa do mano na véspera: deitei-me tarde  e comi muita porcaria (imaginem: salame de chocolate às 23h00 e vinho tinto a acompanhar!). Fiquei na cama até super tarde, coisa rara em mim. Fiquei, a seguir, com mega sentimento de culpa por ter falhado o compromisso com ela e comigo... 

- O livro da Eliete (post anterior) continua dentro de mim e estou a ter dificuldades em livrar-me da sua vida mediana e da sua família normal. Anda ainda tudo cá dentro a ser digerido. Ainda não o leram? Não podem mesmo perdê-lo.

- Ando com uma dor má no pé, tipo joanete. Fogo, pá. Aquele cena que sempre associei às pessoas sedentárias e mais velhas, pumba Tella, toma lá! (pode também não ser nada disso, que a menina aqui, é bastante dramática no que diz respeito às doenças e pensa que é médica!) 

- Fui com os meus filhos, o meu mano e a minha sobrinha passar a tarde de sábado na praia a apanhar sol. Foi tão bom estar na conversa com o mano, falar sobre tudo, sobre a vida, os sentimentos, o futuro. Foi uma conversa de gente adulta ou a fingir que é, não sei. Ver os nossos filhos a brincarem e a rirem juntos foi só mais uma coisa boa que me encheu o coração.

- Inscrevi-me (escrevi primeiro tinder! Eu não digo que a Eliete anda ainda por cá!) no Goodreads. Descobri que anda lá meio mundo. Estou agora com um dilema. Atualizo a aplicação de acordo com o que me lembro ou começo a atualizar a partir de janeiro de 2019? Vale a pena atualizar o que lemos ou basta ler as sugestões dos outros? Sei que já tenho uma lista de livros que quero ler... 

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

Livro 3 - 2019

Maravilhoso. Fantástico. Cativante. Muito bem escrito. 
É aquele livro que queremos partilhar com todos, porque tem absolutamente de ser lido.
[Nunca tinha lido nada da Dulce Maria Cardoso, mas já requisitei uns quantos romances dela na bilioteca.]

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

Livro 2 -2019

Muito bem escrito. Uma história que cativa logo graças às palavras,  às imagens e às metáforas. 

quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

Livro 1 - 2019

Não é nada de especial, até chega a ser aborrecido em determinados momentos, mas aprendi muitos factos históricos e tive curiosidade em googlar o nome de vários ministros da Rainha.
 Fui ler também muita coisa sobre a história do Brasil, desde o grito de Ipiranga até à instauração da República e sobre a Rainha Vitória de Inglaterra. 
Gosto mesmo de História e tenho mesmo uma coisa com as Rainhas e Reis deste e doutros reinos. 

terça-feira, 29 de janeiro de 2019

A pergunta que incomoda...

Estamos há 6 anos na mesma casa e como nunca tivemos tanto tempo numa, decidimos procurar outra. Uma rápida pesquisa na Internet veio confirmar-nos o que já sabíamos: Lisboa não é para a nossa carteira.  Alugar por alugar, ficamos aqui, apesar das várias coisas que me chateiam.
De repente, uma ideia surge e verbaliza-se uma pergunta: e se voltássemos para a nossa casa na margem sul? Os miúdos já estão crescidos e já podem andar de transportes públicos e temos uma casa que ainda nos encanta...
O Pedro, que não tem recordação nenhuma da nossa casa, diz que quer voltar, até porque, passo a citar "foi a casa onde eu nasci". O Tiago recorda-se do espaço verde nas traseiras da casa e diz que quer ir jogar futebol para a rua.
E de repente, eu que já disse, cheia de certezas (ya, right!), que não voltava nunca mais para os subúrbios, dou por mim a pensar nessa hipótese de noite e de dia e até a fazer listas de prós e contras.  
Na balança, o que importa: estar perto do local de trabalho e demorar de carro 10 minutos  ou estar numa casa grande, com muita coisa que não tenho nesta, mas ter de andar de transportes públicos e demorar pelo menos 40 minutos?

Dúvidas pá! 

segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

Por cá, estamos assim...

