segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

Último post de 2018

Que haja saúde, que o resto vem por acréscimo. 

[Uma lembrança sempre, nesse dia, à J.]

quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

2018 revisto

Entrei em 2018 com o pai cá de casa e os meus filhos em frente à capela da aldeia, contando as 12 badaladas. Para mim fez todo o sentido fechar 2017 e começar 2018 no símbolo dos Lugarinhos. Afinal de contas, 2017 tinha sido o ano em que estreitámos (ainda mais) os laços com a nossa terra. Embora não o soubéssemos ainda, 2018 foi também um ano em que voltámos a marcar presença na festa da aldeia, participando na sua organização. Dessa festa, que é uma grande entrega e um árduo trabalho, resultaram sentimentos e emoções fortes, amizades sólidas, histórias, músicas e anedotas hilariantes, fotos tiradas às 8h00 da manhã depois de uma noite de trabalho e lágrimas vertidas por causa de um abraço, de um som ou de uma recordação.

[Quando éramos miúdos, a procissão fazia-se acompanhar de foguetes. Durante 20 anos, deixámos de os ouvir. Em 2018, fizeram-se ouvir novamente. No momento em que rebentaram, o pai cá de casa e eu trocámos olhares e num segundo, os nossos olhos encheram-se de lágrimas. ]

2018 foi um ano tranquilo, felizmente, sem nada a relatar. O ano decorreu com a certeza que a vida é como um rio longo e sossegado, num amanhecer sem fim e com um sol que nos aquece. Segui a vida, como a corrente de um rio, sem pôr em causa o que acontece ou não acontece. Em 2018, aceitei o que tenho e o que não tenho ou o que tive ou não tive. Em paz. 
Em 2018, fiz 40 anos e depois de escrever uns posts sobre os 40 - que me deram imenso gozo -  fez-se luz. Saí de casa e fui tatuar "La vie est un long fleuve tranquille". Quis mais uma vez escrever no exterior o que sinto no interior, fazendo jus à minha primeira tatuagem (uma borboleta a sair/nascer de uma estrela), ou seja (re)lembrar no exterior que a mudança faz-se no interior.
Fazer 40 anos não me trouxe sabedoria, nem experiência nem nada disso. Foi apenas a formalização de uma nova Tella, que já existia  há uns anos. Essa eu não é melhor nem pior; está em sossego, apenas. Os 40 trouxeram-me mais cabelos e pêlos brancos, rugas bem vincadas e sinto, há poucas semanas, que estou a envelhecer mais rapidamente, ou usando uma metáfora bem forte, a murchar em força! A cena da milf e tal não mora cá! Por causa disso, raramente saio à rua de cara lavada. A base e o blush são os meus novos amigos.

[Felizmente, em 2018, o pai cá de casa fez sempre questão de me elogiar bastante. Na boca dele, sou a tal, a boazona, a mais gira de todas, a que ele mais deseja. Em 2018, continuámos a funcionar bastante bem, apesar de todas as crises.]

Em 2018, a vida girou bastante [demasiado, quase] em torno do futsal: os treinos dos filhos, os jogos dos filhos, os jogos do pai cá de casa que compete na distrital dos veteranos da liga não sei das quantas e os treinos do pai cá de casa que agora é mister. Foi too much. A nossa vida ficou completamente refém disso e condicionou a nossa família. 
Fomos também reféns da escola e dos testes dos miúdos. 

Perdi muitas vezes a cabeça com o Pedro que detesta estudar e que é super teimoso. 5 minutos a estudar com ele e já estou aos berros! Continua com dificuldades grandes na escrita. Ele próprio interiorizou que não é capaz. Super complicado! 
Depois de uma avaliação psicológica na escola, informaram-nos que o nosso filho é "brutalmente ansioso" [sic] e que tem de fazer psicoterapia. Começará em breve. Em 2018, o Pedro foi uma preocupação muito grande.

