Acredito mas o Tiago pediu-me que o ajudasse a decorar tempos verbais...
domingo, 24 de fevereiro de 2019
sábado, 23 de fevereiro de 2019
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019
Goodreads - a aplicação do Demo
Sou uma mulher de listas. Não sei se gosto de fazer listas ou se preciso delas para conviver na desorganização natural que habita em mim. Mas faço e muitas e para quase tudo!
[Há uma história sobre um Natal de 2003 ou 2004 em que senti necessidade de fazer uma lista onde só escrevi "Bacalhau", "Couves e "Batatas". Desde então, quando alguém faz uma lista, há sempre uma pessoa a dizer "Bacalhau"...]
Descobri, via Mary, o Goodreads (Post anterior) e é uma aplicação do demo. É basicamente um sítio onde fazes listas de livros. Ponderei se fazia sentido atualizar a dita aplicação com TODOS os livros lidos ao longo da minha vida. A Mary disse que sim. Mas se dissesse que não, atualizá-la-ia na mesmo. Afinal de contas, é uma lista onde se pode fazer ✅.
Tomada a decisão, veio outra dúvida: terei coragem de assumir que li o Paulo Coelho ou a saga das Brumas de Avalon. Vou misturar Saramago, Manuel Alegre, Eça, Vargas Llosa, João Tordo com ...Paulo Coelho?
Refleti bastante (sim, a minha vida é interessante ...) e cheguei à conclusão que aos 40 anos, assumimos tudo o que fomos e somos. O Alquimista, aos 18 anos, teria tido 5 estrelas. Hoje, vá, 3 e já é muito!
Enfim, ontem, parecia uma louca agarrada ao telemóvel, a querer completar a lista. Acordei as 3h00 da manhã e pensei "Como água para Chocolate"! . Tenho de atualizar a pps! Voltei a adormecer.
Ando agora a fazer uma retrospetiva literária à minha vida. Já vou em 222 livros atualizados mas acho que ainda faltam muitos. Não contabilizei os livros infantis nem a BD. Fá-lo-ei quando estiver mais em paz com essa coisa absurda de fazer listas, listas e mais listas.
(Como seu eu fosse de listas, i know! Mas vá, aguentem-me! Quem já cá anda há 10 anos a seguir-me, sabe que sou boa rapariga, certo?)
terça-feira, 19 de fevereiro de 2019
Por cá
- Ando a comer muito pão, queijo, chocolate e manteiga. Andei anos - 5, 7 , 10 ? - sem comer manteiga e a pensar que não gostava. A simples ideia de comer manteiga dava-me náuseas. Não sei quando se deu um novo paradigma na minha cabeça e agora, ele é manteiga a toda a hora e em doses monstruosas. Desde dezembro que não consigo controlar a minha cena com a comida (e vinho). Todos os dias acordo a pensar que é hoje que volto a comer bem e com cabeça e depois dou comigo a falhar. Raios... E fico o dia todo com sentimento de culpa horrível...
- Baldei-me a uma corrida com a Carolina no domingo de manhã. Jantei na casa do mano na véspera: deitei-me tarde e comi muita porcaria (imaginem: salame de chocolate às 23h00 e vinho tinto a acompanhar!). Fiquei na cama até super tarde, coisa rara em mim. Fiquei, a seguir, com mega sentimento de culpa por ter falhado o compromisso com ela e comigo...
- O livro da Eliete (post anterior) continua dentro de mim e estou a ter dificuldades em livrar-me da sua vida mediana e da sua família normal. Anda ainda tudo cá dentro a ser digerido. Ainda não o leram? Não podem mesmo perdê-lo.
- Ando com uma dor má no pé, tipo joanete. Fogo, pá. Aquele cena que sempre associei às pessoas sedentárias e mais velhas, pumba Tella, toma lá! (pode também não ser nada disso, que a menina aqui, é bastante dramática no que diz respeito às doenças e pensa que é médica!)
- Fui com os meus filhos, o meu mano e a minha sobrinha passar a tarde de sábado na praia a apanhar sol. Foi tão bom estar na conversa com o mano, falar sobre tudo, sobre a vida, os sentimentos, o futuro. Foi uma conversa de gente adulta ou a fingir que é, não sei. Ver os nossos filhos a brincarem e a rirem juntos foi só mais uma coisa boa que me encheu o coração.