Ando agora cabisbaixa, mais introspetiva, sem energias e cinzenta por dentro (e por fora também). Há uma certa melancolia, um sentimento que brota de je ne sais où e que quer je ne sais quoi. Não é insatisfação, mas também não sei bem o que é. É uma inércia que me impede de fazer coisas, até as que mais gosto, tais como correr, ir ao ginásio ou ainda conversar com as pessoas.  
Sei de antemão que há de passar, que não se pode ser sempre feliz ou triste, que tem de haver noite e dia,  yin-yang, preto e branco and so on. 

Fico por vezes de boca aberta com determinadas pessoas que estão sempre eufóricas, sempre a fazer coisas, a combinar mil coisas, aqui e ali e aparentemente de sorriso na cara. Se calhar, estou simplesmente a ficar velha. Não digo que não mas prefiro pensar que estou cada vez mais em sintonia com os ciclos da Terra. No inverno, devíamos todos fazer como a Natureza: hibernar, dormir mais, estar voltados mais para dentro, fazer uma pausa nesta vida louca para ganhar folego para as próximas estações. 
Mas se calhar pensar assim também é de alguém que está a ficar velha... 





segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

9 anos

Já tentei escrever este post 4 ou 5 vezes. Não me sai anda. 
Melhor, saem umas linhas, umas frases que já escrevi sobre ele nalgum momento específico mas que não chegam a dizer quem é o Pedro e o que ele significa.

O Pedro é aquela pessoa que chegou há 9 anos para me desconcertar, para virar o meu mundo ao contrário, para me pôr em causa, para me questionar, para me baralhar, para me fazer perder a cabeça em menos de um segundo, para me amar, para me abraçar como mais ninguém o faz, para se rir comigo ou para partilhar silêncios.

[Entretanto já escrevi mil frases, que apaguei. Não consigo pôr em palavras o Pedro. Ele tem de ser vivido e sentido para se perceber, para se entender.]

O Pedro ainda é o meu bebé por ser o mais novo, apesar dos seus 9 anos, da sua autonomia, da sua força, da sua teimosia.
É um dos amores da minha vida. 

Amor de manos

O Tiago recebe desde do dia de anos uma semanada. Com esse dinheiro, resolveu comprar uma prenda de anos para o irmão no valor de 30 euros. "Quero que o mano saiba que tenho muito carinho por ele". Ainda tentei dissuadi-lo, que não são necessárias prendas para dizer às pessoas o quanto gostamos delas, mas ele insistiu até porque "tu, mãe, nunca ofereces prendas a ninguém e custa imenso não receber nada e não quero que o mano sinta isso!" 
[Pumba mãe!]

Hoje de manhã, naquele abraço de parabéns e de agradecimento pela dita prenda, sentimos tanto amor e tanta ternura entre os dois, que ficámos, o pai cá de casa e eu, com o coração cheio. 

Alguma coisa estamos a fazer bem pá. 

domingo, 20 de janeiro de 2019

A terapia do Pedro

O meu Pedro foi convocado para defender as balizas do seu clube contra o SLB, no escalão acima do dele. 
Já tinha sido convidado para treinar com os miúdos mais velhos. Foi sempre orgulhoso, feliz e sem medo da bola. A dedicação trouxe-lhe um prémio: a convocatória de hoje. 
Fui com ele ao jogo e durante todo o caminho o alertei que podia ficar no banco o jogo todo. Quis baixar a expetativa. 
Fez o aquecimento muito concentrado mas sempre com sorriso nos lábios. Jogou 10 minutos da segunda parte. Fez 2 boas defesas mas sofreu 4 golos. O sorriso manteve-se sempre no rosto. 
Depois do jogo, cujo resultado é obsceno, perguntei-lhe como se sentia. O meu rapaz, sempre de poucas palavras nessas coisas de falar das suas emoções, disse-me que estava normal e que já só pensava em melhorar para ser chamado outra vez para o escalão dos Benjamins. 

Quem me dera que ele tivesse a mesma atitude com a escola...