[Ainda há umas semanas tive um pesadelo com a professora dele a dizer-me que ele nunca será nada na vida se não mudar de olhos porque tem olhos redondos que encaram as coisas erradamente... E eu, assustada, perdida, só lhe dizia que tinha perdido o molde...  Enfim... Ó Freud, anda cá ver isso!!]

O Tiago cresceu muito. É cada vez menos o meu filho bebé. Continua meigo, é certo, mas é cada vez menos meu. Está a ser menos difícil do que pensara porque vê-lo tornar-se num rapazão é maravilhoso. Meu rico filho. Meu amor crescido, que apesar de tudo ainda quer que me deite ao seu lado durante 10 minutos para conversarmos sobre coisas da vida. 
O Pedro continua a ser o miúdo autónomo, que faz o que quer, agradando ou não aos outros. Na verdade, está-se a borrifar para os outros! 
No verão, na praia, quando o procurava, lá estava ele na água, já bem longe, sozinho e independente do alto dos seus 8 anos. A Carolina disse-me num desses momentos que devia ser tão bom ser como ele. As palavras da Carolina e as palavras do treinador de guarda-redes ("...foi ele quem exigiu que olhassemos para ele de um outro prisma, pois não estava feliz. Ele teve essa coragem de apostar nele próprio.") deram-me a perceber que o meu rapaz é especial e que só alguns se apercebem disso. Não é um miúdo consensual mas é um puto que cativa os mais atentos ou também os mais especiais. Meu rico filho. Meu amor pequeno, que olha ainda para mim com os olhos cheios de amor e carinho.

Há quem tenha sempre Paris mas nós os 5, we'll always have Armona, lugar de cumplicidade, de descanso, de risos e de silêncios. Um clássico, ano após ano.

Como já sabem, sou uma mulher de listas e metas. Não poderia portanto acabar este post sem dizer que em 2018 vi muitas séries, li 21 livros (uau), corri  507 km, fui 1 vez ao cinema, vi 5 ou 6 filmes e não sei nenhum título, adormeci mais de 100 vezes em frente à TV, escrevi 5 ou 6 posts que me fizeram bem à alma e que me deram muito gozo, vi 1 peça de teatro e não fui a nenhum concerto.


Natal

Uma estreia: passar o natal na aldeia.




sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

Calendário do Advento*

As atividades deste ano:
Dia 1: Montar a árvore de Natal 
Dia 2: Ver um filme de natal e comer pipocas [vimos "Estrela de Natal"]
Dia 3: Alimentar animais de rua 
Dia 4: Enviar um video de natal aos primos [foi tão cómico!]
Dia 5: Cada um mantém uma chama acessa
Dia 6: Fazer flocos de neve para as janelas 
Dia 7: Jantar à luz de velas
Dia 8: Ir ao cinema em família [Ralph vs Internet. Não gostei. ]
Dia 9: Abraçar todas as pessoas que amas. (Os gatos tb contam!)
Dia 10: Tirar uma fota a 4 nas máquinas  de metro.
Dia 11: O que é o Natal? Responder uma palavra , escreve-la a vermelho e pendurá-la na árvore. 
Dia 12: "Debaixo do tapete encontrarás uma coisa vermelha, como o pai Natal."
(4 bilhetes para a champions:slb-aek) [Foi a loucura senhoras!]
Dia 13: Ouvir música de Natal ao jantar
Dia 14: Tirar uma foto de Natal e enviá-la a quem quiserem.

*post sera atualizado dentro de dias.

PS: Se houver aí desse lado ideias giras, partilhem. Merci. 


sábado, 8 de dezembro de 2018

Run Tella, run!