- Inscrevi-me (escrevi primeiro tinder! Eu não digo que a Eliete anda ainda por cá!) no Goodreads. Descobri que anda lá meio mundo. Estou agora com um dilema. Atualizo a aplicação de acordo com o que me lembro ou começo a atualizar a partir de janeiro de 2019? Vale a pena atualizar o que lemos ou basta ler as sugestões dos outros? Sei que já tenho uma lista de livros que quero ler...
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019
Livro 3 - 2019
Maravilhoso. Fantástico. Cativante. Muito bem escrito.
É aquele livro que queremos partilhar com todos, porque tem absolutamente de ser lido.
[Nunca tinha lido nada da Dulce Maria Cardoso, mas já requisitei uns quantos romances dela na bilioteca.]
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019
quinta-feira, 31 de janeiro de 2019
Livro 1 - 2019
Não é nada de especial, até chega a ser aborrecido em determinados momentos, mas aprendi muitos factos históricos e tive curiosidade em googlar o nome de vários ministros da Rainha.
Fui ler também muita coisa sobre a história do Brasil, desde o grito de Ipiranga até à instauração da República e sobre a Rainha Vitória de Inglaterra.
Gosto mesmo de História e tenho mesmo uma coisa com as Rainhas e Reis deste e doutros reinos.
terça-feira, 29 de janeiro de 2019
A pergunta que incomoda...
Estamos há 6 anos na mesma casa e como nunca tivemos tanto tempo numa, decidimos procurar outra. Uma rápida pesquisa na Internet veio confirmar-nos o que já sabíamos: Lisboa não é para a nossa carteira. Alugar por alugar, ficamos aqui, apesar das várias coisas que me chateiam.
De repente, uma ideia surge e verbaliza-se uma pergunta: e se voltássemos para a nossa casa na margem sul? Os miúdos já estão crescidos e já podem andar de transportes públicos e temos uma casa que ainda nos encanta...
O Pedro, que não tem recordação nenhuma da nossa casa, diz que quer voltar, até porque, passo a citar "foi a casa onde eu nasci". O Tiago recorda-se do espaço verde nas traseiras da casa e diz que quer ir jogar futebol para a rua.
E de repente, eu que já disse, cheia de certezas (ya, right!), que não voltava nunca mais para os subúrbios, dou por mim a pensar nessa hipótese de noite e de dia e até a fazer listas de prós e contras.
Na balança, o que importa: estar perto do local de trabalho e demorar de carro 10 minutos ou estar numa casa grande, com muita coisa que não tenho nesta, mas ter de andar de transportes públicos e demorar pelo menos 40 minutos?
Dúvidas pá!
segunda-feira, 28 de janeiro de 2019
Por cá, estamos assim...
Ando agora cabisbaixa, mais introspetiva, sem energias e cinzenta por dentro (e por fora também). Há uma certa melancolia, um sentimento que brota de je ne sais où e que quer je ne sais quoi. Não é insatisfação, mas também não sei bem o que é. É uma inércia que me impede de fazer coisas, até as que mais gosto, tais como correr, ir ao ginásio ou ainda conversar com as pessoas.
Sei de antemão que há de passar, que não se pode ser sempre feliz ou triste, que tem de haver noite e dia, yin-yang, preto e branco and so on.
Fico por vezes de boca aberta com determinadas pessoas que estão sempre eufóricas, sempre a fazer coisas, a combinar mil coisas, aqui e ali e aparentemente de sorriso na cara. Se calhar, estou simplesmente a ficar velha. Não digo que não mas prefiro pensar que estou cada vez mais em sintonia com os ciclos da Terra. No inverno, devíamos todos fazer como a Natureza: hibernar, dormir mais, estar voltados mais para dentro, fazer uma pausa nesta vida louca para ganhar folego para as próximas estações.
Mas se calhar pensar assim também é de alguém que está a ficar velha...
segunda-feira, 21 de janeiro de 2019
9 anos
Já tentei escrever este post 4 ou 5 vezes. Não me sai anda.