No domingo passado, participei na meia-maratona dos Descobrimentos. Estava com receio porque tinha treinado pouco e comido mal. Entre pesadelos, ansiedade e intestinos completamente doidos, lá fui!
E foi tão bom! Corri sempre confortavelmente e houve até um momento em que acreditei que ia fazer a prova abaixo das duas horas. A cada km, o relógio dava-me bons resultados. A minha cabeça começou a fazer contas e mais contas mas ao km 16, o ritmo caiu e ao km 18, a minha matemática provou-me que ia fazer mais do que 2h00. Foram 2h05. Uau.
Fiquei super cheia de mim. Acho que até cresci uns centímetros no momento em que cheguei à meta. 
Almocei com a medalha ao pescoço e estive com ela o dia todo. O Pedro revirou os olhos quando lhe disse, com voz mete-nojo: "a mamã tem uma me-daaaa-lhaaaaa". Sou muito infantil, eu sei!
Os niveis de bazófia estiveram em alta durante mais uns dias. Uma colega disse-me que estava brilhante e a minha colega de ciências explicou-me que estava a produzir a hormona do amor - oxitocina -  aquela que é desenvolvida quando se faz atividade física com prazer. Na mouche, que correr 21,2km com gosto e alegria (tão diferente da minha última meia-maratona, que foi sofrida e dolorosa) é quase orgasmico.
Daí o brilho da outra, tá visto!

Vão por mim e ide correr. Não se vão arrepender!


sábado, 1 de dezembro de 2018

Recorrer aos clássicos

O Pedro tem teste de Estudo do Meio na segunda e o sistema circular e digestivo necessitam de ser vistos ...outra vez.

sexta-feira, 30 de novembro de 2018

Run Tella, run

No domingo, vou participar na meia-maratona dos Descobrimentos.
E só tenho uma coisa para partilhar convosco: vai correr tão mal, que uma pessoa treinou pouco, pouquíssimo e comeu muito, muitíssima coisa do demo. 

[Já estou com uma espécie de ansiedade...]

quarta-feira, 21 de novembro de 2018

Quando é que sabes que tens filhos crescidos? XXXII

Quando o teu mais velho não quer dormir contigo nas noites em que o pai cá de casa está fora. 
[Essa doeu.]

Ginásio

O ginásio do bairro tem agora aulas "Treino militar". São 35 minutos intensos, suados e que rebentam comigo. Mas estou completamente fã do grupo, do professor e da sensação que fica depois do esforço por vezes desmesurado. Quando a aula acaba, sinto necessidade de me deitar e ficar ali 5 minutos a recuperar folego e pulsação normal. 

No domingo, corri 18 km. Ontem, tive uma aula militar. Juro que achei bem mais puxada a aula do ginásio. 
A sério, se puderem, experimentem que as aulas militar são um must! 



domingo, 18 de novembro de 2018

Quando é que sabes que tens filhos crescidos?XXXI

Quando o teu filho mais velho combina uma saída com a avó, que implica obrigatoriamente a mãe, no centro comercial porque precisa de roupa, muita roupa.

sábado, 10 de novembro de 2018

sexta-feira, 2 de novembro de 2018

11 anos

Está alto, do meu tamanho. 
Calça 38 e partilhamos os ténis da moda.
Está vaidoso: quer ter o roupeiro cheio de roupa e usa um penteado adolescente que o obriga a acordar mais cedo para ficar como quer.
Amua rapidamente.
Sempre que é chamado à atenção, responde com um "mas...".
Anda parecido com o tio, com a mesma idade. Grita tontices ao entrar numa divisão, coisas sem nexo, tipo "MALTA 'TOU AQUI E SOU LINDO" ou "CHEIRAM A CHULÉ". O tio só gritava coisas sobre futebol apenas. 
Embirra muito com o irmão.
Tem sentido de humor como o pai cá de casa.
Continua a acordar com um sorriso nos lábios e pronto para vencer o dia.
Preocupa-se demasiado com os outros. Não consegue estar feliz e ser feliz se a pessoa que está a seu lado não o está. 
Depende dos outros para estar bem. 
Faz muitas coisas para agradar aos outros, colocando -se em segundo lugar, prejudicando o que realmente quer ou é.  Terá de fazer terapia, de certeza!!
É otimista. É amigo. É carinhoso. É dramático. É organizado. É o meu amor para sempre.
Faz hoje 11 anos. Já começou a voar sozinho, distâncias curtas e pouco ousadas, mas sozinho. 
Que bom.