Melhor, saem umas linhas, umas frases que já escrevi sobre ele nalgum momento específico mas que não chegam a dizer quem é o Pedro e o que ele significa.
O Pedro é aquela pessoa que chegou há 9 anos para me desconcertar, para virar o meu mundo ao contrário, para me pôr em causa, para me questionar, para me baralhar, para me fazer perder a cabeça em menos de um segundo, para me amar, para me abraçar como mais ninguém o faz, para se rir comigo ou para partilhar silêncios.
[Entretanto já escrevi mil frases, que apaguei. Não consigo pôr em palavras o Pedro. Ele tem de ser vivido e sentido para se perceber, para se entender.]
O Pedro ainda é o meu bebé por ser o mais novo, apesar dos seus 9 anos, da sua autonomia, da sua força, da sua teimosia.
É um dos amores da minha vida.
Amor de manos
O Tiago recebe desde do dia de anos uma semanada. Com esse dinheiro, resolveu comprar uma prenda de anos para o irmão no valor de 30 euros. "Quero que o mano saiba que tenho muito carinho por ele". Ainda tentei dissuadi-lo, que não são necessárias prendas para dizer às pessoas o quanto gostamos delas, mas ele insistiu até porque "tu, mãe, nunca ofereces prendas a ninguém e custa imenso não receber nada e não quero que o mano sinta isso!"
[Pumba mãe!]
Hoje de manhã, naquele abraço de parabéns e de agradecimento pela dita prenda, sentimos tanto amor e tanta ternura entre os dois, que ficámos, o pai cá de casa e eu, com o coração cheio.
Alguma coisa estamos a fazer bem pá.
domingo, 20 de janeiro de 2019
A terapia do Pedro
O meu Pedro foi convocado para defender as balizas do seu clube contra o SLB, no escalão acima do dele.
Já tinha sido convidado para treinar com os miúdos mais velhos. Foi sempre orgulhoso, feliz e sem medo da bola. A dedicação trouxe-lhe um prémio: a convocatória de hoje.
Fui com ele ao jogo e durante todo o caminho o alertei que podia ficar no banco o jogo todo. Quis baixar a expetativa.
Fez o aquecimento muito concentrado mas sempre com sorriso nos lábios. Jogou 10 minutos da segunda parte. Fez 2 boas defesas mas sofreu 4 golos. O sorriso manteve-se sempre no rosto.
Depois do jogo, cujo resultado é obsceno, perguntei-lhe como se sentia. O meu rapaz, sempre de poucas palavras nessas coisas de falar das suas emoções, disse-me que estava normal e que já só pensava em melhorar para ser chamado outra vez para o escalão dos Benjamins.
Quem me dera que ele tivesse a mesma atitude com a escola...
sexta-feira, 11 de janeiro de 2019
Uma das minhas histórias de 2018 - relato
Acho que nunca o mencionei aqui, mas a minha família materna é de Riba de Ave / Famalicão.
Na minha infância, era muito próxima dela. Aos 12 anos, os meus avós deixaram a França e depois disso só passava uns dias com eles nas férias até aos meus 15 anos. Depois, a distância, a adolescência e o facto de não ter amigos por lá, afastou-me cada vez mais. Era mais team Castanheira de Pêra. Assim, fui deixando o Norte.
Em França, dormia todos os fins de semana na casa dos meus avós. Criaram-me a mim e ao meu irmão. A minha avó contava-me histórias sobre a família que estava lá longe, em Portugal. Contava-me coisas que eu nem entendia na altura, coisas como "o tio Zé fez mal à tia Gina e tiveram de casar" ou " um homem aproveitou-se da Zeza e ninguém quis ficar com ela". Falou-me da experiencia de aprender a ler já adulta, da morte dos seus 4 filhos, uns já crescidos com 8 ou 9 anos e dos gêmeos que morreram com poucos dias de vida. Falava-me do pai dela, que era da guarda republicana e da avó dela, professora da primária. Adorava ouvi-la contar aquilo tudo. Pedia-lhe mais, sempre mais. Aos fins de semana, íamos as duas dar grandes passeios, a apanhar lenha e flores. A Dor, a cadela rafeira branca e castanha, acompanhava-nos sempre. Recebi sempre muito amor da minha avó. Muito mesmo.
O meu avô era....complicado. Era um homem que lia muito banda-desenhado, que me cozinhava uma coisa chamada "Pastelão", que eu adorava e que só comia com ele. Quando estava em casa, sentava-se à lareira e via filmes atrás de filmes. Adorava os westerns. Ainda tentara ver um ou outro clássico com ele mas nunca gostei, até porque sabia que os índios eram os bons e que os americanos eram os maus.
Nunca me contava histórias até porque raramente estava em casa. Tinha uma amante, a Duponcelle e é estranho como a nossa cabeça não apaga determinados nomes. Essa senhora vivia em frente à minha casa e o meu avô passava lá horas e dias da sua vida e juntamente com o marido dela. Cresci a ouvir o meu pai sussurrar à minha mãe "o teu pai já ali está".
A minha mãe passava por vezes por eles os dois e não dizia nada. Olhava para o chão, mas se ele estivesse na casa dele, com a minha avó, falava-lhe bem. Acho que nunca lhe pediu satisfações, nunca se virou para o pai a dizer "Mas que merda chega a ser essa?". Nunca disse à minha avó, creio, "anda para casa que o pai não vale nada!"
Aos fins de semana, ele regressava à casa apenas para dormir e fazer uma ou outra refeição. Se vinha em dia não, embirrava com todos, menos comigo. Ficava sempre feliz ao vê-lo. Adorava-o, apesar de tudo o que ouvia acerca dele. A minha avó contava-me "Ele está com aquela puta", assim, com todas as letras. "Ele gasta o dinheiro todo com a puta". Era verdade, porque o meu pai muitas vezes enchia a despensa da minha avó. "Ele só gosta da puta". Era mentira. Gostava de mim também, mas não a contrariava.
Eu sempre me habituei a ver o Renault 12 azul do meu avô estacionado ao lado da minha casa e vê-lo no jardim da outra. Aprendi também a não cumprimentá-lo quando ele lá estava. Que estranho que é agora revisitar esse tempo. Se me lembrar, um dia, hei de falar disso tudo com a minha mãe.
Entretanto, numa viravolta que não sei explicar, os meus avós rumaram definitivamente a Portugal e a vida da minha avó apaziguou-se, talvez.
Em novembro, fomos ao norte e fui ver os meus avós. Não estava com eles há dois anos. Que vergonha.
Os meus filhos não queriam ir, que era uma seca, que da última vez que lá estiveram não gostaram de muita coisa and so on. Percebi-os porque tinha sentido o mesmo. Mas fomos na mesma.
Quando a minha avó me abriu a porta (e não sabia que ia lá), disse-me "Tella, caralho, estás bonita!, que a minha avó é genuinamente do Norte, não haja dúvidas! Foi um abraço tão bom, tão quente. O meu avó, já muito debilitado, não me reconheceu e nem quando lhe disse quem era. Aí as lágrimas caíram bastante. Ao fim de algum tempo, lá se fez luz e pediu desculpas.
Depois, sentamo-nos à mesa. Foram buscar fotografias minhas, nossas. Falámos de muita coisa e até dos pastelões de bacalhau que ele me fazia em miúda! Um dia desses, volto a fazer essa iguaria, a ver se funciona como a madalena do Proust. Estivemos lá muito tempo. Os miúdos gostaram de lá estar também e de ouvir algumas histórias. Despedimo-nos e a minha avó disse-me que já não me ia ver mais, que era uma despedida definitiva.
Saí de coração quente.
Os meus filhos não queriam ir, que era uma seca, que da última vez que lá estiveram não gostaram de muita coisa and so on. Percebi-os porque tinha sentido o mesmo. Mas fomos na mesma.
Quando a minha avó me abriu a porta (e não sabia que ia lá), disse-me "Tella, caralho, estás bonita!, que a minha avó é genuinamente do Norte, não haja dúvidas! Foi um abraço tão bom, tão quente. O meu avó, já muito debilitado, não me reconheceu e nem quando lhe disse quem era. Aí as lágrimas caíram bastante. Ao fim de algum tempo, lá se fez luz e pediu desculpas.