domingo, 28 de outubro de 2018

Sobre a felicidade

O Pedro sempre quis ser guarda-redes. Foi durante uma época ponta de lança ou pivot. Marcou muitos golos, que o puto joga bem. Mesmo assim, quis seguir o sonho dele e ser guarda-redes. Desde então, tem sido a criança mais feliz da vida.
Ontem, foi dia de estreia num jogo oficial. Não pude assisitir mas os relatos que me chegaram só falavam da felicidade que irradiou durante o jogo.
Obrigada futsal por tratar tão bem do meu filho.  Ele precisa tanto desse reforço positivo e dessa motivação. 


segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Tellices

- Foste também para a praia... Estás com bom ar com essa corzinha...
- Não. Estive a apanhar figos, a passear no meio da serra e  a vindimar no domingo de manhã. E foi tão bom!

(A vida do campo assenta-me tão bem, está visto, que a pergunta que me atormenta constantemente é " Oh Tella Marie, o que fazes aqui na cidade?"  )

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Run Tella, run!

As corridas a sério voltaram até porque temos, a Carolina e eu, uma meia-maratona à nossa espera! Só tenho de manter o foco e para me ajudar e inspirar vou voltar a seguir 50000 corredoras no Instagram.
#womenrunner

sexta-feira, 28 de setembro de 2018

Quando é que sabes que tens filhos crescidos? XXX

Quando o teu mais velho não larga a Mafalda...

quarta-feira, 26 de setembro de 2018

Quando é que sabes que tens filhos crescidos ? XXIX

Quando percebes que chegou o momento de separar os manos e dar a cada um deles um quarto porque já querem mais privacidade e cada um já sabe como quer o quarto.

[Uma vez que tínhamos uma divisão da casa que era apenas o local onde acumulávamos  tralha, decidimos avançar e transformá-la no quarto do Tiago.]

segunda-feira, 10 de setembro de 2018

Um ano à espera do querido mês de agosto e ele passa a fugir!

As férias acabaram há uns dias. 
Foi um mês entre o azul do mar e o verde da serra, entre a tranquilidade da ilha e a atividade do campo.

Os primeiros 15 dias na ilha são sempre bons. Vamos os 5 de coração aberto e saímos da ilha de coração cheio, carregado de memórias que nos ajudarão a passar os meses mais difíceis, imersos na rotina. Tivemos tudo que precisámos: mergulhos na água quente, caminhadas, corridas, livros, afetos, conversas, gargalhadas e silêncios. 

Os últimos 15 dias na terra são sempre marcados pela festa da aldeia. Mais uma vez fizemos parte da organização da dita. Ajudámos a Comissão de Festas. Como alguém me disse, só não fomos mordomos de nome porque de trabalho e de entrega, fomos, sem dúvida. Foi uma semana de muito muito trabalho mas também de diversão. Sinto um orgulho enorme em ter participado na melhor festa dos últimos 20 anos. 
Os meus filhos, como sempre, deram ao litro. Recebi elogios de muita gente - "eh pá, estes gajos estão a crescer bem!" - porque a dedicação, o empenho e a força de vontade deles deu e dá 15 a 0 a muitos adultos. Um orgulho os meus pequenos! 
(Há uma foto do Pedro a tirar imperiais (e bem tiradas) às 6h00 da manhã.)
As férias na terra são também os mergulhos nos rios, as leituras nas fragas, as imperiais, o Uno debaixo das árvores, a eira, a cama de rede, a família e os amigos. 

E agora, pffff, a realidade volta... 

domingo, 12 de agosto de 2018

Quando é que sabes que tens filhos crescidos? XXVIII

Quando, ao décimo segundo dia de férias, começas a ler o 4°livro*. 

* Serviço Público: um dos livros lidos foi "Não se pode morar nos olhos de um gato" da Ana Margarida de Carvalho e posso assegurar que é muito muito bom. Não podem perder.

quarta-feira, 1 de agosto de 2018

Meu querido mês de agosto

Chegou o momento tão desejado: FÉRIAS!