Depois, sentamo-nos à mesa. Foram buscar fotografias minhas, nossas. Falámos de muita coisa e até dos pastelões de bacalhau que ele me fazia em miúda! Um dia desses, volto a fazer essa iguaria, a ver se funciona como a madalena do Proust. Estivemos lá muito tempo. Os miúdos gostaram de lá estar também e de ouvir algumas histórias. Despedimo-nos e a minha avó disse-me que já não me ia ver mais, que era uma despedida definitiva.
Saí de coração quente.
quinta-feira, 3 de janeiro de 2019
Foi talvez a melhor passagem de ano de sempre.
Começou com um aperitivo com uns amigos que vivem em Leiria e que iam para a Sertã mas que fizeram questão de passar pela terra para bebermos uns copos na tasca mais tasca que possam imaginar. Foi comovente pensar que só passaram por lá para nos darem um abraço. Esta gente, que fez a festa comigo há dois anos e com quem fiz a festa em 2018, é do coração. Mesmo.
Jantámos os 4 em frente à lareira e foi um jantar muito emocionante. Houve muitas lágrimas, minhas e do pai cá de casa. Fizemos declarações de amor uns aos outros e falámos do que realmente queríamos para 2019. Houve um momento em que o Pedro me disse "Aguenta Tella, aguenta e não chora!". Foi um jantar bem regado também... Aproveitámos e fizemos vídeo-chamadas com as pessoas especiais: os meus pais, os meus sogros, o meu irmão, os meus primos e a Carolina recebeu um vídeo que eu já estava cansada de tanta choradeira, mas uma choradeira alegre... Já vos disse que o jantar foi bem regado? Pois... Houve também cantoria e danças a 4. Tão mas tão bom e divertido!
Antes da meia-noite, fomos os 4 para o adro da igreja. Levamos bebidas e a coluna de som. Entrámos em 2019 ao som das 12 badaladas da capela e da Daniela Mercury... (Don't ask!).
E depois fomos para a vila onde foi a loucura, com as tascas todas abertas e com concerto de rua. Os miúdos regressaram mais cedo, tipo 2h00, mas nos ficámos lá até tarde, muito tarde. Não me perguntem até que hora, que não me lembro da última parte da noite...
Jantámos os 4 em frente à lareira e foi um jantar muito emocionante. Houve muitas lágrimas, minhas e do pai cá de casa. Fizemos declarações de amor uns aos outros e falámos do que realmente queríamos para 2019. Houve um momento em que o Pedro me disse "Aguenta Tella, aguenta e não chora!". Foi um jantar bem regado também... Aproveitámos e fizemos vídeo-chamadas com as pessoas especiais: os meus pais, os meus sogros, o meu irmão, os meus primos e a Carolina recebeu um vídeo que eu já estava cansada de tanta choradeira, mas uma choradeira alegre... Já vos disse que o jantar foi bem regado? Pois... Houve também cantoria e danças a 4. Tão mas tão bom e divertido!
Antes da meia-noite, fomos os 4 para o adro da igreja. Levamos bebidas e a coluna de som. Entrámos em 2019 ao som das 12 badaladas da capela e da Daniela Mercury... (Don't ask!).
E depois fomos para a vila onde foi a loucura, com as tascas todas abertas e com concerto de rua. Os miúdos regressaram mais cedo, tipo 2h00, mas nos ficámos lá até tarde, muito tarde. Não me perguntem até que hora, que não me lembro da última parte da noite...
segunda-feira, 31 de dezembro de 2018
Último post de 2018
Que haja saúde, que o resto vem por acréscimo.
[Uma lembrança sempre, nesse dia, à J.]
quarta-feira, 26 de dezembro de 2018
2018 revisto
Entrei em 2018 com o pai cá de casa e os meus filhos em frente à capela da aldeia, contando as 12 badaladas. Para mim fez todo o sentido fechar 2017 e começar 2018 no símbolo dos Lugarinhos. Afinal de contas, 2017 tinha sido o ano em que estreitámos (ainda mais) os laços com a nossa terra. Embora não o soubéssemos ainda, 2018 foi também um ano em que voltámos a marcar presença na festa da aldeia, participando na sua organização. Dessa festa, que é uma grande entrega e um árduo trabalho, resultaram sentimentos e emoções fortes, amizades sólidas, histórias, músicas e anedotas hilariantes, fotos tiradas às 8h00 da manhã depois de uma noite de trabalho e lágrimas vertidas por causa de um abraço, de um som ou de uma recordação.
[Quando éramos miúdos, a procissão fazia-se acompanhar de foguetes. Durante 20 anos, deixámos de os ouvir. Em 2018, fizeram-se ouvir novamente. No momento em que rebentaram, o pai cá de casa e eu trocámos olhares e num segundo, os nossos olhos encheram-se de lágrimas. ]
2018 foi um ano tranquilo, felizmente, sem nada a relatar. O ano decorreu com a certeza que a vida é como um rio longo e sossegado, num amanhecer sem fim e com um sol que nos aquece. Segui a vida, como a corrente de um rio, sem pôr em causa o que acontece ou não acontece. Em 2018, aceitei o que tenho e o que não tenho ou o que tive ou não tive. Em paz.
Em 2018, fiz 40 anos e depois de escrever uns posts sobre os 40 - que me deram imenso gozo - fez-se luz. Saí de casa e fui tatuar "La vie est un long fleuve tranquille". Quis mais uma vez escrever no exterior o que sinto no interior, fazendo jus à minha primeira tatuagem (uma borboleta a sair/nascer de uma estrela), ou seja (re)lembrar no exterior que a mudança faz-se no interior.
Fazer 40 anos não me trouxe sabedoria, nem experiência nem nada disso. Foi apenas a formalização de uma nova Tella, que já existia há uns anos. Essa eu não é melhor nem pior; está em sossego, apenas. Os 40 trouxeram-me mais cabelos e pêlos brancos, rugas bem vincadas e sinto, há poucas semanas, que estou a envelhecer mais rapidamente, ou usando uma metáfora bem forte, a murchar em força! A cena da milf e tal não mora cá! Por causa disso, raramente saio à rua de cara lavada. A base e o blush são os meus novos amigos.
[Felizmente, em 2018, o pai cá de casa fez sempre questão de me elogiar bastante. Na boca dele, sou a tal, a boazona, a mais gira de todas, a que ele mais deseja. Em 2018, continuámos a funcionar bastante bem, apesar de todas as crises.]
Em 2018, a vida girou bastante [demasiado, quase] em torno do futsal: os treinos dos filhos, os jogos dos filhos, os jogos do pai cá de casa que compete na distrital dos veteranos da liga não sei das quantas e os treinos do pai cá de casa que agora é mister. Foi too much. A nossa vida ficou completamente refém disso e condicionou a nossa família.
Fomos também reféns da escola e dos testes dos miúdos.
Perdi muitas vezes a cabeça com o Pedro que detesta estudar e que é super teimoso. 5 minutos a estudar com ele e já estou aos berros! Continua com dificuldades grandes na escrita. Ele próprio interiorizou que não é capaz. Super complicado!
Depois de uma avaliação psicológica na escola, informaram-nos que o nosso filho é "brutalmente ansioso" [sic] e que tem de fazer psicoterapia. Começará em breve. Em 2018, o Pedro foi uma preocupação muito grande.
[Ainda há umas semanas tive um pesadelo com a professora dele a dizer-me que ele nunca será nada na vida se não mudar de olhos porque tem olhos redondos que encaram as coisas erradamente... E eu, assustada, perdida, só lhe dizia que tinha perdido o molde... Enfim... Ó Freud, anda cá ver isso!!]
O Tiago cresceu muito. É cada vez menos o meu filho bebé. Continua meigo, é certo, mas é cada vez menos meu. Está a ser menos difícil do que pensara porque vê-lo tornar-se num rapazão é maravilhoso. Meu rico filho. Meu amor crescido, que apesar de tudo ainda quer que me deite ao seu lado durante 10 minutos para conversarmos sobre coisas da vida.
O Pedro continua a ser o miúdo autónomo, que faz o que quer, agradando ou não aos outros. Na verdade, está-se a borrifar para os outros!
No verão, na praia, quando o procurava, lá estava ele na água, já bem longe, sozinho e independente do alto dos seus 8 anos. A Carolina disse-me num desses momentos que devia ser tão bom ser como ele. As palavras da Carolina e as palavras do treinador de guarda-redes ("...foi ele quem exigiu que olhassemos para ele de um outro prisma, pois não estava feliz. Ele teve essa coragem de apostar nele próprio.") deram-me a perceber que o meu rapaz é especial e que só alguns se apercebem disso. Não é um miúdo consensual mas é um puto que cativa os mais atentos ou também os mais especiais. Meu rico filho. Meu amor pequeno, que olha ainda para mim com os olhos cheios de amor e carinho.
Há quem tenha sempre Paris mas nós os 5, we'll always have Armona, lugar de cumplicidade, de descanso, de risos e de silêncios. Um clássico, ano após ano.
Como já sabem, sou uma mulher de listas e metas. Não poderia portanto acabar este post sem dizer que em 2018 vi muitas séries, li 21 livros (uau), corri 507 km, fui 1 vez ao cinema, vi 5 ou 6 filmes e não sei nenhum título, adormeci mais de 100 vezes em frente à TV, escrevi 5 ou 6 posts que me fizeram bem à alma e que me deram muito gozo, vi 1 peça de teatro e não fui a nenhum concerto.
sexta-feira, 14 de dezembro de 2018
Calendário do Advento*
As atividades deste ano:
Dia 1: Montar a árvore de Natal
Dia 2: Ver um filme de natal e comer pipocas [vimos "Estrela de Natal"]
Dia 3: Alimentar animais de rua
Dia 4: Enviar um video de natal aos primos [foi tão cómico!]
Dia 5: Cada um mantém uma chama acessa
Dia 6: Fazer flocos de neve para as janelas
Dia 7: Jantar à luz de velas
Dia 8: Ir ao cinema em família [Ralph vs Internet. Não gostei. ]
Dia 9: Abraçar todas as pessoas que amas. (Os gatos tb contam!)
Dia 10: Tirar uma fota a 4 nas máquinas de metro.
Dia 11: O que é o Natal? Responder uma palavra , escreve-la a vermelho e pendurá-la na árvore.
Dia 12: "Debaixo do tapete encontrarás uma coisa vermelha, como o pai Natal."
(4 bilhetes para a champions:slb-aek) [Foi a loucura senhoras!]
Dia 13: Ouvir música de Natal ao jantar
Dia 14: Tirar uma foto de Natal e enviá-la a quem quiserem.
*post sera atualizado dentro de dias.
PS: Se houver aí desse lado ideias giras, partilhem. Merci.
sábado, 8 de dezembro de 2018
Run Tella, run!
No domingo passado, participei na meia-maratona dos Descobrimentos. Estava com receio porque tinha treinado pouco e comido mal. Entre pesadelos, ansiedade e intestinos completamente doidos, lá fui!
E foi tão bom! Corri sempre confortavelmente e houve até um momento em que acreditei que ia fazer a prova abaixo das duas horas. A cada km, o relógio dava-me bons resultados. A minha cabeça começou a fazer contas e mais contas mas ao km 16, o ritmo caiu e ao km 18, a minha matemática provou-me que ia fazer mais do que 2h00. Foram 2h05. Uau.
Fiquei super cheia de mim. Acho que até cresci uns centímetros no momento em que cheguei à meta.
Almocei com a medalha ao pescoço e estive com ela o dia todo. O Pedro revirou os olhos quando lhe disse, com voz mete-nojo: "a mamã tem uma me-daaaa-lhaaaaa". Sou muito infantil, eu sei!
Os niveis de bazófia estiveram em alta durante mais uns dias. Uma colega disse-me que estava brilhante e a minha colega de ciências explicou-me que estava a produzir a hormona do amor - oxitocina - aquela que é desenvolvida quando se faz atividade física com prazer. Na mouche, que correr 21,2km com gosto e alegria (tão diferente da minha última meia-maratona, que foi sofrida e dolorosa) é quase orgasmico.
Daí o brilho da outra, tá visto!
Vão por mim e ide correr. Não se vão arrepender!
sábado, 1 de dezembro de 2018
Recorrer aos clássicos
O Pedro tem teste de Estudo do Meio na segunda e o sistema circular e digestivo necessitam de ser vistos ...outra vez.
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